quinta-feira, 31 de outubro de 2019

Gonzaguinha

"Ontem um menino que brincava me falou
Hoje é a semente do amanhã
Para não ter medo que este tempo vai passar
Não se desespere, nem pare de sonhar
Nunca se entregue, nasça sempre com as manhãs
Deixe a luz do sol brilhar no céu do seu olhar
Fé na vida, fé no homem, fé no que virá
Nós podemos tudo, nós podemos mais
Vamos lá fazer o que será"

Sem muros de Jura Arruda

– Onde já se viu menina nessa idade com tanta opinião?! 
– era uma dessas perguntas exclamadas que saía da boca de Horácio, 
enquanto olhava para Selena e apontava para Julinha.

– Ora, pai! Sei lá. Eu é que não converso sobre isso com ela. Aprendeu na escola, só pode.

Julinha mantinha uma cara marruda e amarrada que doce de leite condensado nenhum dava jeito.

– Você tem mesmo certeza disso? 
– insistiu o avô, ao que a neta pôs-se a desfiar um novelo interminável de argumentos
para dizer que, sim, que tinha certeza e pronto.

– Parece o pai. Que Deus o tenha! – disse Selena, e viu os olhos da filha brilharem porque
parecer o pai na teimosia era orgulho além da conta para aquela guria de 12 anos.

Para Horácio, discussão tinha o limite de uma pontada do lado da cabeça. 
Era sentir e saber que não devia continuar. Melhor pegar um livro de poemas, 
de um português arcaico, que servia mais para saborear ritmo do que entender conteúdo. 
Algumas palavras estão carregadas de silêncio, e são preciosas.

– Você devia ouvir mais o vovô, filha. Ele tem experiência.

– Mãe, o vô vive no país das maravilhas, tu ouviu o que ele falou? 
Tu ouviu o que ele disse do muro?

Julinha gesticulava com suas mãos pequenas de tal jeito que parecia desenhar no ar cada palavra, 
e quanto mais queria convencer mais espaço tomava com o corpo a bruxulear ideia.

– Quando o pai construiu o muro, disse que ia colocar cerca elétrica e câmera pra dar segurança. 
Mas tu viu, ele morreu antes, foi morto, mãe! 
E o vô vem com esse discurso de que segurança é uma casa sem muros? Se liga!

– Eu não vou derrubar o muro, Julinha – disse o vô que voltava à sala, 
com olhar cansado e poemas à mão –, só defendia uma ideia. 
Você está certa, é mais seguro nos cercarmos de muros. 
Não são mais tempos para jardins e bons-dias. 
Não há mais tempo para salvar o que pode ser morto.

Horácio seguiu em direção ao portão, destravou-o e caminhou até a praça onde amigos jogavam dominó. 
Nuvens se aproximaram. Ele deitou-se, abriu a boca e bebeu gotas de chuva.

Seminário “Atendimento às Pessoas em Situação de Violência Sexual em Joinville”

Blues nos Domingos Musicais

Uma das mais renomadas bandas de blues da América Latina... The Headcutters! 
Domingo, dia 03 de novembro, pontualmente às 10h30, com entrada franca.
Casa da Memória - Rua XV de novembro

Vida

quarta-feira, 30 de outubro de 2019

Saúde Mental é Saúde


O Dia Mundial da Saúde Mental foi lembrado no início de outubro e chama a atenção para o aumento de adoecimentos no século XXI - o Dia Mundial da Saúde Mental tem como data o dia 10 de outubro, instituído em 1992, pela Federação Mundial de Saúde Mental.

Os problemas relacionados a saúde mental são considerados pela OMS (Organização Mundial de Saúde) uma prioridade devido ao grande número de dias de incapacidade que o transtorno mental pode causar.

Transtornos mentais acompanham a história da humanidade, relatos de quadros depressivos podem sem encontrados em textos antigos, como poemas gregos e a Bíblia.

Pela sua característica de acometimento em pessoas jovens, os transtornos mentais, principalmente os mais graves, como esquizofrenia e transtorno afetivo bipolar, trazem impacto significativo não só na vida do paciente, como também na de seus familiares e outros como a depressão e quadros ansiosos, podem igualmente levar a um grande sofrimento subjetivo.

É importante lembrar: transtornos mentais são doenças como quaisquer outras e, desta forma, passíveis de tratamento com grande chance de melhora e cura em muitos casos. Reconhecer estes transtornos como doenças ajuda a vencer o preconceito de se falar sobre o assunto e mesmo de identificar casos que exijam atenção ao nosso redor. Muitos preconceitos já foram vencidos e hoje as famílias e a sociedade conversam livremente sobre temas como sexo, drogas e outros tantos temas censurados anteriormente. Por que não também se conversar sobre isto?

Embora a maior quantidade de pacientes sofra de quadros depressivos ou de transtornos ansiosos, mais de 30% dos pacientes atendidos em ambulatório padecem de transtornos psicóticos e tem como tratamento adequado, a reabilitação e ganho novamente de qualidade de vida.

Há muito tempo o tratamento em saúde mental não é apenas farmacológico, sendo também executado por uma equipe de profissionais como: psicólogos, terapeutas ocupacionais, assistentes sociais, fonoaudiólogos, enfermeiros, nutricionistas e auxiliares de enfermagem. Este profissionais buscam além da diminuição do sofrimento do paciente, a sua reabilitação psíquica e a busca das habilidades perdidas por conta da doença.

O primeiro passo é vencer o preconceito de pedir ajuda. Transtornos mentais são doenças e, como tal, podem ser tratados. Psiquiatras são médicos como todos os outros e os mais qualificados a tratar destas doenças. Fonte: Conen SC

Dica importante

A fuga de David Gonçalves

Naquela noite, o pai chegou em casa no meio da noite. Estava nervoso. Tirou todos da cama, puxando os lençóis e empurrando.

– Vamos dar no pé. Isso é bananeira que já deu cacho – quase berrou, agitado.
Tinha bebido. Cheirava a alambique. Todos nós – a mãe e os meus quatro irmãozinhos – conhecíamos aquele cheiro.
– O que houve, homem? – quis saber a mãe, um tanto apavorada.
– Na estrada eu vou contando. Vão pegando as coisas e colocando na Kombi.
Noite sem lua, opaca. Poucas estrelas. Nuvens pesadas se agrupando.
– Tem alguém atrás de nós? – perguntou a mãe. – O que você aprontou dessa vez?
– Vá colocando o que pode na Kombi. O mais depressa.
Ela foi pegando uma frigideira de ferro fundido, uma panela grande, também de ferro, alguns pratos de ágata, copos de vidro americanos, duas facas gastas, colheres e garfos velhos. O pai pegou uma foice e um machado, meio saco de feijão e outro de arroz, uma lata de banha de porco com carne.
– Chega! – ordenou. – Senão a Kombi não aguenta.
Fomos atochados dentro dela e o pai, excitado, queria ligar o motor e não conseguia. Houve xingos. Mas, de repente, o motor deu sinal de vida. Saímos aos trancos.
– Que vida! De um lado pra outro, sem sossego – disse a mãe, choramingando.
– Cale essa boca – o pai respondeu. – Sempre protegi vocês. Não vamos passar fome.
– Por que não trouxemos a Pereba e os filhotinhos, mãe?
A cadela de estimação de pelos amarelos.
– Ela se vira. Já está bem crescida. Caçadora como quê – o pai respondeu, enquanto dirigia a Kombi na estrada piçarrada.
– Por que não pegamos o Rajado? – choramingou minha irmã.
– Gato que se vire. Não gosta de viajar, de mudar de casa. Tem gato que volta pra casa até 500 km – o pai respondeu, ainda mais zangado. – Você pode conseguir outro bichano.
Depois todos se aquietaram. Só os roncos da Kombi: estava com o escapamento rebentado. De repente, a mãe voltou a dizer:
– Pelo menos, diga pra onde estamos indo!
Eu estava com sono. A estrada esburacada fazia a Kombi sacolejar e bater latas.
– Eu digo quando chegar – respondeu.
Meus irmãos dormiam. O vento da noite, misturado com a poeira vermelha, entrava pelas janelinhas e refrescava o calor do verão. Um casal de coruja voava diante dos faróis e o pai praguejava. Ouvi um resfolegar de cachorro no colo de Maninha.
– O que está levando aí? O que é?
– Não é nada – ela se encolheu, protegendo o colo. – A barriga que roncou.
– Roncou, é? Deixa eu ver.
– Fale baixinho.
Me mostrou: a filhote da cadela. Estava enrolada nus trapos. Sorri e me aquietei. O pai, se viesse a saber, era capaz de jogá-la janela afora, a Kombi andando.
Fiquei olhando uma estrela. Ela olhando pra mim. De vez em quando, o arvoredo a cobria. Outra vez, uma nuvem.
– Então, não vai contar o que aconteceu? – a voz áspera da mãe, desgostosa.
Eu cochilava. 
– Vamos parar nesta curva descampada e descansar. Logo adiante é o rio Ivaí. A balsa só funciona de manhã. Conheço o balseiro. É capaz de abrir o bico.
– Vai contar? Boa coisa não é. Se eu fosse nova, abandonaria você. Estou farta.
O pai parou a Kombi. Abriu a porta, saiu na noite. Acendeu um cigarro. Eu espiava a estrela por entre o arvoredo.
– Aquele imbecil. Tinha que se meter logo comigo? Capataz burro. Estava bêbado. Veio pro meu lado ameaçando, socando. Eu estava quieto, bebendo. Me chamou de vagabundo, pau-d´água, que era um moleirão. Então, o sangue ferveu. Aconteceu: saquei da faca e cortei o peito dele. Morreu ali mesmo, os olhões estalados.
– Você matou!
– Foi legítima defesa. Não sou assassino. Aquela gente viu.
– Ai, meu Deus!
A estrela piscava pra mim, quase apagada. Dormi de vez.

Ansiedade

Alguém especial

terça-feira, 29 de outubro de 2019

Convite sessão solene de posse de David Gonçalves

O Presidente da Academia Catarinense de Letras, Pinheiro Neto, tem a honra 
de convidar para a sessão solene de posse de DAVID GONÇALVES na cadeira 40, 
a realizar-se no dia 07 de novembro de 2019, às 19 horas, 
em Florianópolis, no auditório da Casa José Boiteux.

O discurso de recepção será proferido pelo acadêmico Artêmio Zanon, titular da cadeira 27.

Cadeira 40
Patrono: Virgílio Várzea
Fundador: Nereu Corrêa de Souza
Titular antecedente: Norberto Ungaretti

Abraço

Conto: Os demônios riem de mim de David Gonçalves

Sim, Senhor! Uma trabalheira antes de sair de casa, diz Belinha, muito atarefada, gorda, fôlego pesado e entrecortado. Esbarra as pernas pesadas e cheias de varizes nas cadeiras, no sofá, na cama. Dia de receber a aposentadoria. Uma miséria. Tem que ir ao banco, pegar o ônibus, espremer-se entre gente estranha. Já de manhã, ela já começou a se preparar pra ir à rua. Um dia quente. Ah, Deus, tantas dificuldades. Vestir-se, espremer o corpo gordo nos velhos vestidos desconfortáveis, apertar os pés inchados nos sapatos apertados, pentear os cabelos ralos que ela vive tingindo e, a cada dia, perde os fios de cabelo. No cocoruto, a coroinha de frei, que ela tenta esconder. Mas não era só isso. Desconfia dos vizinhos, do porteiro, do carteiro, daquela espelunca de estudantes no andar de cima. Na sua ausência, poderiam roubá-la. Arrombariam o apartamento e surrupiariam roupas de cama, mesa, cadeiras, documentos, as poucas joias. Aqueles estudantes depravados poderiam roubar e desarrumar as coisas, escondê-las, só pra rirem dela.

Havia também os demônios. Divertiam-se com ela. Guardava um objeto num lugar, aparecia em outro. Os demônios, simplesmente, brincavam com ela. Às vezes, via o Saci pulando pelo apartamento, cachimbando e rindo. Nunca encontrava os objetos no mesmo lugar. Na semana passada, guardara a tintura de cabelos junto com a prateleira dos remédios e a encontrara dias depois dentro da geladeira. Guardava as calcinhas numa gaveta e encontrava-as noutro armário, junto com os panos de prato bordados. As coisas viviam se escondendo.

Casara-se três vezes. Enviuvara três vezes. Agora, envelhecida, tinha medo dos homens. Todos queriam roubá-la. O primeiro marido morreu na fazenda, a tiros. Ainda bem que não tinha filhos. Teve que se mudar de fazenda. Jovem e bonita, casou-se novamente. Desta vez, com um comerciante de secos e molhados, viúvo, bem mais velho do que ela. Por Deus, ele cheirava a produtos de prateleiras – banha, sabão, toicinho, linguiças, enxada, foices, martelos, pregos. Não estava em condições de escolher homem melhor. Também não tiveram filhos. Certa noite, encontrou-o enfartado no balcão, em cima do caderno de fiados. Depois do enterro, ela se desfez do armazém. Mudou-se pra Curitiba. Algum tempo depois, foi procurada pelo dono da fazenda onde o primeiro marido fora morto. Casaram-se. Ainda mantinha alguns traços de beleza. Mas ela exigiu um apartamento. Viveram alguns anos juntos. Com as geadas no Norte do Paraná, ele perdeu as fazendas e estourou os miolos. De herança, só o apartamento. Agora, ela tinha medo dos homens. Todos queriam roubá-la ou tê-la como um barranco pra morrer encostado. Vivia da escassa aposentadoria.
Fechou o apartamento olhando se os vizinhos não a espiavam. Já eram duas horas da tarde. O tempo voava. Calorão, ruas movimentadas. Espremer-se no ônibus, proteger-se dos tarados, dos ladrões, dos maconheiros. Chegou ao banco quase no momento de fechar. Não sabia lidar com aquelas máquinas diabólicas. Não confiava nelas. Esperava pelo gerente, moço novo, parecido com o primeiro marido. Uma delícia o ar-condicionado. Por ela, ficaria mais tempo. Horário de fechar.

De novo na rua. Apertava a bolsa contra o peito, com medo de assalto. No ônibus, cada passageiro era um bandido. Perto da sua rua, desceu. Tinha que fazer as compras do mês. Já escurecia. Mas, no supermercado, parecia dia. Movimentava um carrinho com dificuldade. Tudo lhe parecia difícil. Enxergava pouco. Os preços dançavam a sua frente. Os demônios continuavam pregando peças. Pegava um produto, assustava-se com o preço. Quando ia colocá-lo no carrinho, ele já estava lá. Prateleiras altas demais ou baixas demais. Pessoas a empurravam com seus carrinhos cheios. Queria fazer as compras em meia hora, mas já estava lá mais de duas horas. Parecia que todo mundo tinha decidido fazer compras naquele dia. Filas no caixa. Pra entregar? Sim, respondeu. Levaria o leite e o queijo. Poderiam azedar. E saiu.

Estava cansada quando chegou ao apartamento, os pés inchados, o corpo inchado, como se tivesse levado uma surra. Ah, um banho e esparramar-se na cama como rainha. Mas cadê a chave? Tinha a porta, mas não tinha a chave. Mais outra peça dos demônios? Pedir ajuda aos vizinhos? Ao porteiro? Aos estudantes? Não confiava naquela gente. Deixou o leite e o queijo à porta. Sem chave, o que fazer? Os demônios riem de mim, pensou. A quem procurar? Todos eram suspeitos. Já eram dez da noite. Saiu do prédio e caminhou pela rua ainda movimentada. As luzes ofuscavam. Duas quadras adiante, havia uma praça. Ali, no banco, acomodou-se. Ficaria ali até amanhecer. Que mais poderia fazer uma viúva três vezes viúva, sem filhos, sem parentes, sem amigos?

Oh, Deus, não quero mais viver, balbuciava, trêmula. O tumulto das ruas, aos poucos se calava. Um mendigo dormia debaixo de uma árvore, estirado no banco. Bela, Belinha, o que fazer? Conhecia aquela voz. Era a voz do primeiro marido. Quedou-se admirada. Sentara-se ao seu lado. Não tinha envelhecido. Uma lagrima caiu de seus olhos. Depois, outro a interpelou: Bela, minha flor, não tem medo de ladrões. Sirva pra essa gente um pouco de banha. Era o segundo marido. Outra lágrima rolou. Devo ter cochilado, pensou. Isso é hora de ficar na rua? Era o terceiro marido. Mais outra lágrima. Fechou os olhos e ficou tempo assim. Quando os abriu, só havia a quietude da noite alta na rua vazia. Mãezinha, o que faz aqui? Era o porteiro do prédio. Um guarda o havia avisado. Levaram-na. Por que não me disse, mãezinha? Eu tenho a chave-mestra. É pra isso que serve um porteiro. O leite e o queijo haviam sumido. Já estava dentro do apartamento quando alguém bateu à porta. Aqui está o queijo e o leite, mãezinha, disse um dos estudantes. Eu guardei na geladeira pra não azedar. Ela não conseguiu sequer agradecer. Sozinha novamente, vasculhou a bolsa. O dinheiro estava lá. Surpresa, a chave estava lá. Quem a colocara ali novamente?

Bom para o fígado...

História

segunda-feira, 28 de outubro de 2019

Nossos filhos

"Na educação de nossos filhos, todo exagero é negativo.
Responda-lhe, não o instrua.
Proteja-o, não o cubra.
Ajude-o, não o substitua. 
Abrigue-o, não o esconda.
Ame-o, não o idolatre.
Acompanhe-o, não o leve.
Mostre-lhe o perigo, não o atemorize. 
Inclua-o, não o isole.
Alimente suas esperanças, não as descarte.
Não exija que seja o melhor, peça-lhe para ser bom e dê exemplo.
Não o mime em demasia, rodeie-o de amor.
Não o mande estudar, prepare-lhe um clima de estudo.
Não fabrique um castelo para ele, vivam todos com naturalidade.
Não lhe ensine a ser, seja você como quer que ele seja.
Não lhe dedique a vida, vivam todos.
Lembre-se de que seu filho não o escuta, ele o olha.
E, finalmente, quando a gaiola do canário se quebrar, não compre outra...
Ensina-lhe a viver sem portas"
Eugênia Puebla

Amanhã no Shopping Mueller... Sabor de Sobra

Serviço de Acolhimento em Família Acolhedora

Serviço de Acolhimento em Família Acolhedora promove o acolhimento provisório de crianças e adolescentes, que estão sob medida de proteção, em residência de famílias cadastradas, selecionadas e acompanhadas. O objetivo é proporcionar o retorno ao convívio familiar ou, na sua impossibilidade, o encaminhamento para família substituta. O serviço é responsável por garantir proteção e cuidados aos acolhidos e respectivas famílias, além de periodicamente realizar o processo de seleção e capacitação de famílias e/ou indivíduos interessados em tornarem-se acolhedores. Os acolhedores são voluntários e recebem um subsídio mensal como apoio financeiro para custeio das despesas do(s) acolhido(s).

Quem pode fazer? Pessoa acima de 21 anos de idade, residente em Joinville por período superior há 3 anos e que possua renda (individual ou familiar). 

Condicionantes: * não possuir cadastro na lista nacional de adoção;
* consentimento de todos os membros familiares para realização do acolhimento;
* disponibilidade de tempo para garantir proteção e cuidados essenciais ao desenvolvimento da criança ou do adolescente acolhido;
* possibilidade de participação nas capacitações bimestrais ofertadas pelo Serviço.

Serviço de Acolhimento em Família Acolhedora
Rua Virgínia Ferreira Gomes, 277 – Floresta
De segunda a sexta, das 8h às 19h
Telefones: (47) 3434-5718 | (47) 3436-3534 | (47) 3433-3166

Alimentos que desintoxicam

Cortella

domingo, 27 de outubro de 2019

Amanhã...

Opinião

Quando Eliot Ness precisou "cercar" Al Capone, não buscou ajuda em um convento. Ao contrário, recorreu aos maiores "desajustados" que Chicago podia oferecer. 
Quando o Nazismo começou a se espalhar pela Europa, o problema não foi resolvido com jantares e apertos de mão. Iniciaram uma guerra e mataram os nazistas. 
Quando o gado começou a ser dizimado por lobos e pumas, ninguém tentou ensinar as ovelhas a correrem mais rápido. Criaram cães tão fortes e violentos quanto os predadores e os usaram para combatê-los.

Na vida real, é assim que o mundo funciona. 
Os heróis não estão por aí, montados em seus cavalos brancos, ou voando com a cueca por cima da calça. Heróis têm sangue nas mãos. Na maioria das vezes, são psicopatas que, por ironia do destino, acabaram do lado "certo". 
Ou alguém acha que um policial que sobe a favela, com armamento inferior ao do inimigo, para defender uma sociedade que o odeia, por um salário de fome, tem todos os parafusos bem apertados? 
Os "normais" não mudam o mundo!

Utopia é muito bonita, nos contos de fada e no imaginário popular. A ilusão do "homem bom", a "santificação dos heróis". 
O próprio Cristianismo, inclusive, só "dominou" o ocidente, com suas "mensagens de amor", quando o imperador se converteu e tonou-o a religião oficial do Império Romano, que detinha o poder e as armas.

Lula não é um simples político, o PT passa longe de ser apenas um partido e a corrupção não é um mero crime de desvio de dinheiro. 
O esquema Lulo-Petista incluía estreitas relações com ditadores genocidas, laços de amizade com facções criminosas e roubo descarado do orçamento de áreas com importância vital, como a saúde. 
Assim como Escobar, porém, o "cartel" petista soube aliciar determinados grupos sociais, que por alguns (ou muitos) benefícios, dedicam-lhe inteira fidelidade.

Jamais pararíamos uma máquina tão poderosa e cruel com sorrisos e boas intenções. Estamos falando de pessoas que mentem, trapaceiam, roubam, coagem e até matam. 
A genialidade de Moro de Dallagnol não tem nada a ver com serem santos, mas com terem vencido os "donos da banca", no jogo deles.

É dever de cada brasileiro de bem, que torce por um pais melhor, abandonar a hipocrisia, encarar a realidade e apoiar aqueles que lutam ao nosso lado.
Neutralidade é omissão e omissão é covardia. 
Quem quiser um herói "limpinho", que vá ler Rapunzel.

Felipe Fiamenghi

* Neste blog temos respeito para ler e refletir a visão do outro.

Lírica Kneipe nesta quarta

Ahhh... o amor!

Feirão Oxford 2019

Nossa missão

sábado, 26 de outubro de 2019

A primeira Santa brasileira

Santa Dulce dos Pobres


Maria Rita de Souza Brito Lopes Pontes 
Salvador/Bahia, 26/05/1914 - Salvador/Bahia, 13/03/1992

Último encontro do ano do GEAAJ (novembro)

Amor incondicional

Cuidando do cérebro - hábitos perigosos

Frejat

sexta-feira, 25 de outubro de 2019

Educaliv - Jogos e Brinquedos Pedagógicos convida...

Link para inscrição: https://www.sympla.com.br/porque-o-brincar-e-essencial-para-o-neurodesenvolvimento__686584?fbclid=IwAR2LuSrk6JVWH_Fxtsm_c6CihfzaW-auqqz4YvGVMmjLV1VXltincNYlhWE

Núcleo Abrapso Joinville convida...

Você sabia?

Blues nos Domingos Musicais de novembro

Amigo de verdade

quinta-feira, 24 de outubro de 2019

Outubro Rosa (sinais)

Arena Sebrae




Reforma íntima

Evolução espiritual significa crescimento moral e intelectual e isso acontece através do estudo e da reforma íntima. Para isso não é preciso frequentar nenhum templo, mas sim, olhar a vida com mais alegria e disposição e exigir que comece a ter foco na sua essência e na sua alma. Para isso, é preciso olhar para dentro, pensar “O que eu estou fazendo aqui no mundo? Qual é a missão da minha alma? De onde vim, para onde vou?

Estamos neste mundo para fazer a diferença, para ser felizes, para exprimir a nossa beleza. E essa beleza se expressa em cada atitude, em cada gesto...

Reflita também sobre quantas coisas na vida, faz sem vontade, sem ânimo, sem alegria de viver. Se ao pensar na sua vida, percebe que quase tudo o que faz é por obrigação, reflita sobre por que sua vida tomou esse rumo?

Livre-se de sentimentos maus e de tudo aquilo que não acrescenta em nada. Pelo contrário, apenas subtrai suas forças e a vontade de vencer. Estar desalinhado da sua missão de vida afetará todas as áreas da sua vida, por isso tenha uma fé inabalável de que tudo em sua vida será possível!

Dor de cabeça (dicas)

Saiba...

quarta-feira, 23 de outubro de 2019

Café da Primavera da Paróquia Martin Luther

Seminário Regional sobre A Autonomia Financeira das Mulheres

A Escola do Legislativo está promovendo uma rodada de seminários regionais 
para tratar da Autonomia Financeira da Mulher e Enfrentamento à Violência.

Dia 31 de outubro - Shopping Cidade das Flores 2º piso - Horário: 18h30

Em 9 meses, nosso estado já chegou ao mesmo número de feminicídios de todo o ano passado: 42 de nós a menos.

Precisamos falar. Agir. Nos unir.

Este é um convite para você que sente o quanto pode fazer algo em Joinville para combater as mais variadas formas de violência contra as mulheres. Vamos conversar, aprender, trocar experiências, nos inspirar e seguir adiante mais fortalecidas, engajadas e ativas.

Para saber mais sobre o seminário promovido pela Bancada Feminina da Assembleia Legislativa em 12 cidades do estado, clique aqui: https://docs.google.com/…/1FAIpQLSfkdD9kTKnpyn88ax…/viewform

Para tirar dúvidas sobre o nosso encontro do dia 31, fale com o Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Joinville: (47) 3433-5975 ou cmdmjoinville@gmail.com

O seminário regional “Autonomia financeira das mulheres do campo e da cidade e o enfrentamento à violência" vai discutir políticas públicas e a importância da autonomia financeira para enfrentar situações de violência, além de cobrar medidas efetivas do governo estadual.

O seminário deve reunir mulheres do campo e da cidade, poder público, entidades, movimentos sociais e escolas para palestras e trocas de experiências regionais conduzidas por mulheres que criam oportunidades de autossuficiência.

A iniciativa é da Bancada Feminina em parceria com o Movimento de Mulheres Camponesas (MMC) e realização da Escola do Legislativo.

O que ensinar para as crianças?

Cancelado show de Geraldo Azevedo

COMUNICADO SOBRE CANCELAMENTO DO SHOW DE GERALDO AZEVEDO EM JOINVILLE - Dia 24 de outubro

O Teatro da Liga informa que a apresentação de Geraldo Azevedo em Joinville, com o show "Solo Contigo", foi cancelada. Todos que adquiriram ingressos terão o respectivo valor reembolsado e estão sendo comunicados individualmente, sob responsabilidade da tiqueteira e da produção local.

Lei do retorno

terça-feira, 22 de outubro de 2019

Conheça a Casa de Brincar Casulo

Rua Major Navarro Lins, 962 - Anita Garibaldi
Telefone 99964-4430 (WhatsApp)

Fórum de Saúde Materno Infantil

 

Cuidado... Será que você carrega consigo crenças limitantes?

Será que você carrega consigo crenças limitantes da prosperidade?

Crenças limitantes sobre dinheiro e riqueza material?

Você tem preconceito ou inveja de pessoas ricas?

Você costuma achar um absurdo alguém comprar uma casa de milhões, ou um carro
de milhares de dólares, sendo que tem tanta gente pobre e passando fome?

Se sim, cuidado!

Cuidado se você pensa, acredita, 
ou tem hábito de falar algumas destas frases que seguem:

Dinheiro não trás felicidade.

Trabalhar duro é a única maneira de se tornar rico.

Ricos são esbanjadores.

Se eu tivesse dinheiro, eu jamais compraria isto ou aquilo (só porque você acha que é caro).

As pessoas ricas são arrogantes, esnobes e gananciosas.

Rico é desonesto.

Todo rico é ladrão.

Dinheiro não nasce em árvore.

É preciso ter muito dinheiro para ganhar dinheiro.

Só rico quem ganha dinheiro.

Pra ganhar dinheiro honestamente tem que trabalhar duro.

A única maneira de conquistar riqueza é eu desistir dos meus sonhos. 

Se estou com medo, é sinal que não vai dar certo, será improvável eu ter sucesso.

Um absurdo o que ganha um jogador de futebol, um cantor, etc...

O dinheiro é a raiz de todo mal do mundo.

Mais fácil entrar um camelo pelo buraco de uma agulha do que um rico no reino dos céus.

Ter um monte de dinheiro é um pecado e faz muito mal.

Quando você tiver dúvidas, então melhor nem tentar, não vale a pena tentar.


Essas crenças, chamadas de limitantes ou negativas, são adquiridas muitas vezes ainda na nossa infância.

Mas como? Um dos motivos...

Imagine, quantas vezes você deve ter perguntado os porquês das coisas aos seus pais, tios, avós, etc, 
quando era criança e acreditava em papai noel, em alice no pais das maravilhas
e em tudo que lhe contavam, pessoas de autoridade como seus pais.

Você perguntava:

Os porquês sobre não ter isto, ou não poder ter aquilo?

Não fazer esta viagem ou comprar aquele brinquedo?

Por que não temos uma casa com piscina?

Dos 3 aos 6 anos de idade já temos milhares de perguntas por quê?

E claro que muitas foram respondidas por nossos pais, 
mas as respostas só podiam ser conclusivas e justificando a escassez,
justificando o que seus pais achavam que os impedia de ter riqueza,
conforme as próprias crenças de seus pais,
que foram passadas por seus avós, etc.

Sendo os seus pais a maior figura de autoridade para você na época,
você acreditou e se programou com essa verdade.

Pois até os nossos 7 anos de idade, somos uma esponja, tudo que nos falam
nós recebemos e armazenamos, e depois processamos.

Alguns estão processando até hoje...
Através de condicionamentos e escolhas inconscientes. 

Quais as mentiras que você comprou como verdade e ainda conta 
pra você mesmo que lhe impede acesso à riqueza?

Qual a mentira que lhe contaram e você acredita como verdade até hoje, e que
está utilizando como desculpa para criar a sua realidade de escassez?

Essas informações, crenças, paradigmas negativos, estão instalados
em sua base de programação da consciência e agem como se fossem vírus, 
impedindo que você
um ser infinito, que tudo sabe, que tudo já tem, se alinhe e acesse
a prosperidade, a riqueza, o sucesso, a liberdade e abundância que você tanto deseja.


Gratidão! Amor e Luz!!

Interlúdio Canções da Broadway na Sociedade Harmonia Lyra

Legado

segunda-feira, 21 de outubro de 2019

Peça ajuda... Conte comigo!

Sócrates

"O segredo da mudança é focar toda a sua energia, 
não em brigar com o velho, mas em construir o novo"

Nesta quinta... Interlúdio

Dica de saúde: Beba água

Kafka

domingo, 20 de outubro de 2019