sexta-feira, 27 de abril de 2018

Curso de Instrutor de Orientação e Mobilidade

Quando beber água?

Muita gente diz que não gosta de beber água antes de se deitar para não ser obrigado a levantar-se a noite para ir a "casa-de-banho". Interessante...

Perguntei ao meu cardiologista porque as pessoas têm de urinar tanto durante a noite. A sua resposta foi:

Quando uma pessoa está sentada, a força de gravidade retém a água na parte inferior do seu corpo. Esta é a razão pela qual as pernas costumam inchar. Quando vocês dormem, a parte inferior do seu corpo procura um equilíbrio com os rins. Assim os rins eliminam a água juntamente com os resíduos, porque esse é o momento mais propício. A água é essencial para eliminar os resíduos do seu corpo.

Perguntei ao cardiologista qual é o momento mais favorável para beber água.

Ele respondeu-me: deve-se beber água nos momentos mais precisos para que seja máxima a sua eficiência dentro do corpo.

* 2 copos de água pouco depois do despertador pois ativa os órgãos internos.

* 1 copo de água 30 minutos antes de cada refeição pois melhora a digestão.

* 1 copo de água antes de tomar um banho (ou dois) pois diminui a tensão arterial.

* 1 copo de água antes de se deitar, pois evita um acidente vascular cerebral vascular ou cardíaco.

Beber água antes de dormir evita ter câimbras nas pernas durante a noite. Quando há câimbras, os músculos estão à procura de água e umidade. (Desconheço autoria)

Ajidevi - Associação Joinvilense para Integração dos Deficientes Visuais convida...

Coentro

Gandhi

quinta-feira, 26 de abril de 2018

Homenagem a Dona Ivone Lara

13/4/1921 - 17/4/2018

Reflexão: Educação Infantil

É bom ser criança - Toquinho

É bom ser criança
Ter de todos atenção
Da mamãe, carinho
Do papai, a proteção
É tão bom se divertir
E não ter que trabalhar
Só comer, crescer, dormir, brincar

É bom ser criança
Isso às vezes nos convém
Nós temos direitos
Que gente grande não tem
Só brincar, brincar, brincar
Sem pensar no boletim
Bem que isso podia nunca mais ter fim

É bom ser criança
E não ter que se preocupar
Com a conta no banco
Nem com filhos pra criar
É tão bom não ter que ter
Prestações pra se pagar
Só comer, crescer, dormir, brincar

É bom ser criança
Ter amigos de montão
Fazer cross saltando
Tirando as rodas do chão
Soltar pipas lá no céu
Deslizar sobre patins
Bem que isso podia nunca mais ter fim

Temperos

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quarta-feira, 25 de abril de 2018

Acontecendo...

16ª Stammtisch Jaraguá do Sul em julho

A Stammtisch de Jaraguá do Sul, organizada pelo colunista, Moa Gonçalves, já faz parte do calendário oficial da cidade e a cada ano se fortalece, atraindo mais pessoas para o Parque Municipal de Eventos. Este ano chega a sua 16ª edição e já se tornou tradição na cidade por se reinventar sem abandonar seu principal foco: a diversão e a confraternização entre amigos. 
O encontro de origem alemã trata-se de uma reunião de grupos organizados em barracas. O evento começou com 35 barracas e hoje conta com cerca de 150 grupos, atraindo um público de 25 mil pessoas. Mais informações no e-mail: stamjaraguaoficial@gmail.com

O Vernix é tudo de bom!

Nosso corpo é sábio... 
Vernix, aquele creminho bactericida maravilhoso que todos teimam em tirar quando o bebê nasce.

Esse creminho aí que envolve o bebê tem funções imunológicas importantes, de proteção contra bactérias, agentes externos, manutenção da temperatura, hidratação...

O banho imediato ou nas primeiras 24h de vida tira essa maravilhosa proteção natural. Além disso o banho pode expor o bebê desnecessariamente a temperaturas mais baixas (mesmo com água quentinha) e maior risco de hipotermia! Já vi bebês terem desconforto respiratório por causa de frio na maternidade. Lembre-se que isso só aumenta o número de intervenções, necessidade de procedimentos, observação em UTI, e separação mãe bebê! 
Entendeu a importância do pele a pele? 
Resumindo: Não retire o Vernix do bebê!
Não tenha pressa para o primeiro banho do bebê!
Em alguns países o primeiro banho de imersão só é dado após a queda do coto umbilical.
Não tenha pressa mesmo! Deixe o bebê sentir sua pele e o calor do seu corpo!

Opções sem sal com...

O que Empreendedores podem aprender com Atletas para vencer? por Lima Santos

(6 ensinamentos do mundo dos esportes para o mundo dos negócios)

Dar o pontapé inicial em uma empresa é um desafio tão grande quanto passar na peneira para ingressar no time de base de um grande clube de futebol. Muitos tentam, mas só 1, ninguém mais, será o Neymar. Cuidar da carreira de um jogador é como levar uma startup ao seleto clube dos unicórnios.

Não é fácil.

Começar no Santos e chegar ao auge sendo disputado por dois dos maiores clubes da Europa e do mundo não é pra qualquer um. Abrir um negócio na garagem de casa e transformá-lo num estrondoso sucesso mundial como, a título de comparação, o Whatsapp, também não.

Neymar começou no time da Vila Belmiro em 2009. O Whatsapp fez sua estreia nos celulares no mesmo ano. Em 2011, o Barcelona arrematou o passe do craque por, segundo o clube, 17,1 milhões de euros (as investigações depois sobre a transação elevaram o suposto valor para 57 milhões de euros). Em 2014, o Facebook comprou o aplicativo de mensagens por 19 bilhões de dólares. No ano passado, o Paris Saint-Germain pagou a multa de 222 milhões de euros para transferir o ponta-esquerda de Barcelona para capital francesa.

As cifras milionárias, no caso de Neymar, e bilionárias, na aquisição do Whatsapp, têm em comum a dura realidade empreendedora para conquistá-las. Para se tornar um artilheiro e um dos jogadores mais admirados do planeta é preciso acordar cedo, vestir a camisa, treinar muito, ser obstinado, ter paixão pelo que faz, tomar muita rasteira, se levantar, acreditar, correr atrás do objetivo, contar com o apoio do time e da torcida, jamais desperdiçar as melhores jogadas e nunca, em hipótese alguma, desistir.

Alguma diferença aí com sua rotina, caro empreendedor?

De olho nos dois mundos, vem ganhando força nos últimos anos a oportunidade de unir a experiência dentro das 4 linhas com o ecossistema empreendedor transformando jogadores em investidores. A ideia é aproximar o aprendizado da vida esportiva ao campo dos negócios.

E a jogada vem dando certo.

Com um tempo médio de carreira de 10 a 15 anos, um astro do futebol acumula um patrimônio invejável, mas o final da história de muitos é conhecido - como se aposentam muito cedo e não fazem uma boa administração das boladas que recebem, terminam por queimar todo dinheiro sem pensar no amanhã. Pedro Boesel, sócio da XP Investimentos e piloto de Stock Car, indica que por volta de 50% deles entram em falência três anos depois de encerrar a carreira; 80% após cinco anos.

Construir uma nova vida empreendedora como mentor e anjo de startups vem se mostrando um caminho atrativo para muitos atletas que sabem o valor não só do capital, mas do prestígio que podem emprestar para ajudar a acelerar novos negócios.

Quando são revelados, os jogadores são apoiados por empresários (nem sempre do ramo do futebol) que investem e os orientam para construir suas carreiras até chegar a um grande clube. Depois que penduram as chuteiras, investir em startups é uma forma de fechar o ciclo, ajudando novos empreendedores com o capital acumulado com, literalmente, muito suor.

Assim como alguém apoiou seu talento lá atrás para que pudesse se tornar um grande atleta, seja comprando chuteiras, pagando o transporte ou ajudando a família, após encerrar a jornada esportiva chega a hora de devolver ao mercado parte do que conquistaram nos gramados, criando novos negócios, impulsionando a economia e gerando empregos. Antes investidos, agora são investidores.

O basquete americano está repleto de ex-jogadores fazendo cestas de três pontos em empresas nascentes de tecnologia. Kevin Durant, ídolo do Golden State Warriors e terceiro maior salário anual da NBA (R$ 190 milhões, incluindo patrocínios), tem um portfólio nada modesto de investimentos em startups digitais que incluem empresas como a Postmates e a Acorns.

Durant e Andre Iguodala, outra estrela milionária do Golden, construíram um estreito relacionamento com VCs, principalmente com Andreessen Horowitz, que os apresentou várias startups. Iguodala já armou jogadas com empresas como a Trumid, Thrive Global,Walker & Company e The Player’s Tribune.

A lista de investidores bons de cesta segue e é grande – LeBron James, Stephen Curry, Magic Johnson, Shaquille O’Neal; todos estes e muitos outros estão destinando parte da fortuna para comprar ações de empresas de tecnologia e participações em startups. Em outros esportes, a tenista Serena Williams, o jogador David Beckham e vários outros atletas engrossam o time de atletas-anjos.

Por aqui, atletas brasileiros também já começaram a despertar para oportunidades de investimento em startups. O pentacampeão Edmílson anunciou no final do ano passado oCampeão, Programa Inteligente. A startup conecta consumidores com empresas parceiras do programa de fidelização. Ao invés de acumular pontos, os consumidores recebem de volta parte do valor da compra (cashback). O atacante Alexandre Pato investiu no Soccer-1, aplicativo que ensina os princípios básicos do futebol para treinar crianças e adolescentes.

Empreendedores têm muito a aprender com os atletas. A plataforma de crowdfunding ReadyFundGo listou seis ensinamentos do mundo esportivo que são inspiradores para quem não quer sair de campo derrotado.

Faço minha contribuição com a visão de quem tem dois sócios ex-jogadores profissionais de grandes clubes – Alex Dias, que jogou em times como São Paulo, Cruzeiro, Vasco, Fluminense, Saint-Ettiene e Paris Saint-Germain, e Roberto Gomes, que atuou, entre outros times, no Atlético Paranaense, Atlético Mineiro, Goiás e Atlético Goainiense -, somada com minha experiência como um ex-integrante da Tropa de Elite do Exército Brasileiro que também trouxe muito aprendizado da vida militar ao mundo dos negócios (leia meu outro artigo – 10 Táticas Militares para Vencer a Guerra Empreendedora).

1. Mantenha o Foco

Para chegar no ataque e marcar gol é preciso saber como alcançar seu objetivo. Com um time pequeno e um caixa magrinho, é fundamental planejar e não cair na tentação de tentar resolver tudo ao mesmo tempo ou se concentrar apenas no desenvolvimento do produto. Cuide do físico e da mente, controle as emoções, esteja pronto para as jogadas do adversário e nunca esqueça que o gol é sua meta. Foque.

2. Escolha o que Não Fazer mais do que o que Deve Fazer

É essencial identificar quais os talentos e potencialidades seus e do seu time. Saber dizer não é tão importante quanto saber dizer sim. Estabeleça prioridades e deixe claro aos atletas qual o papel de cada um para a jogada ensaiada dar certo. Lembre-se que em um novo negócio menos pode significar mais.

3. Confiança, Autoconfiança e Resiliência

Esta é sine qua non. Se você não acredita no seu projeto, não crê em si mesmo e joga a toalha antes mesmo de entrar no octógono é melhor desistir da luta empreendedora. Ela é dura, não tenha dúvida. E somente os mais fortes, persistentes, confiantes e resistentes conquistarão a medalha de ouro. Só chega em primeiro quem tem fé cega no seu taco.

4. Otimize e Gerencie sua Energia

Para ser um atleta de ponta é preciso ter muita disciplina. Ter uma vida saudável e regrada, praticar exercícios, dormir bem, beber água, ter uma boa alimentação e saber a hora de tirar um tempo para respirar são uma receita da qual um empreendedor também não deve abrir mão. Sua vida no escritório não pode ser uma esgotante maratona. Lembre-se sempre que você, o técnico, e seus executivos, os atletas, são os principais ativos do negócio. Sem vocês não tem time, não tem jogo.

5. Curiosidade, Aprendizado Constante e Autorreflexão

Em um mundo em frenética e constante transformação, vence o empreendedor que lidera tendências e não o que copia modelos inovadores. Estude muito. Sempre. Mantenha você e seus atletas conectados com a bola que está rolando dentro e fora de campo. Estude o time adversário. Faça benchmarking. Aprenda a jogar em várias posições e esteja sempre pronto para mudar a si mesmo ou algum dos seus atletas de função. Implante uma cultura de autorreflexão para que todas compartilhem suas experiências, positivas ou negativas, e aprendam com seus erros.

6. Falhar é Parte da Jornada de Sucesso

Tão importante quanto ser curioso e um eterno aprendiz é estar pronto, preparado para errar. Um atleta só consegue subir a barra depois de tentar um salto mais alto. É assim também na arena dos negócios. Tentar sempre. Desistir jamais. Vergonhoso é ter medo de arriscar e perder o jogo por WO.

E então? Pronto pra entrar em campo e suar a camisa?

(*) CEO da 5xmais Holding Business, empresa de investimento em startups, e ex-integrante da Tropa de Elite do Exército Brasileiro

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terça-feira, 24 de abril de 2018

Leia Mulheres Joinville neste sábado

Água de coco

Spaço Mãe e Bebê convida para palestra com Zioneth Garcia

De volta à infância: conheça o reino encantado de brinquedos da artista Sonia Rosa

Misto de ateliê e museu, a casa no bairro Bucarein, em Joinville, abriga um volume enorme de peças
colecionadas ao longo dos anos, transformadas também em fonte inesgotável de inspiração


De fora, um caprichado jardim com grama e flores, não muito diferente das demais casas da pacata rua Calixto Zatar, no bairro Bucarein, em Joinville. Não há placas e nem as grades das janelas deixam escapar o seu interior. Nenhum sinal externo que denuncie o mundo fantástico que abriga o sobrado bege número 107.

Os primeiros cômodos da casa da artista Sonia Rosa, 64 anos, não têm sofá com televisão à frente, nem mesa de jantar com aparador. Há, sim, mobílias, mas com a função de apararem brinquedos, num volume que torna todo o primeiro piso do sobrado um cenário pitoresco. Tem sido assim desde que a joinvilense começou a colecionar compulsivamente peças que remetem à infância, vindas de doações, presenteadas ou encontradas em lugares de descarte.

Para os três netos de Sonia e as turmas de escolas que ela recebe, a casa é um portal para a diversão fora das telas do virtual. Para ela, o lugar é também seu ateliê e fonte de inspiração para todos os seus trabalhos artísticos.

– Cada brinquedo vem para mim com uma história por trás. Seja ela de quem está me doando, ou de quando ele é encontrado. É incrível como o brinquedo sempre remete a uma memória afetiva.

Os brinquedos viram esculturas, são modelos para quadros e partes deles são unidas e ganham outros formatos. Os trabalhos, muitos deles expostos nas mais de 20 exposições coletivas e individuais da artista, convivem em harmonia no espaço junto à coleção. Atualmente, Sonia se dedica a fotografar e passar para as telas fragmentos de um grande conglomerado de mais de 60 quilos de brinquedos comprimidos, obra iniciada em 2012 e em constante transformação.

A produção da artista admiradora de Wassly Kandisky e Niki de Saint Phalle nem sempre teve a temática da infância. Sonia teve seu primeiro contato com as artes aos 14 anos e foi uma das alunas do habilidoso Hamilton Machado, professor da Casa da Cultura. Mas grande parte dos 50 anos de arte que ela completa em 2018 foi de busca por uma assinatura particular. O encontro definitivo com sua poética ocorreu em 2002, história que ela conta na autobiografia “Brincalhotices”, publicada em 2013.

– O fato de meus filhos terem crescido e eu ter podido me dedicar mais à arte também contribuiu para este encontro.

Quando Sonia não está criando, seu lar, e de mais de centenas de brinquedos, está de portas abertas para visitantes que querem viajar no tempo, seja ele de 50 ou cinco anos atrás. Há brinquedos para todas as gerações satisfazerem o prazer de reencontrar a sua criança interior. Quem quiser marcar uma visita pode entrar em contato pelo e-mail ssoniarosa@hotmail.com ou pelo (47) 99126-9417.

Texto e foto: Rafaela Mazzaro / https://www.orelhada.com

A vida no campo por Chico Bento

Lembre-se...

segunda-feira, 23 de abril de 2018

Amanhã e quarta... As barcas - Céu ou Inferno?

Filme "Os Filhos da Estrada" no SESC

Dia 26 de abril - 19h30 - Teatro SESC 

Lançamento da websérie “Os Filhos da Estrada - Uma surpreendente jornada de bicicleta por Turquia e Irã” 
+ bate papo com os realizadores. 

Sinopse: Mais que uma travessia de fronteiras perigosas, desertos de sal, temperaturas de até 50º e dezenas de patrimônios tombados pela Unesco, o filme demonstra a grande emoção de poder chegar perto destas surpreendentes culturas e reconhecer tantas similaridades com a nossa.

Realização: Specialized, Sesc em Joinville, Pedala Joinville e Projeto de Cicloturismo no Brasil.
Entrada franca, sem a necessidade de retirada de ingressos (sujeito à lotação). Classificação livre.

Pensando...

O filho que eu quero ter - Toquinho

É comum a gente sonhar, eu sei, quando vem o entardecer
Pois eu também dei de sonhar um sonho lindo de morrer
Vejo um berço e nele eu me debruçar com o pranto a me correr
E assim chorando acalentar o filho que eu quero ter
Dorme, meu pequenininho, dorme que a noite já vem
Teu pai está muito sozinho de tanto amor que ele tem

De repente eu vejo se transformar num menino igual à mim
Que vem correndo me beijar quando eu chegar lá de onde eu vim
Um menino sempre a me perguntar um porque que não tem fim
Um filho a quem só queira bem e a quem só diga que sim
Dorme menino levado, dorme que a vida já vem
Teu pai está muito cansado de tanta dor que ele tem

Quando a vida enfim me quiser levar pelo tanto que me deu
Sentir-lhe a barba me roçar no derradeiro beijo seu
E ao sentir também sua mão vedar meu olhar dos olhos seus
Ouvir-lhe a voz a me embalar num acalanto de adeus
Dorme meu pai sem cuidado, dorme que ao entardecer
Teu filho sonha acordado, com o filho que ele quer ter

Você decide!

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domingo, 22 de abril de 2018

No Casulo é assim!

No CEI Casulo da Borboleta é utilizado diversos materiais, experiências de observação e exploração, jogos e propostas pedagógicas para que as crianças se desenvolvam a seu próprio ritmo e dentro dos interesses e potencialidades de sua idade. 

A Torre Rosa, material desenvolvido por Maria Montessori, é um recurso para as crianças de 3 e 2 anos brincarem, criarem, envolverem-se profundamente na descoberta de diferentes conceitos (tamanho, peso, equilíbrio). Eles amam!

Em maio... 6° Corrida Rústica

Sentido de encantamento

Dica IOT - Bolsa de água quente ou fria?


É muito importante saber em qual ocasião utilizar cada um, calor ou frio, afinal, por mais que pareçam inofensivos, a utilização incorreta pode agravar o caso. 

O gelo deve ser utilizado quando há inflamação. Os sinais que indicam inflamação são: dor, inchaço, vermelhidão, aumento da temperatura do local e diminuição da função (como amplitude de movimento ou força). O gelo nessa situação ajuda a reduzir o inchaço e a dor, além de limitar a extensão da lesão. 

Já o calor gerado pela bolsa de água quente ajuda no relaxamento muscular e deve ser utilizado em casos de tensões musculares ocasionais. Lembre-se: O calor vai aliviar a contração muscular excessiva apenas temporariamente, o real motivo dessa tensão deve ser diagnosticado e tratado por um especialista.

Escolhas mais saudáveis

Cora Coralina

sábado, 21 de abril de 2018

Encontro Catarinense de Escritores em setembro...

Dia 15 de setembro - Anfiteatro do Colégio Bom Jesus (bairro Saguaçú)

Aquarela - Toquinho

Numa folha qualquer eu desenho um sol amarelo
E com cinco ou seis retas é fácil fazer um castelo.
Corro o lápis em torno da mão e me dou uma luva,
E se faço chover, com dois riscos tenho um guarda-chuva.


Se um pinguinho de tinta cai num pedacinho azul do papel,
Num instante imagino uma linda gaivota a voar no céu.
Vai voando, contornando a imensa curva Norte e Sul,
Vou com ela, viajando, Havai, Pequim ou Istambul. 

Pinto um barco a vela branco, navegando, é tanto céu e mar num beijo azul.
Entre as nuvens vem surgindo um lindo avião rosa e grená.
Tudo em volta colorindo, com suas luzes a piscar.
Basta imaginar e ele está partindo, sereno, indo,
E se a gente quiser ele vai pousar.

Numa folha qualquer eu desenho um navio de partida
Com alguns bons amigos bebendo de bem com a vida.
De uma América a outra consigo passar num segundo,
Giro um simples compasso e num círculo eu faço o mundo.

Um menino caminha e caminhando chega no muro
E ali logo em frente, a esperar pela gente, o futuro está.
E o futuro é uma astronave que tentamos pilotar,
Não tem tempo nem piedade, nem tem hora de chegar.
Sem pedir licença muda nossa vida, depois convida a rir ou chorar.

Nessa estrada não nos cabe conhecer ou ver o que virá.
O fim dela ninguém sabe bem ao certo onde vai dar.
Vamos todos numa linda passarela
De uma aquarela que um dia, enfim, descolorirá.

Numa folha qualquer eu desenho um sol amarelo (que descolorirá).
E com cinco ou seis retas é fácil fazer um castelo (que descolorirá).
Giro um simples compasso e num círculo eu faço o mundo (que descolorirá).

Você costuma acordar de madrugada? Descubra o que seu corpo quer lhe dizer...

Nosso ciclo de sono pode revelar muitas coisas sobre nosso estado físico e emocional. É o que diz a medicina tradicional chinesa. Mas não é só aos sinais emitidos ao dormir que precisamos ficar atentos. A hora em que você se deita ou acorda pode estar lhe dando mensagens que não devem ser ignoradas. Confira o significado delas.

– Problemas para dormir entre 21h e 23h pode significar estresse. A orientação, nesse caso, é que você faça meditação para relaxar e dormir melhor.

– Se você costuma acordar entre as 23h e 1h da madrugada, fique atento para uma possível decepção emocional não resolvida. Este é o momento em que a vesícula biliar está ativa, órgão que manifesta reações relacionadas à autoaceitação e o perdão, de acordo com a medicina tradicional chinesa.

– Quem acorda durante o período que vai da 1h às 3h da madrugada pode ter raiva acumulada. Essa energia do meridiano está ligada ao fígado e associada à raiva e ao excesso de energia yang. A recomendação é beber um copo de água fria e praticar meditação.

– Acordar entre as 3h e às 5h da manhã pode significar que um poder superior está se comunicando com você, com a intenção de lhe conduzir a um propósito maior. Além disso, esse momento da manhã está relacionado aos pulmões e à tristeza. Orações e exercícios de respiração ajudam a voltar a dormir.

– Você acorda entre as 5h e às 7h da manhã? Talvez existam bloqueios emocionais. A medicina chinesa relaciona o intestino, ativo neste horário, à energia de muitas emoções bloqueadas. Tente esticar seus músculos ou ir ao banheiro.

É fascinante como o corpo é capaz de enviar sinais diferentes sobre o nosso estado físico, emocional e espiritual. Neste sentido, é importante que cada um de nós aprenda a ouvir e conhecer estes sinais para melhorar nossas vidas.

Seminário Freireano em junho...

Fique atento...

#cilada

Dica

sexta-feira, 20 de abril de 2018

Processo Seletivo UDESC - Licenciatura em Informática

Estão abertas até o dia 04 de maio as inscrições para o vestibular de inverno da UDESC - EaD, com um curso para o polo de Joinville: Licenciatura em Informática. O curso terá 30 vagas e acontecerá nas terças-feiras à noite. Os interessados devem acessar link, ler atentamente todo o edital e realizar a inscrição. Dúvidas ou outras informações devem ser dirigidas à Coordenadoria de Vestibulares e Concursos (COVEST), que é responsável pela organização do processo seletivo, pelo telefone (48) 3664-8089 - das 13h às 19h ou pelo email vestiba@udesc.br

Um show para emocionar pessoas de todas as idades...


Um show instrumental acompanhado por uma banda especialista em The Beatles. Junto com Diego Dias estão no palco: Diogo Farina, Cassiano Farina, Robledo Rock. Acordeon é um instrumento símbolo do Rio Grande do Sul e até mesmo de todo Brasil e The Beatles uma banda clássica e unânime da música mundial. O show passa por todas as fases dos Beatles. Desde o começo onde usavam instrumentos clássicos do Rock, até a fase onde usavam influências incomuns ao Rock, como a música clássica e Indiana. Algumas das músicas que fazem parte do show são: Something, Hey jude, Yesterday, Lady Madonna, She Loves You, Penny Lane, All You Need is Love e muito mais. Ingressos: www.ticketcenter.com.br

Indicação de livro

Pensando...

A ignorância é o único caminho para sermos felizes nas redes sociais? 
por Paulo Fernando Silvestre Jr.

“Fake news” em todo lugar. Usuários parando de usar plataformas. Grandes anunciantes ameaçando abandonar o barco. Empresas descontentes com os resultados de suas páginas. As redes sociais, aquelas em que passamos horas e horas todos os dias e que mudaram as nossas vidas, estão sob fogo cruzado. Até ontem, usávamos esses produtos alegremente. Agora parece que tudo ficou sombrio. Mas será que a coisa é mesmo tão ruim ou que essa aparente ruptura foi assim de repente? Faço uma provocação: nas redes sociais, só podemos ser felizes se não levarmos as coisas muito a sério?

Esse questionamento surgiu nessa semana no meu mestrado na PUC, enquanto discutíamos o filme Matrix (1999). Quem assistiu a esse clássico da ficção científica deve se lembrar que o protagonista Neo (Keanu Reeves), em determinado momento, precisa decidir se toma uma pílula azul e continua a sua vidinha, ou uma vermelha e descobre como a realidade de fato era: humanos escravizados por uma gigantesca máquina, sendo que a vida que pensavam viver não passada de uma ilusão implantada diretamente em seus cérebros. Essa monstruosidade tecnológica, a Matrix, mantinha os humanos felizes nessa mentira, enquanto, na realidade, sugava a energia produzida pelos seus corpos inertes, cultivados como se fossem plantas.

Neo escolhe a pílula vermelha, e troca os prazeres da vida ilusória por uma realidade dura, porém libertadora.

Guardadas as devidas proporções e certamente com um tom muito menos apocalíptico, poderíamos dizer que nossa relação com as redes sociais, mais notoriamente com o Facebook, segue a mesma lógica. Os algoritmos de relevância nos dizem o que devemos ver, seguindo a ideia de sempre nos apresentar coisas de que supostamente gostamos, de modo que usemos cada vez mais seus produtos e lhe entreguemos nossos dados. Eles são a “energia” que alimenta o poderoso sistema publicitário, fonte de renda da empresa. São conteúdos que nos fazem “felizes”, mas que não são necessariamente bons ou aqueles que precisaríamos ver para nosso bom desenvolvimento.

Mas não foi sempre assim? O que mudou agora?

A mentira tem perna curta

Esse debate ganhou força ao longo do ano passado, quando as infames "fake news", as notícias falsas, caíram na boca do povo. De repente, as pessoas começaram a se sentir enganadas pelas redes sociais (apesar de muitas continuarem compartilhando todo tipo de porcaria sem se preocupar se aquilo era verdade). O Facebook chegou a ser acusado de ter ajudado Donald Trump a se eleger à Casa Branca! Isso forçou a empresa a abandonar sua tradicional postura contemplativa diante do problema, para se engajar publicamente na sua solução.

Para engrossar o caldo da polêmica, ex-funcionários dessas empresas lançaram recentemente campanhas contra as redes sociais, e até mesmo afirmaram categoricamente que elas estão destruindo a sociedade. Segundo eles, os algoritmos prejudicariam nossa capacidade de escolha, senso crítico e até mesmo provocariam depressão em crianças.

No dia 25 de janeiro, durante o Fórum Econômico Mundial, em Davos (Suíça), o megainvestidor George Soros taxou o Facebook e o Google de “ameaças à democracia”pelo seu "comportamento monopolístico". Segundo o bilionário húngaro, a abrangência e os algoritmos dessas empresas provocariam dependência nos usuários e comprometeriam sua capacidade de escolha, representando até mesmo obstáculos à inovação.

Tudo isso pode ter componentes de verdade. Mas ficaram de fora dessas análises um item crucial: o usuário.

A decisão é sua

Assim como na Matrix, esses sistemas são feitos para serem sedutores. Afinal, se não nos entregarem algo que achemos divertido, agradável ou útil, usaremos menos o produto, o que seria péssimo para os negócios. Ou seja, em última instância, o poder de decisão continua sendo de cada um de nós.

É aí que a porca torce o rabo.

Na história criada pelas irmãs Wachowski, o personagem Cypher (Joe Pantoliano), um dos “humanos libertados” da Matrix, decide trair seus companheiros de luta enquanto saboreia um bife que ele sabe ser uma ilusão. Ou seja, o personagem decidiu que o engano da Matrix era muito melhor que a realidade e conscientemente abriu mão dessa última.

Não estou dizendo que usar redes sociais nos tiram da realidade. Mas a essência das "fake news" recai sobre a ação do usuário de compartilhar algo que ele acredite ser verdadeiro (ou pior, que deseje ser verdade). Os criadores desses conteúdos sabem disso. Por isso, eles são produzidos para falar diretamente ao coração das pessoas, que passam a espalhar as mentiras a seus contatos. A partir daí, os algoritmos de relevância fazem o trabalho sujo.

É como diz o ditado: me engana que eu gosto!

O grande dilema em que todos nós fomos enfiados é que o algoritmo dessas plataformas ficou tão eficiente em identificar o que nos dá prazer, que se tornaram a ferramenta perfeita para quem quiser espalhar a sua versão de qualquer fato, para atingir seus objetivos, muitas vezes criminosos ou nefastos. O cidadão, por sua vez, vivendo uma vida cada vez mais acelerada e com uma crescente busca pelo prazer (em grande parte, influenciada pelas próprias redes), “baixa as suas defesas” e cai como um pato nesse jogo de poder.

E não pense que isso aí só se aplica a questões políticas, apesar de esse ser o terreno que em que essa combinação de “fake news” e algoritmos azeitados tem feito mais barulho.

Não seja ignorante!

Quer ver outro lugar onde isso acontece de montão? Esses malfadados testes do tipo “com qual celebridade eu me pareço”, que tem encharcado o Facebook recentemente. O pessoal adora aquilo! Se eu jogasse, certamente diriam que eu me pareço com o Tom Cruise.

Claro... Claro... Como poderia ser diferente? Nunca notaram a semelhança gritante?

Mas eu não jogo! Primeiro porque sei que não me pareço com ele. Depois porque esses infames testes não passam de sistemas para sequestrar nossos dados, que graciosamente entregamos de bandeja quando autorizamos o Facebook a compartilhá-los com o fabricante da picaretagem. Em alguns casos mais graves, autorizamos que eles façam publicações em nosso nome. Em outras palavras, entregamos a eles o poder de usar nossa conta do Facebook para espalhar a nossos amigos desde notícias falsas a vírus.

Sempre digo às pessoas que resistam a esse prazer instantâneo e fugaz oferecido por esses sisteminhas. Já me chamaram de chato de galochas por isso. Tudo bem, cada um é dono da sua vida. Mas não podemos ser tão inocentes assim em achar que vivemos em um mundo de pessoas boas, que só querem nosso bem, acima de tudo.

Não vivemos!

E não podemos achar que o Facebook fará uma mudança mágica em seus algoritmos ou políticas que nos livrará do mal, amém. Pois isso também não vai acontecer! Seu algoritmo continuará tentando nos seduzir, como o Don Juan perfeito, pois isso é a essência do seu negócio. Ele não cria os “fake news” ou os sequestradores de dados, mas a combinação de seus algoritmos com a nossa busca inconsequente pelo prazer é o vetor perfeito para sua disseminação.

Não proponho, de forma alguma, que deixemos de usar redes sociais, buscadores e toda a gama de recursos digitais que transformaram nossa vida em algo muito melhor, mais poderoso e mais divertido. Isso é impensável! Apenas precisamos ser mais conscientes do que estamos fazendo, para não sermos feitos de trouxas. Em outras palavras, seremos muito mais felizes se não ficarmos na ignorância, se não nos enganarmos pelos prazeres baratos e ilusórios.

Sejamos mais Neo e menos Cypher. Escolha a pílula vermelha! Sempre.

Uva passa

Cecília Meireles

quinta-feira, 19 de abril de 2018

No Casulo é assim!

O CEI Casulo da Borboleta não é uma escola guiada por datas comemorativas, muito pelo contrário, a maioria delas deixamos passar sem qualquer referência, afinal o respeito às diferenças, conhecer as diferentes etnias, cuidar dos recursos naturais e valorizar os familiares é um exercício constante. No entanto, a Páscoa está na sociedade e nos apropriamos do momento festivo para levantar alguns conhecimentos, motivar trabalhos artísticos e exercitar a união. Nas semanas que antecederam ao feriado, as crianças descobriram com propostas lúdicas os animais que nascem de ovos (não apenas a galinha, o pato e os passarinhos, também o polvo, o jacaré, a cobra, a tartaruga, o ornitorrinco... até a formiga!), que o coelho gesta vários filhotinhos por vez, a importância do ninho para esquentar... Depois tingimos casquinhas de ovos de galinha (respeitando a demanda vegana e dos bebês, estes interagiram com ovos feitos de barbante), pintamos cestinhas de garrafa pet e coelhinhos que decoraram nossa escola, enchemos com palha as cestinhas, como ninhos, e na véspera do feriado cada criança escolheu um amigo para presentear com seu ovinho. 


As famílias desfrutaram deste gesto de carinho e mimo artístico de seus filhos para fazer desta data ainda mais prazerosa, sem o viés do consumismo ou o incentivo a alimentos não saudáveis. Aliás, ficam nossas sugestões de "recheios" para casquinhas: uvas passas, grão de bico assado, guizo (encontrado facilmente em lojas de aviamento).

“Carmen” chega aos palcos de Florianópolis e Joinville


Clássico francês ganhou versão de Nelson Baskerville e traz no elenco o ator Flávio Tolezanie a atriz Natalia Gonsales


Após temporada de estreia em São Paulo, onde passou pelo MASP e Teatro Aliança Francesa, o Ministério da Cultura e Aliança Francesa trazem ao estado, nos dias 24 e 26 de abril, a aclamada adaptação teatral de “Carmen” – uma das personagens mais conhecidas mundialmente, tanto nas páginas, quanto nas telas. 

Carmen surgiu em 1845, do romance de Prosper Mérimée, e já foi levada ao cinema por nomes como Charles Chaplin e Jean-Luc Godard, tornou-se uma das óperas mais populares de todos os tempos, criada pelo compositor francês Georges Bizet. Um legítimo clássico.

A peça será apresentada em duas ocasiões no Estado: em Florianópolis, no dia 24 de abril (quarta) no Teatro Pedro Ivo, e em Joinville, no dia 26 de abril (quinta), no Teatro Juarez Machado. 

Na trama, Carmen e Dom José vivem uma trágica paixão. José narra o seu amor por Carmen e o motivo que o levou à prisão. Já ela, através da obliquidade dos olhos de seu amor, narra seu ponto de vista em relação a história.

Mas o sucesso da narrativa teve o seu preço. A figura esquiva e inconstante criada pelo autor francês foi perdendo espaço para uma “femme fatale”. Desta vez, o público conhecerá o mundo fascinante e perigoso da boêmia que se opõe às normas burguesas, sem temer a morte, fascinada pelo risco e capaz de prever o seu trágico destino. “Este projeto tem como objetivo a montagem do espetáculo, o resgate dos principais personagens criados por Mérimée para que o público volte a se intrigar e querer decifrá-los. E assim, basear-se na literatura de Prosper Mérimé também permitirá que a construção cênica explore a cultura cigana numa linguagem contemporânea”, conta Natalia Gonsales.

Ainda que seja um clássico, contado e recontado nas mais variadas formas e gêneros, a dinâmica da dramaturgia criada por Luiz Farina, a partir da obra do Mérimée, não admite apenas uma interpretação. Carmen, também como narradora, relata os acontecimentos que levaram à sua tragédia. “E assim, a montagem tem como intuito não apenas encenar essa história, mas oferecer ao público elementos conflitantes e contraditórios de uma mesma realidade contados por duas pessoas com pontos de vista divergentes e que são surpreendidas pelo desejo e pela paixão”, comenta Flávio Tolezani. 

Mas a pergunta recorrente que todos se fazem ao remontar a peça é: por que fazê-la? O diretor Nelson Baskerville responde: “Para mim, porque pessoas continuam morrendo por isso e precisamos recontar a história até que não sobre nenhuma gota de dor”.

Na atual encenação, que une o teatro, a dança e a música num único espetáculo, elementos clássicos como a dança flamenca, os costumes ciganos, a tauromaquia, entre outros, são ressignificados ao som de guitarras distorcidas, microfones e coreografias para que não reste dúvida de que se repetem as histórias tristes de amor e paixões destruidoras. “O ponto de vista que nos interessa é o de Carmen, a mulher assassinada, dentro de uma sociedade que pouco mudou de comportamento ao longo dos séculos, que aceitou brandamente crimes famosos cometidos contra mulheres como os de Doca Street, Lindomar Castilho e mais recentemente de Bruno, o goleiro. Crimes muitas vezes justificados pela população pelo comportamento lascivo das vítimas, como se isso não fosse aceito em situações invertidas relativas ao comportamento masculino. O homem pode. A mulher não. Nessa encenação Carmen morre não porque seu comportamento justifique qualquer tipo de punição, mas porque José é um homem, como tanto outros, doente como a sociedade que o criou”, completa Nelson Baskerville.

A peça é uma realização da Aliança Francesa de Florianópolis, Ministério da Cultura e Governo Federal. Conta com patrocínio da Engie Brasil Energia, através da Lei de Incentivo à cultura. Apoio Iguatemi Florianópolis e coordenação da Marte Inovação Cultural.

FICHA TÉCNICA DA PEÇA
Atuação: Natalia Gonsales e Flávio Tolezani | Direção:Nelson Baskerville | Criação Dramatúrgica: Luíz Farina | Direção de Movimento e Coreografia: Fernanda Bueno | Música Original:Marcelo Pellegrini | Iluminação:Marisa Bentivegna| Cenário:Marisa Bentivegna | Figurino:Leopoldo Pacheco | Assistente de figurino: Carol Badra | Designer Gráfico:Murilo Thaveira | Fotografia:Ronaldo Gutierrez | Direção de Produção: Cesar Baccan | Colaboração de Produção: Joana D'Aguiar | Realização: Bem Casado Produções Artísticas | Idealização:Natalia Gonsales e Flávio Tolezani |

Carmen em Joinville, dia 26 de abril (quinta) às 19h30 - Teatro Juarez Machado
Pontos de venda: Lojas Multisom Centro, Joinville Garten Shopping e Shopping Muller. 
Vendas Online em www.blueticket.com.br
Ingressos: R$ 50,00 (inteira) / R$ 25,00 (meia-entrada) / 35,00 (Clube do Assinante NSC)
Classificação indicativa: 16 anos - Duração: 70 minutos

Não é fácil desviar dos clichês...

Embora o clichê aponte que a intuição seja um atributo muito mais feminino do que masculino... Frequentemente, clichês são um sinal de falta de criatividade ou preguiça. 

Montando o enxoval de uma filha por vir... Experimente olhar para a seção das meninas e verá que em algumas lojas o panorama é quase monocromático. Sei que a Mônica e a Magali são meninas apesar de usarem vermelho e amarelo, porquê a obsessão com o rosa?

Mais do que falta de imaginação, os clichês podem ter outros significados. Não retratam apenas a mesmice dos fabricantes de roupas e acessórios. Eles também denotam preconceitos e estampam o despreparo da sociedade para criar suas mulheres.

Frase ouvida por um recém pai: “Agora você deixou de ser consumidor para virar fornecedor”. Será que em vez de uma criança como qualquer outra, seria eu pai de uma peça de picanha? O choro que não me deixa dormir não é de um bebê, mas de um celular última versão? Fornecedor de quê, afinal?

Sobre a sexualidade... “O menino a gente solta, a menina a gente prende”. Em vez de pai, será carcereiro? Esse clichê não só é nocivo para as meninas como também para os meninos que crescem sob a responsabilidade de serem predadores. Na melhor das hipóteses, se tornarão homens que não sabem lidar com seus sentimentos, inseguros e ignorantes do que realmente encanta uma mulher. Além do machismo, nesse chavão há uma forte dose de bestialização, como se o relacionamento entre homens e mulheres fosse uma cadeia alimentar. 

Tipo de pais que levam seus filhos adolescentes ao puteiro da mesma forma que se leva uma criança à sorveteria para escolher seu sabor favorito. Quer clichê maior que esse?

“Que princesa”. Ok, obrigado. Sei que a intenção é elogiar. Mas a qual tipo de princesa você se refere? Aquelas meninas intocáveis, que esperam em sua redoma o nobre príncipe engomadinho para salvá-las? Ou uma escudeira viking, uma guerreira troiana. Uma Dandara ou uma Mérida. Aliás, até as princesas da Disney há algum tempo fogem dos clichês da garota prisioneira dos padrões sociais. Muitas passaram a resgatar, por exemplo, as origens dos contos de Andersen nos quais várias das personagens eram corajosas, independentes e lutavam por seus objetivos. 

Agora, veja só: os pais determinam o que a filha vai ser ou como deve se comportar também é um baita clichê. Pensando bem, ela vai ser uma princesa, se quiser, que siga seu caminho. O papel dos pais é apresentar as possibilidades. O dela é de fazer as escolhas.

Outro exemplo de pai e filha...  Na rua sozinhos, ouvem “onde está a mãe?”, como se um pai não tivesse capacidade para cuidar de sua própria filha ou a mãe não pudesse ter outras atividades além de cuidar da criança?

Outros clichês aparecerão pelo caminho em muito mais quantidade e cada vez mais violentos: “lugar de mulher é na cozinha”, “mulher não sabe dirigir”, “mulher não entende de futebol”, “feminista é mal comida”...

Acredite: não é fácil desviar dos clichês mas é muito mais difícil viver sob a regência deles.

Texto baseado em Rodrigo Focaccio

Banana (1)

Natureza distraída - Toquinho

Como as plantas somos seres vivos,
Como as plantas temos que crescer.
Como elas, precisamos de muito carinho,
De sol, de amor, de ar pra sobreviver.

Quando a natureza distraída
Fere a flor ou um embrião,
O ser humano, mais que as flores,
Precisa na vida
De muito afeto e toda compreensão.

Pensando...