segunda-feira, 26 de agosto de 2019

Inverno

No inverno a maioria dos animais e plantas estão em estado de hibernação, portanto as pessoas deveriam seguir o mesmo, mas isso fica impossível ou inviável.

O corpo humano nos três meses de inverno, fica mais cheio de energia yin e o princípio básico da saúde deve ser baseado no equilíbrio das duas energias (Yin/Yang).

Tudo no inverno é "escondido", a saúde deve estar em conformidade com a tendência da coleta natural, para executar o movimento dos cinco órgãos internos. No inverno coletamos muito mais energia yin, podendo danificar os rins contra a tendência da natureza, portanto, é necessário aumentar a energia dos rins e proteger contra o frio no inverno.

O inverno tem natureza mais yin, portanto devemos transformar o frio em calor adequado para evitar a invasão de frio no nosso corpo. Mas não podemos deixar o corpo muito quente, porque quanto mais quente o corpo ficar, mais fácil as doenças invadem o nosso corpo, temos que buscar o equilíbrio.

No inverno devemos exercitar as atividades dos músculos, aderir a exercício ao ar livre, aumentando a excitabilidade do córtex cerebral, melhorarando o sistema nervoso central e regulando a temperatura, o corpo deve se equilíbrar ao clima do frio, melhorando a resistência do organismo ao frio.

Como diz o ditado: "Quando o frio se move, teremos menos doente; no inverno os preguiçosos bebem sempre uma tigela de remédio."

Exercício deve ser combinado com uma ligeira transpiração, e não um suor excessivo. Quando a pessoa transpira excessivamente o corpo é esvaziado, e o yang se torna fraco no inverno.

Quando tomamos banho muito quente no inverno, normalmente não atendemos ao princípio da preservação da saúde para o yang, a água quente força os poros, abrindo passagem, para as pessoas ficarem mais doente pelo frio. O certo é deixar o corpo morno, assim ajudaria prevenção das doenças.

O tempo frio do inverno, induz a recorrência da doenças crônicas e seus agravamentos, o frio também pode provocar o infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral, hipertensão arterial e agrava os sintomas de doenças ulcerosas, reumatismo, glaucoma e outras doenças. Portanto, no inverno devemos prestar atenção na relação frio e quente e ao calor do corpo, dando atenção em três regiões: pescoço, costas e pés.

Primeiro, preste atenção ao calor do pescoço. Algumas pessoas continuam tossindo no inverno tendo dificuldade na cura, na verdade é porque a roupa de colarinho aberto expõe o pescoço e o ar frio, os sintomas só serão melhorados depois de trocar a roupa de gola alta e acrescentar um lenço.

A segunda, prestar atenção ao calor das costas. Como as costas são a parte yang do corpo humano, o frio e outros males podem facilmente causar doenças exógenas, doenças respiratórias, doenças cardiovasculares e cerebrovasculares por meio das invasões na região dorsal.

E finalmente os pés, devemos sempre deixa-los limpos e secos, e as meias trocadas e lavadas com freqüência. Caminhe por mais de meia hora todos os dias, faça atividades com os pés de manhã e a noite, promova a circulação sanguínea. É importante manter os pés aquecidos durante o inverno. O pé é a base do corpo humano, é o começo e o fim de alguns dos doze meridianos, em especial o meridiano do Rim.

Como diz o ditado, "o frio começa a partir do pé", porque os pés estão longe do coração, o suprimento de sangue é insuficiente, o calor é menor e a preservação do calor é ruim, então o calor dos pés são muito importante. Além de aquecer durante o dia, lavar os pés com água quente todas as noites ajuda na circulação sanguínea em todo o corpo (escalda pés). Massagem e estimulação dos pontos de acupuntura nos pés podem melhorar a capacidade de defesa do corpo, eliminar a fadiga e melhorar o sono. Além disso, é muito importante escolher um par de sapatos confortáveis, quentes e leves com boa absorção de umidade.

Então Mestres, com o corpo e os pés bem preservados, a saúde no inverno pode obter o dobro do resultado com metade do esforço. Luis Miname

Mario Sérgio Cortella

"Quando você diz que não tem tempo para algo, 
é porque aquilo não é prioridade."

Nesta semana... Conferência Municipal de Assistência Social

Sutileza

domingo, 25 de agosto de 2019

Nem tchum! de Jura Arruda

As coisas ficaram meio uó, não ficaram? Vamos falar a verdade, o ano é 2019 e estamos discutindo assuntos que pareciam resolvidos, mas sabe-se lá por que cargas d’água, resolveram ressuscitar defuntos. Um deles, bem grandão, é que tem criança morrendo demais. E não é por causa de tiro, aliás, outra estupidez, né? Ora, armas! Quem acredita que estar armado é sinônimo de segurança? Velho, se eu estiver armado e chegar alguém pra me roubar, me mata também, e até que eu saque o revólver, o cara já está numa ilha paradisíaca... nada! Me roubar não lhe permitiria tanto. No máximo uma ida ao Espinheiros pra comer uma tainha.

O que tem feito a gente não destrambelhar é o alívio cômico das redes sociais. Eita, povo criativo! E piada é um modo de combate, de exposição das bestialidades, da conscientização por meio do riso. Ainda que eu já não ria tanto, porque, consciente, me desespero de vergonha, me desespero de tanto não entender como chegamos ao ponto que chegamos; de como o retrocesso está parecendo tanto com vida que segue; de olhar em volta e sentir-me um estranho.

“A coisa tá indo pro Beleléu”, me disse um amigo, ao que outro respondeu, “Tá indo, não. Já foi”. Porque o humor é um placebo que nos faz sentir melhor, questiono, “Onde fica mesmo Beleléu”? Todos se olham buscando resposta. Coincidência, no dia seguinte, Beth me enviou a definição de Luiz Fernando Veríssimo: “O Beleléu é um lugar de localização indefinida. Em alguns mapas fica além das Cucuias; em outros, faz fronteira com Cafundó do Judas e Raio Que os Parta do Norte. Beleléu tem algumas características estranhas. Nenhum dos seus matos tem cachorro, todas as suas vacas estão no brejo”.

Estamos no Beleléu.

Mas sabe o que é mais estranho nisso tudo? É que parece normal um presidente vomitar preconceitos e estupidez. Parece normal que as pessoas o defendam. Parece normal o golpe que permitiu tanto retrocesso. Sabe o que é estranho nisso tudo? É que o povo nem tchum!

Feliz domingo!

"O Vendedor de Sonhos" - Teatro CNEC

Reiki

Assim sou eu

sábado, 24 de agosto de 2019

Pixinguinha no Interlúdio


Compositor, instrumentista e arranjador, Alfredo da Rocha Viana Filho (Pixinguinha) é um dos maiores representantes do "choro" brasileiro. Nascido no dia 23 de abril de 1897 no Rio de Janeiro, Pixinguinha era filho de um flautista, do qual recebeu uma flauta de presente. A partir de então, começou a fazer aulas de música. Com 13 anos compôs seu primeiro choro “Lata de Leite”, o qual revolucionou a música daquela época. Em 1911, começou a tocar na orquestra Filhas da Jardineira, onde conheceu Donga e João da Baiana. Com 15 anos já era músico da orquestra do Teatro Rio Branco e no ano de 1917 gravou o disco com o choro “Sofres” e a valsa “Rosa”. O grupo “Oito Batutas”, do qual Pixinguinha fazia parte, passou a viajar pelo Brasil e, em 1921 foi convidado para uma temporada em Paris, financiada pelo milionário Arnaldo Guinle. Gravou vários discos como instrumentista e compôs várias músicas na década de 30, entre elas “Rosa” e Carinhoso. Em 1942 Pixinguinha fez sua última gravação como flautista em um disco com dois choros de sua autoria: “Chorei” e “Cinco Companheiros”. Pixinguinha faleceu dia 17 de fevereiro de 1973 no Rio de Janeiro.

Crianças

Reflexão

A boa mãe é aquela que vai se tornando desnecessária com o passar do tempo... 

Várias vezes ouvi de um amigo psicanalista essa frase, e ela sempre me soou estranha.
 
Chegou a hora de reprimir de vez o impulso natural materno de querer 
colocar a cria embaixo da asa, protegida de todos os erros, tristezas e perigos.

Uma batalha hercúlea, confesso. 

Quando começo a esmorecer na luta para controlar a super-mãe
que todas temos dentro de nós, lembro logo da frase, hoje absolutamente clara.

Se eu fiz o meu trabalho direito, tenho que me tornar desnecessária. 

Antes que alguma mãe apressada me acuse de desamor, explico o que significa isso.

Ser “desnecessária” é não deixar que o amor incondicional de mãe, 
que sempre existirá, provoque vício e dependência nos filhos, como uma droga, 
a ponto de eles não conseguirem ser autônomos, confiantes e independentes. 

Prontos para traçar seu rumo, fazer suas escolhas, superar suas frustrações 
e cometer os próprios erros também. 

A cada fase da vida, vamos cortando e refazendo o cordão umbilical. 

A cada nova fase, uma nova perda é um novo ganho, para os dois lados, mãe e filho.

Porque o amor é um processo de libertação permanente e esse vínculo
não pára de se transformar ao longo da vida. 

Até o dia em que os filhos se tornam adultos, 
constituem a própria família e recomeçam o ciclo. 
O que eles precisam é ter certeza de que estamos lá, firmes,
 na concordância ou na divergência, no sucesso ou no fracasso, com o peito aberto 
para o aconchego, o abraço apertado, o conforto nas horas difíceis.

Pai e mãe - solidários - criam filhos para serem livres. 
Esse é o maior desafio e a principal missão. 

Ao aprendermos a ser “desnecessários”, nos transformamos 
em porto seguro para quando eles decidirem atracar.
 
"Dê a quem você ama: asas para voar, raízes para voltar e motivos para ficar"
Dalai Lama

Mikao Usui

Seu caminho

sexta-feira, 23 de agosto de 2019

"Sabor de Sobra"

Estamos voltando com uma nova programação e as oficinas acontecerão nas terças feiras. A primeira será no dia 27 de setembro, às 14h, não deixe de inscrever-se e participar, venha aprender deliciosas receitas sustentáveis e é claro com sabor de sobra!
Todas oficinas são abertas ao público e é preciso fazer a inscrição pelo fone (47) 3451 8272 - inscrições gratuitas!

(autor desconhecido)

Não deixe suas panelas brilharem mais do que você!
Não leve a faxina ou o trabalho tão a sério!
Pense que a camada de pó vai proteger a madeira que está por baixo dela!
Uma casa só vai virar um lar quando você for capaz de escrever “Eu te amo” sobre os móveis!
Antigamente eu gastava no mínimo 8 horas por semana para manter tudo bem limpo, caso 
“alguém aparecesse para visitar” – mas depois descobri que ninguém passa “por acaso” 
para visitar – todos estão muito ocupados passeando, se divertindo e aproveitando a vida!
E agora, se alguém aparecer de repente?
Não tenho que explicar a situação da minha casa a ninguém…
As pessoas não estão interessadas em saber o que eu fiquei fazendo 
o dia todo enquanto elas passeavam, se divertiam e aproveitavam a vida…
Caso você ainda não tenha percebido: A VIDA É CURTA… APROVEITE-A!!!

Tire o pó… se precisar…
Mas não seria melhor pintar um quadro ou escrever uma carta, dar um passeio ou visitar um amigo, assar um bolo e lamber a colher suja de massa, plantar e regar umas sementinhas?

Pese muito bem a diferença entre QUERER e PRECISAR !

Tire o pó… se precisar…

Mas você não terá muito tempo livre…
Para beber champanhe, nadar na praia (ou na piscina), escalar montanhas, brincar 
com os cachorros, ouvir música e ler livros, cultivar os amigos e aproveitar a vida!

Tire o pó… se precisar…

Mas a vida continua lá fora, o sol iluminando os olhos, o vento agitando os cabelos, 
um floco de neve, as gotas da chuva caindo mansamente….
- Pense bem, este dia não voltará jamais!!!

Tire o pó… se precisar…

Mas não se esqueça que você vai envelhecer e muita coisa não será mais tão fácil de fazer como agora…
E quando você partir, como todos nós partiremos um dia, também vai virar pó!
Ninguém vai se lembrar de quantas contas você pagou, nem de sua casa tão limpinha, 
mas vão se lembrar de sua amizade, de sua alegria e do que você ensinou.

Afinal...“Não é o que você juntou, e sim o que você espalhou que reflete como você viveu a sua vida.”

Interlúdio Canções Brasileiras

Dicas para dormir melhor

Saiba...

quinta-feira, 22 de agosto de 2019

Café com Mulheres em Araquari

Paulo Coelho

Scar Jaraguá convida...

Você sabe o que é uma Opereta?
Estilo de ópera leve, as operetas têm partes cantadas e cenas teatrais. 
Nesta montagem, realizada pela Orquestra Jovem da SCAR, 
teremos o texto original sem cortes, em um ato, com as canções 
no idioma original francês e as cenas faladas em português.


Ingressos gratuitos!
Garanta já o seu na bilheteria da SCAR: das 8h às 20h.

Saúde Mental

quarta-feira, 21 de agosto de 2019

"A morte é uma piada 2"

“A Morte é uma piada 2” com o ator Renato Prieto, o André Luiz do filme “Nosso Lar”. 
Um espetáculo com texto bem humorado e de reflexão, sobre a morte.


“Se a vida continua e se todos estamos aqui de passagem, a “morte” é uma piada!”.
Você não pode perder a oportunidade de compreender, brincar e 
se divertir com esta mensagem, que é um assunto sério.

Não, aprenda a dizer

Na Scar em Jaraguá do Sul

Corpo em Poesia...


Um espetáculo de dança inspirado em clássicos poetas e cantores brasileiros.

Dica: Leia

A mudança - Hilton Gorresen

O caminhão parou em frente da casa. Tocaram a campainha. Eram dois gajos parrudos.
– Viemos fazer a mudança! 
– Não é aqui! Deve ter sido engano – falou a mulher que atendeu. 
O mais alto examinou os papéis que tinha nas mãos. Conferiu o endereço: 
–É aqui mesmo. Olha dona, nós não temos tempo pra perder. 
O marido veio, de pijama, um resto de creme de barbear no queixo. 
– Deve ter sido um mal-entendido, verifiquem melhor. 
– Negativo – falou o grandão – não vamo fazer papel de bobo. Temos mais serviço, não podemos ficar aqui parados, não é Chico?
Chico resmungou alguma coisa. Suas costas enchiam a abertura da porta.
– O que os senhores querem que eu faça? – falou o marido. 
– O senhor resolva logo. O que vamos colocar no relatório? Que o senhor desistiu de fazer a mudança? Vai ter de se mudar por bem ou por mal. Chico, vai pegando as tralhas e coloca no caminhão.
– Diz pra este troglodita não meter as mãos no meu sofá – gritou a mulher. Faz alguma coisa, Lourival! Mulher baixinha e autoritária, acostumada a controlar o marido.
Lourival, em consideração ao tamanho dos dois, resolveu agir com diplomacia: 
– Esperem! Conversando a gente se entende, não é? Dou uma retribuiçãozinha a vocês... 
– Nada de retribuiçãozinha! Viemos aqui fazer o serviço. Não vamos sair de mão abanando! Vamos, Chico! Pega o sofá.
– Larga! Larga! Lourival, liga pra polícia.
– Liga, Lourival – falou acintosamente o homem. Quero ver a confusão. 
Quer um escândalo na sua rua?
– Vocês não têm o direito... Vão embora. Deixem-nos em paz. 
O homem sentou no sofá. Cruzou as pernas. O rosto era redondo, com a barba por fazer. Dois olhinhos remelentos brilhavam debaixo da sobrancelha grossa, desgrenhada.
– Chico, senta aí, não saímos daqui enquanto o doutorzinho não resolver a questão. Chico tinha braços peludos, somente os óculos de hastes negras disfarçavam a expressão animal do rosto. 
– O que vocês mais querem? – Lourival, indignado, engrossou a voz. 
– É muito simples. Se recusa fazer a mudança, então pague o nosso serviço.
– O quê? Vocês estão loucos. Não vou pagar coisa nenhuma. Saiam.
A mulher percebeu que a situação ia ficar tensa. Suas mãos tremiam. Foi à cozinha e voltou com uma faca de cortar carne. Dirigiu-se ao mais alto, que era o líder.
– Olha aqui, seu ordinário. Ou se mandam ou passo a faca no seu bucho. 
– Tenta, sua vaca. Vou te fazer engolir essa merda. 
– Respeita minha mulher! – gritou Lourival. A própria mulher se assustou com aquele furor inusitado. O marido sempre foi comedido e gentil como um cortesão do século 18. Agora, não podia retroceder. A raiva o deixou descontrolado, o rosto avermelhou, os músculos se retesaram, animal defendendo seu espaço. Arrebatou a arma da mão da esposa.
– Dá aqui essa merda! E pulou para cima do homem. 
Chico o segurou por trás. No embate, a faca se voltou para seu próprio peito. Abriu a boca, estupefato, e caiu sangrando no tapete. Os dois homens, assustados, correram para a porta. A manhã fresca e ensolarada os recebeu indiferente. 
No dia seguinte saiu a mudança: Lourival, branco e teso, dentro de um caixão.

terça-feira, 20 de agosto de 2019

Nucress em Balneário Camboriú

Pessoas, sempre pessoas

Conselheiros Tutelares, candidatos... Amanhã!


No total - 79 candidatos: Conselho Tutelar 1 - 29 candidatos; 
Conselho Tutelar 2 - 20 candidatos e, Conselho Tutelar 3 - 30 candidatos.

Isa Minatel (crianças)


Quando a criança se machuca e dizemos "não foi nada" ou "não precisa chorar", estamos passando a mensagem de que o que ela está sentindo não é válido. Estamos, sem querer, ensinando ao nosso filho que ele não deve prestar atenção aos sinais internos, que não deve sentir. Ora, se ele está chorando é porque está sentindo algo.

Isso não quer dizer que devemos exagerar na reação, supervalorizar o ocorrido, aumentar o fato. Muitas vezes, a criança se assusta pela reação que temos. Por isso, vale seguir a dica da Isa Minatel: acolher mais do que necessário é mimar, acolher menos é desamparar. E ambos são nocivos. O ideal é sempre buscar o equilíbrio, pois aquilo que programamos fica para sempre na vida da criança.

Então, se seu filho se machucou de leve pergunte: "está tudo bem aí?". Assim, estará dando a ele a oportunidade de sentir. Além disso, você pode se utilizar de âncoras para lidar com a situação. Uma delas é o velho conhecido beijinho. Ao dar um beijo no machucado, você valida o sentimento e acolhe a sua criança. Caso ela seja mais velha, outra âncora que pode ser utilizada é o gelo. "Deixa eu colocar um gelo para melhorar".

Por partes...

segunda-feira, 19 de agosto de 2019

I Semana de Direitos Humanos - DCE - Diretório Central dos Estudantes da Univille

Dica da Mama de Carne e Osso

Um desenvolvimento muito significativo é a capacidade de imaginar! 
Através do jogo simbólico a criança reproduz o que absorve do mundo, revela sua personalidade e 
constrói seu eu, cria e resolve problemas, lida com seus sentimentos e questões.
Fora que é uma fofura vê-los representando com tanta confiança, não é?


Você pode contribuir brincando ou assistindo, mas 
prejudica o fazer criativo quando comanda, corrige, questiona.

Crianças

Você confia na etimologia? por Hilton Görresen

Ainda hoje, muitas pessoas que escrevem discutem a “importante” questão: usa-se ou não vírgula antes do “etc.”. Os adeptos de sua omissão alegam que, no latim, essa expressão significa(va) “e outras coisas”; portanto, se já existe nela a conjunção “e”, não há necessidade de virgular. 

Se formos nos ater à origem da expressão, então não deveríamos utilizá-la para pessoas, animais ou localidades, apenas para coisas. No mais, o “etc.” já se cristalizou nos idiomas como um termo independente, que pode significar “dentre outros”, “entre outras coisas”, “e assim por diante”, etc.

Quem defende a prioridade da origem etimológica sobre a evolução linguística, não deveria, por coerência, falar ou escrever “comigo”, pois o componente “migo” originou-se de “me cum”, que por coincidência já significa... comigo. Estaria, portanto, chovendo no molhado. Isso vale também para “conosco”. E seria repetitivo alguém falar em “suicidar-se”, pois o prefixo “sui” já significa “a si mesmo”. 

E por que dizer que alguma moléstia dizimou uma população inteira, se o verbo “dizimar” na origem queria dizer “executar uma pessoa em cada dezena”? E um marechal não teria a menor autoridade se formos buscar sua origem de “cuidador de cavalos”.

Você toma banho usando chuveiro, que vem de chuva; embarca no ônibus, no avião e nem sempre num barco. Usa um “terno” de duas peças.

As moças saem na chuva com uma sombrinha. Os policiais pedem (ou melhor, ordenam) que os jovens circulem e isso não quer dizer que devem sair em círculos. Se você tem em casa um armário, certamente não é para guardar armas. Seu carro patina na lama sem que você lhe coloque patins debaixo da carroceria.

O repórter que “cobre” qualquer acontecimento não sai de sua empresa portando um cobertor. Para “desmanchar” um nó certamente ninguém precisa utilizar nenhum tipo de sabão em pó. E os ginastas e os antigos ginasianos deveriam exercer suas atividades completamente nus pois esse era o antigo significado de “ginásio”: sem roupas. E quem deseja bem se orientar deveria caminhar sempre voltado ao Oriente.

Com o tempo, palavras se desvinculam do sentido original.

Bom, e o caso da vírgula antes do “etc.”? Costumo dizer que usá-la (ou não) é opção de cada um ou norma da editora que publica os livros, revistas ou jornais. O gramático Celso Luft realizou pesquisa nos textos dos autores mais conhecidos, antigos e atuais, verificando que, na grande maioria, esses autores costumam usá-la. E eu estou com eles.

Presente

domingo, 18 de agosto de 2019

É ótimo ter um gato em casa - Hilton Görresen

Não é que eu não goste de animais. Ninguém pode me sacrificar por isso. Mas se forem me dar algum animalzinho, dispenso gatos.

Só havia tido gato em casa em minha infância. Era um bichano preto, vagabundo, que atendia pelo nome de Míchi. Andava por ali a esmo, sem ninguém lhe dar atenção. Nada de colinho, de afagos, de ficar deitado nas poltronas. Talvez meu pai o deixasse ficar para nos proteger dos ratos. Em nossa casa tinha uma despensa onde se acumulavam quinquilharias de pai pra filho. Ali podia se encontrar de tudo, cadernos e livros velhos, ferramentas, fios, cordas, aparelhos inutilizados... um paraíso para ratos.

Minha tia solteirona, que morava conosco, detestava o Míchi. O bichano adorava se enroscar em suas pernas. Não podia dar um passo dentro de casa sem quase tropeçar no bicho. Gato do diabo! – exclamava sempre. Lembro que uma de minhas “aprontadas” foi em cima dele. Minha mãe possuía uma estola de pele de raposa, com cabeça, focinho e uma cauda macia. Não a usava mais, porém a conservava no local que ela imaginava inacessível aos filhos: a prateleira superior de seu guarda-roupa. Ali, além da estola, havia uma caixa de fotos, certificados de cursos escolares e um livro de iniciação para noivos e recém-casados (vê se hoje alguém precisa disso), com fotos “naturais” do corpo humano. Coisa proibida aos nossos olhos infantis. 

Sabem o que fiz? Peguei a tal estola e a coloquei em cima do Míchi, prendendo suas patas embaixo da barriga do bichano. Ficou um animal engraçadinho. Quando o soltei, saiu feito louco pela casa. Nossa empregada, quando viu aquilo, saiu apavorada a chamar minha mãe: Corre aqui, dona Nena, um bicho entrou em casa! Me livrei da surra porque fui rápido em ganhar a porta da rua.

Mas, um dia, cismaram de dar um gatinho para minha neta. O gatinho era lindo, branco, com tons acinzentados, olhos azuis. Agora estou entendendo o que passava minha tia naquele tempo: quando o bichano não estava esfregando o rabo em minhas pernas, atravessava em minha frente sempre que eu ia dar um passo. Já se enroscou nos fios do computador e quebrou um pote de vidro (ou alguém quebrou e colocou a culpa no gato). Quando não estava por perto, podíamos encontrá-lo dormindo tranquilamente em meu guarda-roupa, confundido entre lençóis e fronhas.

Não sabia o que ia acontecer primeiro: ou ele me dava um tombo ou a neta acabava com as suas sete vidas, de tanto amassar e puxar pelo pescoço. Nota: informo que o bichano foi doado.

Feliz domingo

Crianças (parte final)

Para acompanhar uma criança e estar de corpo presente ao seu lado precisamos abdicar desta falsa ideia de controle que guia nossas vidas, nossas escolhas e nossas relações. Precisamos romper com a angústia provocada pelo relógio e pelos calendários e ponderar que, no tocante às infâncias, a ideia do controle – geralmente – liga-se à limitação de experiências fundamentais às crianças.
Correr. Ir pra natureza. Entrar em contato com outras crianças. Movimentar-se. Viver o ócio. O controle, muitas vezes, tira as crianças de seu habitat natural e esvazia, por fim, sua alma desbravadora e contemplativa. A troco de quê?

Naturalmente, pensaríamos que o oposto do controle é o descontrole, o caos, a barbárie. Mas isto seria válido somente se concebêssemos o controle como um conceito fixado à ideia do poder.
Se nos abrimos a compreender os processos que nos cercam, ou, ainda, os processos que nos constituem, poderemos, enfim, conceber ‘respeito’ como oposto à ideia de ‘controle’. Uma febre passará. Trata-se de um processo natural, com etapas que precisam ser respeitadas para que seja possível, finalmente, alcançar a cura. Uma criança precisa brincar livremente, respeitando seu tempo interior. Faz parte de sua constituição como sujeito.

Se aprendermos a respeitar o tempo e o ritmo dos processos que nos tornam humanos – ou ainda – dos processos naturais – e nos libertarmos da angústia provocada pela falsa ideia do controle, teremos chances maiores de aproveitar as tantas belezas que estão diante de nós, diariamente. Uma dessas belezas? O compromisso de uma criança com a vida. 
Carolina Prestes

"Eu sou pobre" rs

REENCARNAÇÃO EM CASA DE POBRE:
Morre uma toalha, nasce um pano de chão;
Morre um extrato de tomate, nasce um copo;
Morre uma “brusinha”, nasce um pano pra tirar o pó;
Morre uma margarina, nasce uma tupperware;
Morre um refrigerante, nasce uma jarra pra água na geladeira;
Morre um pote de sorvete, nasce um pote pra pôr feijão;
Morre uma sacola de mercado, nasce um saco de lixo ou uma touca de cabelo.

sábado, 17 de agosto de 2019

Show de Geraldo Azevedo

Lamentamos informar que o show de Geraldo Azevedo em Joinville 
foi adiado para dia 24 de outubro de 2019, às 21h.

Pensando...

"Não sou o único preocupado. A partir do momento em que centenas de pessoas falam comigo desse assunto todos os dias, acredito que seja uma realidade social.

Tem muita gente incrível fazendo trabalhos maravilhosos em várias áreas da alimentação, principalmente da confeitaria. Doces veganos decentes, sem lactose, sem glúten, sem açúcar, sem isso, sem aquilo. Estudaram e fizeram aquele pouquinho a mais de esforço para entregar algo que seja “melhor” para o cliente, unindo sabor e saúde.

No entanto, muitas vezes o problema não está em que faz a comida, mas em quem come a comida. Em quem se deixou convencer por uma ilusão e acredita nos milagres.

Na confeitaria tudo é uma ciência, uma exatidão. Tirou daqui, tem que colocar dali. Não tem jeito. Sabe aquele bolinho famoso de 2 ingredientes apenas? É mentira! Nunca foi bolo. No máximo, um omelete doce. 

Na confeitaria, a gente precisa de estrutura, umidade e outras características essenciais de cada produto. Senão seu cookie não será cookie, seu brownie não será brownie. 

E esse “colocar dali” é preocupante porque as pessoas prestam atenção no que foi tirado, prestam atenção no "sem". Porém se esquecem do "com", daquilo que foi colocado. Não enxergam um monte de coisa “ruim” que foi enfiada naquele doce, não se ligam nos rótulos e nem entendem os nomes dos ingredientes. 

Confundem o “tirar” com ser saudável! Começam a chamar de saudável tudo que deu uma mexidinha para “tirar” alguma coisa que não querem comer. Isso é grave! 

O que é ser saudável? Comer um bolo inteiro todo dia carregado de adoçante e de farinha sem valor nutricional? 

Precisamos de equilíbrio para termos sanidade mental! Não adianta tirar o açúcar e mergulhar a tarja preta. Se está com medo de comer o bolo, não faz e não come, mas procure acompanhamento profissional e não tenha vergonha disso. 

O que está te fazendo se sentir culpada? A mídia? A blogueira famosa? Seu relacionamento amoroso destruído e você acha que é por causa do seu peso? 

Tenha amor próprio. Cuide da sua saúde física e emocional. Reeducação alimentar não deveria ser por modinha. Faça por saúde, por intolerâncias, alergias, situações reais. 

Estão enriquecendo enquanto você enlouquece." Julio Ketteley

Gratidão

Crianças por Carolina Prestes (parte 2)

“Chega”, “Não”, “Ai é perigoso” e tantas outras pequenas palavras que, provavelmente, não precisariam ser ditas se nos permitíssemos compreender a alma de uma criança – ou, ainda, se nos permitíssemos reencontrar a essência de nossas próprias almas.
Ao contrário disto – imersos na cultura da pressa, da produção, das telas, do imediatismo – tentamos, quase que de forma inconsciente, trazer as crianças a este mundo desajeitado em que vivemos, afinal, é mais fácil ligar um tablet e entregar à criança do que acompanha-la em uma caminhada que terá inúmeros desvios, perguntas e que provavelmente consumirá alguns longos minutos de seu dia. É mais fácil ligar a TV, todas as manhãs, do que dar uma volta na praça mais próxima. (preciso dizer, porém, que defendo experiências equilibradas. Vivemos em uma sociedade mediada por telas; é extremamente difícil isolar as crianças desta realidade. Devemos, então, apresentar essas interfaces comunicacionais com responsabilidade, pensando, inclusive, no bem-estar das crianças que, se restritas às telas, podem apresentar comprometimentos tanto físicos, como sociais e emocionais).

São escolhas que fazemos cotidianamente, e que nos convidam a pensar sobre o que estamos priorizando ao lidar com as infâncias.

Acredito que, comumente, priorizamos uma noção de tempo que há muito nos foi imposta (o tempo da era industrial – demarcado por processos repetitivos, delimitados, sempre insuficientes e digno de nosso controle. Será?). A verdade é que somos todos frutos destas revoluções industriais, urbanas, tecnológicas e, sim, é difícil resistir a uma estrutura tão calcificada e dominante. Queremos controlar o tempo e também a vida. Acreditamos ser capazes disto, mas a verdade é que ambos, definitivamente, fogem ao nosso controle.

Somente Eu

sexta-feira, 16 de agosto de 2019

Simples... Nem tanto!

Neste sábado...

Gala Bolshoi "Mulher, História e Poesia"

A tarde que virou noite por David Gonçalves

Ele caminha na tarde parda. Parece exausto. O vento sopra fortemente. Nas varandas a roupa lavada volta e meia se enrola no varal. Uma janela não para de bater. Um relâmpago brilha ao longe, na serra. Lâmpadas nos postes se acendem como se fosse noite. O vento dá lufadas fortes, as nuvens pesadas estão próximas. Vai chover. Uma nuvem de poeira envolve e cobre muros, carros, janelas, terraços, bolas e boias de plástico; arrasta tamancos, sacolas, garrafas, bonés, chapéus, camisas, toalhas de banho, suspende as saias das mulheres, expõe as pernas magras, torneadas, envelhecidas. Mulheres, homens, crianças, cachorros, insetos se escondem. Os primeiros pingos batem em diagonal, fortes, gelados. Ele caminha, enraivecido.
Genro idiota, resmunga. Ouvia-o dizendo: está uma bagunça, um lixo, porque sempre quis assim. Quando começou a beber? Aos vinte anos, responde. Só cerveja. Quantas por semana? Doze latinhas. Bebeu até quando? Cerveja? Até aos setenta. Sabe quantas latinhas você bebeu? Dá de ombros. Pelo menos, pensa, o que tomei ninguém me roubará. Intimamente, ri: mijei no mundo. O genro puxa a calculadora de bolso, tac-tac-tac-tac, e faz as contas. Você bebeu 28.800 latinhas, sem contar os anos que você bebeu mais. Se tivesse economizado... Teve vontade de dizer: vá à merda, ao diabo que te carregue. Bebi e beberia muito mais. O genro insiste: podia ter reformado esta casa caindo aos pedaços. Sente a indignação dopar-lhe o cérebro: ah, então é isso, você está de olhos na herança. Já devia ter desconfiado. Com esse olhar de gavião afoito, eu devia ter manjado. Mas nada digo. Há um breve silêncio. Inóspito, por sinal. Quando começou na cachaça? Depois dos setenta, desalentado, responde. Quantos litros por semana? No começo, dois litros, mercedinhos antes do almoço e da janta. Nos últimos anos? Nada de mentiras. Eu vi a pilha de garrafas vazias lá no quartinho dos fundos. Magoado, como criança surpreendida numa falta, responde, incomodado: nos últimos cinco anos, quatro litros por semana. A danada vicia mesmo. A solidão é um convite pra encher a cara. O genro mexe na calculadora: tac-tac-tac. Depois diz: você está com 83 anos, não é? Sim, estou. Você bebeu 960 litros da maldita. Se tivesse economizado... O fígado deve estar preto. Tudo isso?! Não pode ser. Dá de ombros. E daí? Amigos que nunca bebiam já estavam apodrecidos no cemitério. Bebera a fortuna. Genro idiota: esperava que a deixasse pra ele gozá-la, passear no Caribe, beber vinho na Espanha... Se fodeu.
A chuva engrossa. Ele caminha, perdido, como se andasse em círculo. Raios iluminam a tarde feito noite.
Quero lhe contar uma coisa, diz o genro. Eu e sua filha estivemos conversando. Finge prestar atenção. A gente deve demolir esta casa caindo aos pedaços. Deu o que tinha que dar. A cidade cresceu. Este terreno vale uma fortuna. Demolir e construir um grande edifício de apartamentos. Você está sentado numa montanha de ouro. Olhe pela janela: há prédios brotando do chão por todos os lados. O construtor daria até quatro apartamentos. Um pro senhor, os três pros filhos. Seria bom pra todos. É para seu bem. Não está me ouvindo? Balança a cabeça afirmativamente. Aos diabos, que se dane o mundo, tem vontade de dizer mas se cala. Onde está o copo de cachaça? O mundo todo dá tijoladas em sua cabeça. O senhor prefere se embriagar 24 horas e morar nesta casa caindo aos pedaços, passando fome e frio. Abre a porta da geladeira: veja, não tem nada, só o litro de aguardente. Se deixar construir o prédio, poderá morar num apartamento bonito e quentinho. Aos diabos, sente o corpo tremer, a tosse sacudindo. Onde está o copo? Será que este bosta derramou na pia? A gente bota todos esses móveis encarquilhados no apartamento, diz o genro, guardando a calculadora no bolso. Fica tudo igual como está aqui: o sofá, a cristaleira, a mesa de nogueira, o baú, os pratos... este retrato dos teus pais na parede. Tudo igualzinho. Do jeito que você está bebendo e na sujeira os vizinhos vão denunciar a gente como abandono de idoso incapaz. Por favor, diga que sim. Me dá uma resposta. Posso tratar dos negócios. Pro seu bem, é claro. Aos diabos. Nada responde. Ansiava por um copo da branquinha. Tremia. Seu bafo é de gambá, rescende a álcool, diz o genro.
Velho que deixa o seu ninho logo morre. Será que o idiota não sabe isso? Será que ele o quer ver na horizontal? 
Todo velho tem que ter o seu cantinho. Nem que seja caindo aos pedaços. Por que se mudar? Os velhos morrem porque já não são amados. Dizem que é a melhor idade. Dizem que é a segunda infância. Um rol de bobagens. Ninguém se alegra vendo os dias se findarem.
Está ensopado. Treme de frio. A chuva, enfim, parou, mas ele caminha desnorteado. Genro safado. Quando se vê refletido nas vitrines, não se reconhece. Parece um galo velho acabado, encharcado, implorando por amor.
Pai, vamos pra casa. Olha estranhamente a mulher que o puxa pelos braços. Por que está na chuva? Aos poucos, reconhece a filha e, sem dizer nada, é arrastado por ela.

Pensando...

quinta-feira, 15 de agosto de 2019

Acontecendo em Brusque...

15 de agosto - Dia da gestante

Crianças por Carolina Prestes (parte 1)


Conviver com crianças é ter a oportunidade de voltar às profundezas da humanidade, já que são elas – as crianças – o estado mais puro do ser humano. Para elas, tudo é nascente, tudo é encantamento.
Repare na alegria de uma criança ao descobrir o próprio corpo: o nariz, a boca, os pés; ou ao perceber que, ao bater as mãos, as palmas acontecem; ou, ainda, a alegria que sentem quando descobrem que (SIM!) é possível mudar a entonação da voz – e, então, lá vão elas, passar longos minutos nessa brincadeira.
Crianças repetem, incessantemente, as brincadeiras que despertam alegria: Cadê? Achou! Ao ouvir música, soltam o corpo, dançam, cantam, querem mais. Entregam-se verdadeiramente às experiências. Escavam a vida até a última gota. São pesquisadoras natas. Possuem um bonito compromisso com cada momento de sua existência.
Ao passear na rua, desviam do caminho “correto”, fazem pausas longas, recolhem flores e plantas ou, ainda, enxergam aquelas pequeninas formigas e também as borboletas e suas asas coloridas. Mas, não param por ai. Desejam, sempre, partilhar seus achados: chamam, então, os adultos para, junto com elas, contemplar os encantos do caminho.

Mas será que ainda sabemos nos entregar a este tipo de contemplação? Será que estamos prontos para respeitar este tempo das crianças? Ou, ao contrário, será que estamos, a todo o momento, barrando suas possibilidades de descobertas e encantamento?

... continua

Salve o Cinema na próxima segunda

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