quinta-feira, 15 de agosto de 2019
quarta-feira, 14 de agosto de 2019
Acontecendo em Brasília... Marcha das Margaridas
Cerca de 100 mil mulheres do campo, da floresta e das águas de todo o Brasil e de 26 países de todos os continentes, vão ocupar as ruas de Brasília nos dias 13 e 14 de agosto, para defender políticas públicas e uma Previdência pública, universal e solidária, e ainda, protestar contra a flexibilização do porte de armas. O evento é considerado a maior mobilização de mulheres da América Latina.
Neste ano, o lema da sexta edição da Marcha das Margaridas será a “Luta por um Brasil com soberania popular, democracia, justiça e livre de violência”. Elas são trabalhadoras rurais, marisqueiras, ribeirinhas, extrativistas, indígenas, e quilombolas, que participam da manifestação para dar visibilidade às suas demandas, e alcançar o reconhecimento social, político e a cidadania plena. A ação é realizada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares (Contag), e tem coordenação descentralizada, com a participação das 27 Federações de Trabalhadores na Agricultura (Fetags) e pelos mais de 4 mil Sindicatos dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais (STTRs). Também conta com a participação de inúmeras entidades de defesa dos direitos das mulheres e de centrais sindicais e organizações internacionais.
Uma Pioneira na luta que é coletiva - Negra, camponesa, Margarida Maria Alves foi uma das primeiras mulheres a presidir um sindicato no Brasil. Durante mais de uma década, ela lutou para que os direitos trabalhistas vigentes em áreas urbanas, tivessem validade também no meio rural. Conquistou muitos avanços na luta coletiva, mas a luta lhe custou a vida. A mando de latifundiários de Alagoa Grande, na Paraíba, foi morta aos 50 anos, em 12 de agosto de 1983 com um tiro no rosto, na porta da sua casa. Sua trajetória de conquistas serviu de inspiração para milhares de mulheres que, a cada quatro anos, desde 2000, marcham pelas ruas da capital federal para defender os seus direitos.
Neste ano, vão protestar contra a reforma da Previdência, o trabalho escravo e a ofensiva do governo da extrema direita em extinguir direitos sociais, as liberdades democráticas e a soberania nacional. Defenderão o fim dos cortes no orçamento da educação pública, a melhoria da educação no campo, a reforma agrária e a valorização e fortalecimento da agricultura familiar. Outra bandeira a ser destacada, é a posição contrária das Margaridas em relação à flexibilização do porte e posse de armas, conforme decreto do presidente da República, apresentado em janeiro. A nova regra autoriza moradores do campo com mais de 25 anos a comprar armamento de qualquer calibre, inclusive espingardas e carabinas, medida que tende a aumentar a violência nas áreas rurais.
Relatório da Comissão Pastoral da Terra (CPT) aponta que, somente no ano passado, 482 mulheres foram vítimas de violência em decorrência de conflitos agrários, um aumento de 377% em relação a 2017; os casos incluem tentativas de assassinato e criminalização da luta pela terra. Fonte: CRESS/PR
Quatro estações por David Gonçalves
Moro aqui, lonjão, sem vizinhos, oco do mundo. O vento faz a curva e volta. Tem vez que ele fica escondido nas grutas e socavões. Da varanda, o mundo, mundinho, mundão se revela.
A cada quatro anos, esta casa esquecida é lembrada. Saqueadores do povo sentam nesta varanda e soltam o canto da sereia. Prefeito, vereador, deputado, cabos eleitorais. Eu escuto. Vão salvar a Nação, cuidar dos pobres, colocar os corruptos na cadeia. Pobre só come carne fresca quando morde a língua, eu penso. Ah, tantas coisas eles dizem. Eu escuto. Elogios pra eles, maldições pros outros. Sirvo café, leite, biscoitos, cachaça. Depois, eles vão embora. Ai, pobre de mim.
Nada sei. Sou bicho da terra. Minha família – minha mulher e três filhos já crescidos – também. Os pequenos estão sujeitos à lei. E os outros, os grandes, a tecem e nos tiram o couro.
Você é bobo, mocorongo, diz minha mulher, tão magra e enrugada, castigada pelo sol. Trata essa gente a pão-de-ló. Enche a burra deles com abóboras, pepinos e cachaça. Essa gente de fala mansa quer tirar o nosso couro. Eu escuto. Orelhas grandes. Ela fala, fala, fala.
Fico ruminando. Não é do meu feitio expulsar as visitas desta varanda. Finjo que nada sei. Sou ignorante. Bicho da terra. O vento vai, vem e volta. Uns ficam escondidos nas grutas e socavões.
Vem o padre, vêm os pastores. Deus não é o mesmo. Querem meu corpo, minha alma, e pregam, e se entusiasmam, e crucificam e salvam Cristo. Sirvo-lhes boa comida, boa bebida, e os presenteio com abóboras, chuchus, figos, uva, melancias, bananas, jabuticaba... Empanturram-se. Retornam contentes. Salvaram-me.
Vêm os parentes. Conversam, me abraçam, me elogiam, e contam histórias. Ofereço mesa farta. Sou um cara rico, dizem. Muito rico, voltam a dizer. Tem sorte. Em seguida, me pedem dinheiro. Se dou, perco. Se nego, maldizem por aí. Oferto, então, abóboras, chuchus e outras coisas. Isso é pra porco, dizem. Chateados, mas com a pança cheia, vão-se embora.
Vêm os homens de negócios. Vigaristas. Fala mansa e pegajosa. Contos de vigário. Finjo que aceito, depois rodopio, pulo fora. Ficam sondando quanto possuo, aves de rapina, olhos vivos e narigões. Concordo, finjo, dou risadas. Sou besta? Desanimados, vão-se embora.
Vêm os mendigos, medidores de mundo, andarilhos desapressados. Mortos de fome. O estômago pregado às costas, barbudos, piolhos se mexendo no calor do sol. Sirvo-lhes mesa farta. Comem, comem, até esticar o couro da barriga. Os doidos falam coisas do arco da velha. Uns, só comem, engolem os grãos de cereais sem mastigar, voluptuosos. Bocas desdentadas. Depois eles se deitam à sombra das mangueiras e dormem. Quase noite, vão-se. Fico pensando: será que um deles não é nosso Senhor vestido de mendigo?
Minha mulher diz que sou bobo. Pode ser. O que sou mesmo é bicho da terra. Sirvo ao mundo de bom grado. A mim, a terra. Não é mister ter opinião. O que sei? Emprenhar a terra, torná-la fecunda, barriguda. Cavar, lavrar e semear. Entendo das quatro estações. Sei quando semear o trigo, a aveia, podar e enxertar a vinha, segar, ceifar, bater os grãos, pisar a uva, fazer o vinho, triturar o trigo e fazer o pão, conversar com os animais, a vaquinha Salomé, o Sansão, meu pangaré; caçar colmeias, tratá-las, protegê-las, colher o mel. Cortar madeira sem acabar com a floresta, colher uma e plantar duas. Proteger as minas d´água, os riachinhos, os riachões, lagoinhas e lagoões. Forjar o ferro, cinzelar, carpintejar, abrir canais e estradas sem espantar a saparia. Plantar flores e jardins pra deixar o mundão de Deus mais bonito. Louvar ao Senhor em silêncio. Sei nenhuma oração. Vou dizendo as palavras e o vento vai espalhando. Não sou guardador de rebanhos. Sou ovelha.
Desta varanda, onde se fartam os homens e depois se vão, sou como aquela aranha tecendo a teia da existência. Que me dera que eu fosse o pó da estrada. Os pés dos pobres, nas quatro estações, plac-plac, me pisando. Ou um daqueles mendigos que se fartam por aqui vestido de nosso Senhor, o fabricante do mundo imenso, só pra conhecer melhor os homens...
Bicho da terra, minhocão, que só entende das quatro estações.
terça-feira, 13 de agosto de 2019
Vamos falar sobre Ambiente Preparado?
Este é um termo comum em Montessori, e eu definiria como a base da Pedagogia Participativa,
corrente contemporânea que propõe o protagonismo infantil num ambiente tão construtivo
que o professor/adulto pode apenas admirar e ser presença.
Eu acredito realmente (e exercito no meu trabalho no @casulojoinville) que o A.P.
é o caminho mais construtivo para um desenvolvimento rico com muita autonomia, cabe
aos profissionais ampliar e corrigir enquanto a criança explora, cria, transforma, brinca e cresce.
Preparar é muito prazeroso também, mas nem sempre é fácil começar, vamos pelo começo?
➡️ É preciso abandonar velhos hábitos de que criança precisa de tudo muito colorido, muita variedade, quantidade.
➡️ Altas expectativas nos levam frequentemente a frustrações! Faça sem grandes pretensões e se surpreenda!
➡️ Escolha bem os materiais, o espaço, o momento...
Mas não defina em demasia os objetivos e habilidades a serem trabalhadas.
➡️ Tenha os olhos curiosos e criativos das crianças, escolha e organize com sensibilidade.
➡️ Tente de novo e de novo!
Ana Kita
segunda-feira, 12 de agosto de 2019
O gosto de tudo - Jura Arruda
Dos cômodos de uma casa, a cozinha é a que traz mais aconchego. Ainda que a casa tenha uma sala de visitas, é na cozinha que os encontros costumam acontecer. Na casa de minha infância, nunca tivemos uma espaçosa, mas não importava o tamanho, era ali que nos reuníamos enquanto as panelas fumegavam e bebidas eram servidas. Talvez, daí, venha essa vontade de encontros em volta de uma mesa ou do prazer de conversar enquanto se corta a cebola ou pica-se a salsinha. Da cozinha para o mundo, gosto de provar o novo. Durante minha estada no Nordeste, experimentei frutas inéditas, provei pratos regionais, ouvi histórias novas.
Dei-me à escrita tardiamente, mas já trazia na alma esse interesse por tudo de que é feito um escritor. E por ser assim, sou das diferenças, sou da multicultura e até mesmo da contracultura, porque vejo na diversidade o bem maior da humanidade. Quero provar o chá das cinco com um grupo de anciães; descobrir o que tramam os jovens nos pátios das escolas; participar de uma roda de Gaia, beber uma bebida indígena que expanda minhas percepções; quero o samba num galpão de escola; e saber dos gêneros do amor. Quero encontrar a alma de tudo que vive.
Não consigo conceber a ideia de uma sociedade ensimesmada em ridículas tradições, no preconceito e na incapacidade de enxergar no diferente a riqueza das histórias. E esses são tempos de intolerância e violência, que repetem o passado, mesmo diante de tanta informação e progresso. Mais do que projetos arquitetônicos, nossas cidades construíram imensos abismos. Mas lá na cozinha de casa, em que meus pais acendem o fogo para mais uma refeição e contam de seus dias, aprendi que sempre há lugar para o novo e para mais um. Lá não há ódio que encerre amores, nem fé cega que vá condená-los. Lá, a mistura de sabores nos permite saber do índio, do negro, da mulher e suas lutas, dos gêneros do amor.
Se a diversidade fere os olhos de quem, na pequenez de sua crença ou na certeza pueril de suas vontades, não aceita, vive num abismo que o separa da cozinha e perde o sabor da vida.
domingo, 11 de agosto de 2019
sábado, 10 de agosto de 2019
sexta-feira, 9 de agosto de 2019
Disciplina Positiva
A cena é a seguinte: você está naquele almoço de família e sua criança faz o tempo fechar. Aquela tia que você não vê há séculos já começa a olhar torto, a avó já começa a cochichar que isso é falta de umas boas palmadas, você pode até ler o pensamento do seu primo que é "no meu tempo, não havia essas frescuras". Uma coisa todos eles têm em comum: eles esperam um comportamento violento de você. Um pouco nervosa, você pensa em acalmar aquela criança. A primeira dica é procurar um lugar reservado pra vocês tentarem resolver a questão longe de olhos que não conseguem enxergar além da violência. Se não conseguir sair do local, imagine-se dentro de um ambiente protegido por paredes invisíveis onde ninguém pode te ouvir. Respire. Olhe pro comportamento, mas tente achar o que há por trás dele. Essa criança precisa de atenção? Está cansada? Precisa dormir? O que está acontecendo? Depois de identificar, tente resolver a causa da birra. Se está com sono, a criança precisa dormir. Se está com fome, precisa comer. Às vezes, a coisa é simples pra nós, mas eles ainda são pequenos pra se expressarem através da linguagem. Enquanto todo mundo aguarda violência, seja o amor que sua criança precisa. Fonte: Quartinho da Dany
quinta-feira, 8 de agosto de 2019
Mundo em Cores
Em vez de agir utilizando ameaças, gritos e castigos - que acabam por promover uma descarga de cortisol e adrenalina no cérebro da criança, resultando em aumento de pressão arterial e açúcar no sangue - que tal experimentar educar com consequências?
Isso quer dizer que se seu filho fizer algo considerado inadequado, sempre que possível ele deve arcar com as consequências dos seus atos. Ou seja, nossa ação para com a criança tem de ter relação com o que ela fez.
Dessa forma, mostramos aos nossos filhos que determinada ação gera determinada reação. Se, ao contrário, apenas os colocamos de castigo, eles podem não entender o que fizeram e voltar a repetir o comportamento.
Já quando oferecemos recompensas às crianças em troca de um bom comportamento, por exemplo, podemos fazer com que se comportem bem apenas porque querem nos agradar ou porque estão interessadas no que vamos lhe dar.
Em vez de ameaças, gritos, castigos e punições, aprenda uma forma diferente: guie, respeite e oriente a sua criança!
Primeiro princípio Huna
Ike é o primeiro princípio e significa consciência e conhecimento
e pode ser traduzido como "o mundo é o que você pensa que ele é."
quarta-feira, 7 de agosto de 2019
Ho'oponopono - Princípios Huna
Os princípios Huna são os princípios que orientavam e orientam os povos nativos havaianos em suas vidas. Através deles, eles construíam e constroem sua crença sobre o mundo: "o que é isso que estava "pronto" quando cheguei?" A resposta? Nada mais é do que o resultado do que você pensa e acredita que ele seja.
Isso tem um significado muito importante para nós, pois, muitas vezes, acreditamos que as coisas são como são e não há como modificá-las.
Entretanto, através do Ho'oponopono temos a chance de purificar as memórias que nos fazem viver no mundo acreditando no que acreditamos. Ao nos libertar dessas memórias, nossas crenças mudam e, consequentemente, o mundo também.
Talvez você não aceite muito nisso, mas como seria a sua vida se você tivesse a certeza de que você está destinada a receber tudo que sempre desejou? Como seria o seu mundo se você tivesse a certeza de que o amor, a prosperidade e a felicidade são parte do seu destino? Como você veria as situações pelas quais você passa - suas dificuldades e conquistas?
Convido você a purificar memórias hoje e escolher o mundo onde você quer viver.
Sinto muito. Me perdoe. Te amo. Sou grata.
terça-feira, 6 de agosto de 2019
Mentira
Se você é pai ou mãe de uma criança com mais de 3 anos, certamente já a surpreendeu contando uma mentira. Mas o que fazer nesses casos?
* É importante destacar que crianças misturam realidade e fantasia e aí pode surgir a mentira. Conforme vão amadurecendo, conseguem distinguir o verdadeiro do falso;
* Crianças de até 3 anos dificilmente compreendem isso, mas espera-se que uma de 10 anos já saiba essa diferença. Portanto, antes dos 3 anos não se deve punir o seu filho por dizer uma mentira;
* De maneira geral, quando têm consciência do que é a mentira, crianças e adultos mentem por motivos parecidos: para evitar problemas, para obter algum ganho, para impressionar ou proteger outra pessoa, ou para ser educado;
* Os pais precisam mostrar aos filhos que mentir é errado e traz consequências. E uma delas é que as pessoas não acreditam mais naqueles que mentem;
* Por isso, identifique o motivo da mentira, deixe clara a sua desaprovação e mostre a sua admiração quando ele disser a verdade;
* Evite contar outra mentira para repreender a sua criança, como: "olha, seu nariz vai crescer". Fica claro que não se deve ensinar seu filho a falar a verdade, mentindo;
** Dê o exemplo! Cuidado ao dizer para alguém, ao telefone, que não está em casa, quando está. Seu filho está observando tudo.
Fonte: Mundo em Cores
Campanha Agosto Lilás
MULHERES EM AÇÃO: EDUCAÇÃO E TRANSFORMAÇÃO
Dia: 17 de agosto de 2019
Horário do evento: 13h às 18h
Endereço: Rua Julião Francisco de Oliveira, 215 Bairro Itinga - Araquari/SC
Ligue para (47)3466-6734 ou envie um e-mail para institutomovimentoong@gmail.com
Horário do evento: 13h às 18h
Endereço: Rua Julião Francisco de Oliveira, 215 Bairro Itinga - Araquari/SC
Ligue para (47)3466-6734 ou envie um e-mail para institutomovimentoong@gmail.com
Programação:
Curso de Políticas Públicas de Gênero - Certificado pelo MEC
Oficina Recicla II - IFC
Ônibus Lilás - atendimento
Inauguração Horta comunitária
Sobre o Curso
Para tratar sobre as Políticas Públicas de Gênero, o conteúdo revê parte da história das mulheres no Brasil e avalia conceitos como empoderamento, igualdade e equidade de gênero.
Além disso, desmembra temáticas como violência contra as mulheres, saúde, direitos sexuais e reprodutivos e mercado de trabalho.
Conteúdo Programático
* Revendo parte da história das mulheres no Brasil;
* Empoderamento, igualdade e equidade de gênero;
* Políticas públicas, gestão estatal e cidadania feminina;
* Transversalidade de Gênero;
* Violência contra as mulheres;
* Saúde, direitos sexuais e reprodutivos;
* Participação das mulheres no mercado de trabalho;
* Mulheres e empoderamento político.
Curso de Políticas Públicas de Gênero - Certificado pelo MEC
Oficina Recicla II - IFC
Ônibus Lilás - atendimento
Inauguração Horta comunitária
Sobre o Curso
Para tratar sobre as Políticas Públicas de Gênero, o conteúdo revê parte da história das mulheres no Brasil e avalia conceitos como empoderamento, igualdade e equidade de gênero.
Além disso, desmembra temáticas como violência contra as mulheres, saúde, direitos sexuais e reprodutivos e mercado de trabalho.
Conteúdo Programático
* Revendo parte da história das mulheres no Brasil;
* Empoderamento, igualdade e equidade de gênero;
* Políticas públicas, gestão estatal e cidadania feminina;
* Transversalidade de Gênero;
* Violência contra as mulheres;
* Saúde, direitos sexuais e reprodutivos;
* Participação das mulheres no mercado de trabalho;
* Mulheres e empoderamento político.
segunda-feira, 5 de agosto de 2019
Honestidade
Três estudantes não fizeram um exame, porque não estudaram. Eles elaboraram um plano; sujaram-se com graxa, óleo e gasolina e foram ao professor: "Professor, pedimos desculpas. Não pudemos vir ao exame, pois estávamos num casamento e no caminho de volta o carro quebrou, por isso estamos tão sujos, como pode ver".
O professor entendeu e deu-lhes três dias para se prepararem. Apos três dias, eles foram ao exame muito bem preparados porque tinham estudado.
O professor colocou-os em salas separadas e aplicou a prova que tinha apenas quatro perguntas:
1. Quem casou com quem?
2. Que horas o carro quebrou?
3. Onde exatamente o carro quebrou?
4. Qual é a marca do carro?
NOTA: Se as respostas forem idênticas, estarão aprovados. Boa sorte!
Ser honesto significa "escolher" não mentir, roubar, enganar ou trapacear de modo algum.
Quando somos honestos, desenvolvemos a força de caráter.
domingo, 4 de agosto de 2019
A paz começa comigo!
Uma elefanta e uma cadela ficaram grávidas ao mesmo tempo.
Dois meses depois de engravidar a cadela deu a luz à 6 lindos filhotinhos. Mais 6 meses se passaram, e a cadela engravidou novamente. Depois de outros 2 meses, outros oito filhotes. Já haviam se passado 18 meses, quando a cadela encontra a mamãe elefante, e resolve zombar dela: "Nossa! Você tem certeza que está grávida? Já tive 14 filhotes nesse tempo todo, enquanto você só engordou, e não pariu nenhum! Tem certeza que vai sair alguma coisa daí?", perguntou rindo e apontando com desdém.
De cabeça baixa, porém confiante, a elefanta respondeu: "Sim, estou grávida. Demorarei mais para dar a luz, mas quando acontecer, você vai saber! Quando meu filhote andar, o chão por onde ele passar vai tremer. A Terra toda vai saber onde ele está e todos vão parar para deixá-lo passar! O tamanho da gravidez é do tamanho do que ela gera! Você gerou 14, pequenos. Eu gerarei só 1, mas ele vai ser gigante, e impossível de não se notar!"
Se tem alguém questionando você sobre a sua demora para se formar, para encontrar um emprego melhor ou o amor da sua vida, seja paciente! Nem todo mundo sabe que dá trabalho fazer nascer coisas grandes, excelentes e poderosas. O mundo todo vai notar quando você der a luz ao seu sonho, e ele vier à tona. Sonhos grandes fazem a Terra toda tremer.
sábado, 3 de agosto de 2019
Blecaute por Jura Arruda
Não sei quantos erros Modesto cometeu.
Seu rosto envelhecido traz muitas marcas, seu olhar pede compaixão. Uma das mãos segura o braço da outra numa tentativa ineficiente de conter a dor. Sua fala é entrecortada por suspiros, e os olhos, com frequência, aguam lágrimas que não se permitem cair e, por isso, inundam-me.
Chegou ontem na cidade onde moram a mãe e a irmã. Ele não as vê há anos e não sabe se será bem recebido.
O frio aumenta a dor.
Há desgaste nas cartilagens de Modesto, mas não há desgaste de sua esperança. A fala é pausada e suave, de quem aprendeu que não é preciso gritar para pedir socorro. Modesto pede socorro quando baixa o olhar, quando sorri, quando se move com dificuldade. Lemos as páginas iniciais de Blecaute, do Marcelo Rubens Paiva: três amigos que resolvem estudar espeleologia entram em uma caverna e, porque o rio enche, ficam presos por alguns dias. Quando saem, as pessoas estão petrificadas, há uma atmosfera de pós-apocalipse e eles entendem que são os únicos seres humanos que restaram.
O livro mexe com Modesto. Proponho falarmos sobre o que faríamos se pudéssemos recomeçar o mundo, ele fica pensativo, quase posso ver em sua mente uma sequência de imagens e possibilidades. Ele me olha e sorri, “Se a maré subir, cada um vai para um lado…”, é de solidão que Modesto parece ser feito. Aperta um dos braços com a mão e seus lábios se contorcem numa tentativa de conter a dor.
Na hora de ir embora, entrego o livro para ele, que me retribui com os olhos aguando gratidão. Queria ter feito mais, queria ser mais do que um cidadão que cumpre seus deveres sem saber direito para quê. O Estado anda matando-nos aos poucos, arrancando-nos a cartilagem que outrora nos permitia movimentos. Assistimos calados ao aumento de pessoas em situação de rua, às perdas do que há tão pouco conquistáramos.
Modesto vai passar frio antes de reencontrar a família, vai sentir dor na madrugada vazia, talvez fome. Eu vou acordar às três e lembrar dele, talvez não volte a dormir, esperando um novo amanhecer nesse país que perdeu o rumo.
sexta-feira, 2 de agosto de 2019
Resiliência
A resiliência é a capacidade de o indivíduo lidar com problemas,
adaptar-se a mudanças, superar obstáculos ou resistir à pressão de situações adversas
- choque, estresse, algum tipo de evento traumático, etc.
- sem entrar em surto psicológico, emocional ou físico,
por encontrar soluções estratégicas para enfrentar e superar as adversidades.
Você é resiliente em sua vida e missão?
quinta-feira, 1 de agosto de 2019
quarta-feira, 31 de julho de 2019
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