sábado, 11 de julho de 2020

Por Rosana Souza...

"Somos o que pensamos. 
Tudo o que somos surge com nossos pensamentos. 
Com nossos pensamentos, fazemos o nosso mundo".
(Buda)

Todos querem ter abundância, mas nem todos ainda compreendem que a mente cria a nossa realidade.
Aonde concentramos nossa atenção, está o nosso foco, nele a nossa energia e consequentemente é o que ganha força.
Onde está seu foco?

Quando sua mente está focada nas preocupações, na falta, 
no medo de não ter o suficiente ou de não dar conta de alguma coisa, 
toda sua energia está sendo drenada para reforçar a falta, a escassez. 
Observe que o tempo que você gasta pensando na escassez pode ser utilizado 
para buscar soluções e possibilidades para atrair a abundância.
O medo e o desespero deixam a mente confusa. 
A confusão mental cria uma barreira que impede de ver a situação como ela é,
 bloqueando o acesso as soluções.

Perceba que o Universo te oferece constantemente, 
infinitas possibilidades para que tenhas uma vida próspera e feliz.
É preciso reconhecer isso, resignificar as crenças limitantes e reeducar sua mente 
para melhorar a qualidade dos seus pensamentos, pois são eles que criam a sua realidade.
É preciso ampliar as possibilidades e permitir que o fluxo de energia da abundância atue em sua vida.

Não se acomode. Todos temos o mesmo direito à prosperidade.
A prosperidade te possibilita vivenciar experiências importantes 
para seu crescimento e evolução espiritual.
Não limite a sua mente. 
Lembre-se: “A mente é igual um paraquedas: Só funciona aberta.”

Confucius

A energia perde...

"Se você disser "sinto sua falta",
E o outro o mesmo não sente,
A energia está perdida.

Se você der um abraço muito forte,
E o outro não sustenta.
A energia está perdida.

Se você cozinhar algo gostoso e
- ao compartilhar com amor -
O outro não vê nem agradece.
A energia está perdida.

Se você quiser se expressar
- amorosamente -
E o outro não te compreende.
A energia está perdida...

A energia deve fluir livremente.
Como uma espiral ascendente,
enquanto, se isso não acontecer...
Haverá um desperdício energético.
E o mais evidente
Será que você se sinta triste.
cansado e impotente.

Se você quer ajudar,
E o outro se ajudar não quer.
A energia está perdida.

Portanto, procure sempre
Cercar-se de seres com alma pura.
seres que te lembrem da sua inocência.
Que te permitam ser você mesmo...
seres que saibam o que você vale
E refletir a luz que você é sempre."

Leia, leia

Eco

sexta-feira, 10 de julho de 2020

Helena Montenegro em "Chave para toda vida"

“A todo pensamento negativo que venha à sua mente diga: 
Tiro o poder dessa energia e transformo-a em luz.

A toda palavra negativa ouvida ou mal dita que saia da tua boca diga:
Tiro o poder dessa energia e a transformo em luz.

A todo sentimento discordante de doença, inveja, ressentimento 
que você possa perceber ou sentir diga: 
Tiro o poder dessa energia e a transformo em luz.

É necessário transmutar, transformar e 
transformar tudo o que é opaco em luz.

Quando repetimos constantemente esta frase, 
estamos bloqueando que energias mal qualificadas 
entrem na nossa mente inconsciente.

Lembre-se, a tudo o que não suportes na sua vida, 
repete com firmeza: 
"Tiro o poder dessa energia e transformo-a em luz".

Sri Prem Bab

Coração selvagem (Belchior)

Meu bem, guarde uma frase pra mim dentro da sua canção
Esconda um beijo pra mim
Sob as dobras do blusão
Eu quero um gole de cerveja
No seu copo, no seu colo e nesse bar
Meu bem, o meu lugar é onde você quer que ele seja
Não quero o que a cabeça pensa
Eu quero o que a alma deseja
Arco-íris, anjo rebelde
Eu quero o corpo, tenho pressa de viver
Mas quando você me amar
Me abrace e me beije bem devagar
Que é para eu ter tempo
Tempo de me apaixonar
Tempo para ouvir o rádio no carro
Tempo para a turma do outro bairro ver e saber que eu te amo
Meu bem, o mundo inteiro está naquela estrada ali em frente
Tome um refrigerante, coma um cachorro-quente
Sim, já é outra viagem
E o meu coração selvagem tem essa pressa de viver
Meu bem, mas quando a vida nos violentar
Pediremos ao bom Deus que nos ajude
Falaremos para a vida
Vida, pisa devagar, meu coração, cuidado, é frágil
Meu coração é como vidro, como um beijo de novela
Meu bem, talvez você possa compreender a minha solidão
O meu som, e a minha fúria e essa pressa de viver
E esse jeito de deixar sempre de lado a certeza
E arriscar tudo de novo com paixão
Andar caminho errado pela simples alegria de ser
Meu bem, vem viver comigo, vem correr perigo, vem morrer comigo
Meu bem, meu bem, meu bem
Talvez eu morra jovem, alguma curva no caminho
Algum punhal de amor traído completará o meu destino
Meu bem, vem viver comigo, vem correr perigo, vem morrer comigo
Meu bem, meu bem, meu bem
Meu bem, meu bem, meu bem
Que outros cantores chamam baby

Escreva corretamente...

Nossa companhia

quinta-feira, 9 de julho de 2020

Como uma onda

"Nada do que foi será
De novo do jeito que já foi um dia
Tudo passa, tudo sempre passará
A vida vem em ondas, como um mar
Num indo e vindo infinito
Tudo que se vê não é
Igual ao que a gente viu há um segundo
tudo muda o tempo todo no mundo
Não adianta fugir
Nem mentir pra si mesmo agora
Há tanta vida lá fora
Aqui dentro sempre
Como uma onda no mar"
.

Lulu Santos

Helena Montenegro

Sufixos por Eduardo Affonso

A língua brasileira é paupérrima em sufixos.
Os portugueses, sim, têm um monte deles. Por isso conseguem criar, com o sufixo “ano”, a partir da palavra Itália, a palavra italiano. A partir de Índia, indiano. De Coreia, coreano. De Alentejo, alentejano.

Têm o sufixo “ense”, que faz belenense, belmontense, catarinense, maranhense.
Têm o “ês”, que formou português, francês, inglês, galês, chinês.

O “ão”, que lhes deu bretão, alemão, afegão, catalão, parmesão – e aldeão, vilão, cidadão.
Têm o “eta” de lisboeta.
O “ita” de vietnamita, moscovita.
O “oto” do minhoto.
O “ino” de latino, londrino, bizantino, nova iorquino.
O “ista” de sulista, nortista, paulista.
O “enho”, que dá panamenho, hondurenho, porto-riquenho.
Têm até o “eiro”, que é de formar profissão, mas serve para brasileiro, mineiro, campineiro.
Nós, falantes da língua brasileira, não dispomos desses recursos e temos que importar – com o dólar no patamar em que está! – um sufixo estrangeiro, o “er”.
Tudo começou em São Paulo, com os “farialimers”, os mauricinhos do condado da Faria Lima. Realmente, ficava mal chamar aqueles uorcarróliques, consumistas, fechionistas, conservadores e endinheirados de farialimeiros, fariamanos, farialimenses ou farialimões.
A coisa desandou quando se percebeu que os alternativos, bichos grilos, progressistas e mais quebrados que arroz de terceira de Santa Cecília eram os “santacecíliers”, e não santacelistas, santacecilenhos ou santacecilhotos.
Urge colocar uma barreira sanitária em Queluz para impedir que isso se propague até o Rio de Janeiro – antes que a garota de Ipanema vire uma carióquer, que o camelô da Saens Peña se torne um tijúquer e eu, aqui na Barra, me veja transfigurado num emergênter.
Teríamos os farmedeamoêders desfilando com suas bermudas de bainha dobrada e camisas floridas, os diasferrêirers pagando por um sushi o valor de um Gol 1.6, os lápers tomando litrão e corote com seus vestidos mariamijona e camisetas de Che Guevara. Os jardimpernambúquers, os altoleblôners e os baixogávers lançando tendências logo copiadas pelos sãocristóvers, vilaisabélers, bangúers, realênguers, cascadúrers e mesmo meritíers e belforrôxers.

Na política, agora temos os quarentêners, que, feito gases nobres, não se misturam, e os adeptos da C18H26ClN3, também conhecidos como cloroquiners.
Se a moda tivesse chegado antes, teríamos tido coxínhers e mortadélers – muito mais finos e requintados que os dessufixados coxinhas e mortadelas.
Pensando bem, a culpa não é dos rípsters paulísters, porque em 2016, ainda que não tivéssemos os ególpers, já tínhamos os foratêmers.

Chá pra alma

O dinheiro pode comprar...

                                                  

quarta-feira, 8 de julho de 2020

Reflexão

- Mestre, como posso enfrentar o isolamento?
- Limpe sua casa. Muito bem. Em todos os cantos. Mesmo aqueles que você nunca teve vontade, coragem e paciência de tocar.
Torne sua casa brilhante e cuidada. Remova a poeira, as teias, as impurezas. Até as mais escondidas.
Sua casa representa você mesmo: se você cuida dela, você também cuida de si.
- Mestre, mas o tempo está longo.
Depois de cuidar de mim através da minha casa, como posso viver o isolamento?
- Conserte o que você pode consertar e elimine o que você não precisa mais.
Dedique-se ao remendo, borda os arranques das suas calças, costura bem as bordas desfiadas dos seus vestidos, restaura um móvel, conserte tudo o que vale a pena reparar.
O restante joga fora, com gratidão e com consciência de que seu ciclo terminou.
Arrumar e eliminar fora de você, permite consertar ou eliminar o que está dentro de você.
- Mestre e depois fazer o quê? O que posso fazer o tempo todo sozinho?
- Semeia.
Uma semente em um vaso. Cuide de uma planta, regue-a todos os dias, fale com ela, dê um nome, tire as folhas secas e as ervas daninhas que podem sufocá-la e roubar energia vital preciosa.
É uma maneira de cuidar das suas sementes interiores, dos seus desejos, das suas intenções, dos seus ideais.
- Mestre e se o vazio vier me visitar? ... Se o medo da doença e da morte chegar?
- Fale com ele.
Prepare a mesa para ele também; reserve um lugar para cada um dos seus medos.
Convide-os para jantar com você. E pergunte-lhes por que eles chegaram de tão longe até sua casa. Que mensagem querem trazer. O que eles querem te comunicar?
- Mestre, acho que não consigo fazer isso...
- Não é o isolamento o seu problema, mas sim o medo de enfrentar seus dragões interiores. Aqueles que você sempre quis afastar de você. Agora você não pode fugir. Olhe nos olhos deles, ouça-os e descobrirá que foi colocado contra a parede.
Você foi isolado para poder falar com você.
Como as sementes, que só podem brotar, se estiverem sozinhas.
Autor desconhecido

Uns, outros...

À palo seco - Belchior

Se você vier me perguntar por onde andei
No tempo em que você sonhava
De olhos abertos, lhe direi
Amigo, eu me desesperava
Sei que assim falando pensas
Que esse desespero é moda em 76
Mas ando mesmo descontente
Desesperadamente, eu grito em português!

Tenho vinte e cinco anos
De sonho e de sangue
E de América do Sul
Por força deste destino
Ah você sabe e eu tambem sei
Um tango argentino 
Me vai bem melhor que um blues
Sei que assim falando pensas
Que esse desespero é moda em 76
E eu quero é que esse canto torto
Feito faca, corte a carne de vocês!

Um pouco mais de português (as, ás e às)

Ouça

terça-feira, 7 de julho de 2020

Consciência e Equilíbrio entre o Dar e o Receber

"Nossos relacionamentos, bem como nossas experiências
 de culpa e inocência, começam com o dar e o receber. 
Nós nos sentimos credores quando damos e devedores quando recebemos. 
O equilíbrio entre o crédito e o débito é a segunda dinâmica
 fundamental de culpa e inocência nos relacionamentos. 
Favorece todos os relacionamentos, pois tanto o que dá quanto
o que recebe conhecem a paz se o dar e o receber forem iguais"

Bert Hellinger
(trecho extraído do livro A Simetria Oculta do Amor, pág. 31, Ed. Cultrix)

"O primeiro"

Como nossos pais - Belchior

Não quero lhe falar
Meu grande amor
Das coisas que aprendi
Nos discos
Quero lhe contar como eu vivi
E tudo o que aconteceu comigo
Viver é melhor que sonhar
Eu sei que o amor
É uma coisa boa
Mas também sei
Que qualquer canto
É menor do que a vida
De qualquer pessoa
Por isso cuidado meu bem
Há perigo na esquina
Eles venceram e o sinal
Está fechado prá nós
Que somos jovens
Para abraçar meu irmão
E beijar minha menina na rua
É que se fez o meu lábio
O meu braço e a minha voz
Você me pergunta
Pela minha paixão
Digo que estou encantado
Como uma nova invenção
Vou ficar nesta cidade
Não vou voltar pro sertão
Pois vejo vir vindo no vento
O cheiro de nova estação
Eu sinto tudo na ferida viva
Do meu coração
Já faz tempo
Eu vi você na rua
Cabelo ao vento
Gente jovem reunida
Na parede da memória
Esta lembrança
É o quadro que dói mais
Minha dor é perceber
Que apesar de termos feito
Tudo, tudo, tudo, tudo que fizemos
Ainda somos os mesmos
E vivemos
Ainda somos os mesmos
E vivemos
Como os nossos pais
Nossos ídolos
Ainda são os mesmos
E as aparências, as aparências
Não enganam não
Você diz que depois deles
Não apareceu mais ninguém
Você pode até dizer
Que eu tô por fora
Ou então
Que eu tô inventando
Mas é você que ama o passado
E que não vê 
É você que ama o passado
E que não vê 
Que o novo sempre vem
E hoje eu sei, eu sei
Que quem me deu a idéia
De uma nova consciência
E juventude
Está em casa guardado por Deus
Contando seus metais
Minha dor é perceber
Que apesar de termos feito
Tudo, tudo, tudo, tudo que fizemos
Ainda somos os mesmos
E vivemos
Ainda somos os mesmos
E vivemos
Ainda somos
Os mesmos e vivemos
Como os nossos pais!

O menino e o tamanho de Deus

Sobre o tempo...

segunda-feira, 6 de julho de 2020

O Coronavírus pela visão budista...

Discípulo:
Mestre, é tão difícil entender o por que de um vírus tão agressivo. Qual é o propósito?

Mestre:
Aprendizado. Essa pandemia foi gerada pelo homem através das constantes violações das leis universais.

Discípulo:
Mas algo tão ruim vai causar muita destruição.

Mestre:
O coronavírus não é ruim. Também não é bom. É necessário, o que é muito diferente.

Não há nada errado com o universo. Se o coronavírus está presente, é porque a Divindade permitiu, de outra forma ele não poderia existir.

A idéia de bem e mal é gerada em sua mente, que julga a partir da sua ignorância um evento que por si só é neutro.

Discípulo:
Mas tantas pessoas estão sendo infectadas no mundo, tantas outras ficarão sem comer. Muitos idosos, homens e mulheres. Isso é muito injusto.

Mestre:
O injusto não existe no amor universal. Isso existe apenas em sua mente que não entende o propósito profundo.

O que existe é o justo, o preciso, o exato, o correspondente e a sintonia.

Existe um processo evolutivo necessário que consiste em uma coleta constante de informações. Um aprendizado enfrentando as dificuldades que a vida nos apresenta, para que, em meio ao caos e ao sofrimento gerado, descubramos o princípio do amor que se encontra na própria vida.

E esse princípio de amor é o que nos libertará das limitações humanas e nos fará corresponder às experiências com muito mais satisfação e harmonia.

Você precisa entender que ninguém experimenta uma experiência que não corresponde a ela. E se corresponder a ela, ele a viverá, seja na resistência, na cura ou na morte física.

O coronavírus não é ruim. É uma boa oportunidade, pois muitas pessoas estão aprendendo com isso. O nível de consciência do planeta está subindo, estamos sentindo a necessidade de desenvolver grandes ferramentas de amor, como a aceitação, a apreciação e a adaptação. A paciência, a tolerância, o respeito por nós e por todos os seres vivos.

Pode ser um teste difícil, mas não é ruim. Você poderá crescer graças a ele.

Se você parar de ver o coronavírus através dos medos e começar a vê-lo pelo seu entendimento poderá reconhecer o valor que existe nele. Então você passará neste teste que a vida está lhe apresentando.

A decisão está em você. Você recebeu o poder de tomar decisões através do seu livre-arbítrio, e estas serão respeitadas por todo o universo.

Você pode escolher o medo ou escolher o amor. A decisão é sua.

Neste momento, qual a decisão que você está tomando? Você escolheu medo ou o amor?

A escolha é sua, mas terá um resultado, que também é seu e você terá que assumir.

Se você decidiu pelo medo, irá gerar destruição na sua paz, na sua energia vital, nos seus relacionamentos e na sua saúde.

Se você decidiu amar, passará no teste que a vida lhe apresenta e não precisará mais sofrer para o aprendizado dessa, importante, lição.

Tenha como opção o amor, porque ele é sempre o melhor caminho.

Discípulo:
E como faço para trilhar o caminho do amor e não do medo?

Mestre:
Torne-se um ser imperturbável, invulnerável. Busque a sua força interior e trabalhe a sua transformação, para que sua paz e felicidade não dependam do externo.

Pare de ver problemas e comece a ver oportunidades, as quais você pode aproveitar para fazer o crescimento interior.

Desenvolva a aceitação. "Tudo o que acontece é perfeito, e se existe e acontece é porque tem um propósito".

"Pai, faça sua vontade, e não minha." "Mostre-me como posso servi-lo melhor."

Aprenda a fluir, superando os obstáculos e os desafios. Desenvolva a sua capacidade de adaptação às novas situações e circunstâncias. Aja com sabedoria em vez de reagir com a incompreensão.

Observe seu pensamento para que ele vibre apenas na alta frequência do amor. Isso lhe trará clareza de espírito e serenidade.

Não compartilhe seus medos com os outros. Compartilhe apenas seu entusiasmo, otimismo e a sua alegria.

Vigie seu verbo para que as suas palavras criem harmonia e faça com que os outros se sintam confiantes e seguros.

Faça amizade com o coronavírus. Não o veja como algo ruim, mas como algo necessário. E fale com ele: "O que você está me ensinando?" "Você é valioso para mim e estou disposto a aprender o que você pode me ensinar." "Assim que eu aprender, você pode ir porque não vou mais precisar de você."

Aproveite a oportunidade que a vida lhe apresenta neste momento, para fazer um trabalho interior, talvez um dos mais importantes dessa experiência.

Que a felicidade esteja sempre em sua caminhada.

O que vale a pena ser feito, vale a pena ser bem feito.

O que traz ânimo, esperança e alegra os corações deve ser divulgado e compartilhado.

Processos

Morte de uma loura de Hilton Gorresen

– Vai embora! – Eu falei, furioso. Pegue seus trapinhos e desapareça.
Ela me encarava com os olhinhos faiscantes, brilho de ódio; saiu do quarto, atravessou a sala e disse friamente: Você não vai mais me ver na sua frente. Depois abriu a porta da sacadinha do prédio e se jogou lá para baixo. Estávamos no décimo andar. 
Desorientado, procurei os sapatos debaixo da cama, joguei uma camisa sobre os ombros e corri para o elevador. Minha cabeça fervia. Meu Deus, que não acontecesse o que eu estava imaginando. O elevador estava ainda parado no segundo andar. Inconscientemente eu desejava que não chegasse nunca, que me poupasse de assistir ao final daquilo que sabia ser inevitável. Quem escaparia de uma queda do décimo andar?
O elevador chegou com seu zunido leve, como um voo de besouro, parou suavemente, e desceram dois jovens. Toquei para baixo. Na calçada estavam umas duas ou três pessoas, diante delas o corpo em decúbito lateral, a saia verde erguida até a cintura, os belos pezinhos descalços, um riozinho de sangue ainda quente brotando dos lábios. Morta. 
Quando a conheci, me apaixonei pela sua beleza um tanto passada, madura, carnes soltas numa saia plissada. Cabelos de um louro esmaecido, com mechas mais escuras, esparramados pelos ombros. Os olhos graúdos, velados pelas sobrancelhas espessas, passeavam com um jeito curioso e sofrido pelas feições dos interlocutores. Mas a boca, a boca vermelha era um vórtice que atraia e tragava os lábios e a alma incautos. Nua, era excitante a pele clarinha, cintura com pequena adiposidade, as pernas coladas umas às outras, porejando suor.
Com meus quase 60 anos, essa conquista tinha o seu preço. Mas suas exigências não eram onerosas, e eu também não era nenhum ingênuo, tinha imposto um limite. Os encontros em meu apartamento, num condomínio de luxo, jantares em bons restaurantes, fins de semana em Camboriú, tudo isso a deixava excitada, e a bem dizer, a princípio embasbacada.
Em alguns meses, a levei para morar comigo. Tinha vindo do interior, onde deixara a mãe e um filho menor, criado pela avó. Não falava de sua vida anterior, sua vida começara aqui, e dizia isso com uma sombra triste nos olhos, como se quisesse afastar uma lembrança que a incomodava. 
Eu a vestia nas melhores butiques, comprei-lhe um Honda prateado, no qual rondava longamente pela cidade, por trás de grandes óculos escuros. Logico, eu não aprovava isso, preferia tê-la em casa, me esperando de banho tomado, perfumada, cubinhos de gelo prontos para o uísque. Tirava os óculos de sobre a testa, mordia furiosamente uma das hastes, me encarava com olhar ao mesmo tempo zombeteiro e raivoso: Você não é meu dono!
Sim, eu a amava, não nego que tinha medo de perdê-la, de que esse seus volteios pela cidade tivessem alguma intenção oculta, era uma mulher ainda jovem, sensual. 
Se antes recebia meus presentes com um brilho nos olhos, me enlaçava o pescoço e lambuzava meus lábios com seus beijos, agora os recebia friamente, como tributo de um servo para sua rainha. Demorava cada vez mais em seus passeios de carro, à tarde. Quando, por acaso, peguei o smartphone que havia lhe dado, reagiu como uma gata parida quando se aproximam de seus filhotes. 
Fui muitas vezes chamado para depor no distrito policial, dei minha versão de sua morte, encerraram o caso e deixaram de me incomodar. Hoje sinto dolorosamente sua falta, doei suas roupas, procuro enterrar as lembranças de seu corpo, seus olhos, sua boca feito fruta se abrindo de madura.
Minha vida parou, muitas vezes minha cabeça gira, o coração dispara, sinto que não conseguirei me erguer de baixo dos destroços de minha alma. Ela abriu a porta da sacada e se jogou do décimo andar... Preciso repetir isso mil vezes para sufocar a terrível verdade: eu é que a empurrei para a morte.

Português

Qual é a maneira correta: falaram ou falarão?

As duas estão certas. A diferença é o tempo verbal.

Veja na imagem para não errar mais...



Marcio Kuhne

domingo, 5 de julho de 2020

E se não passar? Martha Medeiros

Estamos há quase quatro meses mergulhados numa pandemia que mudou nossos hábitos, nos impôs restrições, nos distanciou fisicamente e nos colocou frente a frente com nossas fragilidades. Vai ficar por isso mesmo?
Quando iniciou, parecia apenas uma onda gigante e repentina. Se soubéssemos nos manter à tona, boiando sobre ela, obedientes e respeitosos diante do seu tamanho, nada de muito ruim iria nos acontecer e logo reencontraríamos a calmaria. 
É o que vem acontecendo nos países europeus, que estão retomando as atividades cotidianas, dando um passo de cada vez. O Brasil, caótico por natureza, vai levar mais tempo, nenhuma novidade. Três, seis, dez meses? Quando teremos nossa vida de volta? 
Talvez nunca, não como era antes. É provável que tenhamos que assimilar que a nossa atual precariedade determinará novos modelos de conduta daqui para frente. 
Lavar as mãos, usar máscara e evitar aglomerações: já estamos nos acostumando. Poderíamos nos acostumar agora com o desprestígio da ostentação e do consumismo delirante. Continuaremos comprando comida, roupas e remédios, precisaremos de um bom teto como sempre precisamos, mas nossos luxos talvez mudem – tomara que mudem. Hora de privilegiar as questões humanas, se soubermos aproveitar a oportunidade. 
Não chego a falar de um renascimento espiritual, que soaria pomposo, mas acredito, sim, que a tendência é reavaliarmos nosso estilo de vida. As grandes metrópoles se tornaram zonas de contágio, e um êxodo urbano não seria má ideia: sair em busca de desintoxicação, mais atividades ao ar livre, cidades menores, menos concentração populacional. 
A arte também se beneficiará desta pandemia. Não só por sua valorização evidente (o que teria sido de nós sem livros, música e filmes nesse longo confinamento?), mas também pelo surgimento de talentos até então desconhecidos: as pessoas foram obrigadas a descobrir em si algum dom - artes manuais, gastronomia, desenho digital, colagens, fotografia, vá saber quantos outros. A expressão artística poderá ser nossa grande contribuição à humanidade: não voltaremos a ser apenas consumidores de cultura, mas fornecedores também. 
Não é se apegando a símbolos de status que prestaremos homenagem à nossa sobrevivência, e sim expandindo nossa criatividade, encontrando os amigos, bebendo e comendo com eles, namorando, celebrando as sensações, não as aquisições. Utilidades práticas seguirão bem-vindas, mas as utilidades emocionais é que definirão nosso bem-estar: meditação para dormir melhor, leitura para mais autoconhecimento, empatia para reduzir desigualdades. Já que esta crise é inevitável, que a gente ao menos transforme nosso espanto em sabedoria.

Osho (templo)

A marca do curador por natureza

Localizada na base do dedo mínimo, a marca do curador é composta de quatro ou mais linhas paralelas.


Este sinal indica que a pessoa não apenas possui um grande desejo de ver curada as pessoas ao seu redor, mas que também possui o dom de ser um curador, seja por profissão na área de saúde e bem-estar, seja simplesmente por meio de uma palavra de consolo e de acolhimento, com um pensamento positivo ou oração ou com alguma técnica terapêutica, entre outras formas.

Ou seja, sempre focada no bem-estar de todos com quem encontra, sua doação, de alguma forma, permitirá que ela se conecte com aqueles que precisam de cura e orientação, e nesse momento, é praticamente automático o seu entendimento dos sentimentos daqueles que estão sofrendo.

Esta pessoa tem até o poder de curar, animar ou trazer esperança com um simples olhar e seu poder de restaurar a outra pessoa, acontece em nível físico, mental e emocional. Sua missão é sempre grandiosa, pois sempre faz a diferença na vida de quem se apresenta diante dele ao precisar de algo ou alguma ajuda.

Marca do curandeiro: 
* Você tem a capacidade de tocar o coração dos outros; e encontrar formas de curar cicatrizes físicas e emocionais. 
4-5 linhas é um curandeiro poderoso
6-7 é alguém destinado à cura
8 ou mais linhas é alguém que tem um mestrado em cura desde vidas passadas.

Destino

"O destino une e separa pessoas. 
Mas nenhuma força é tão grande para fazer esquecer 
as pessoas que, por algum motivo, um dia nos fizeram felizes"

Ser humano

     

sábado, 4 de julho de 2020

Receita de Cuca alemã

Hoje em dia, temos variações da receita, muitas vezes ela é repassada por gerações...

Massa: 
1000g de farinha de trigo - 800ml de leite morno
200g de açúcar - 100g de manteiga - 02 ovos
20g de fermento biológico

Farofa:
200g de farinha de trigo - 200g de açúcar
70g de manteiga - canela a gosto

Modo de fazer: 
Misture todos os ingredientes e amasse até que comece a se soltar das mãos.
Unte e enfarinhe uma forma e coloque a massa espalhada pela forma.
Adicione o recheio de sua preferência e por cima a farofa.
Asse por aproximadamente 35-40 min em forno pré aquecido a 180°C.

S. Kierkegaard (oração)

  

A Cura da Árvore Familiar

Muitas vezes quando temos problema de relação com um dos nossos pais ou até mesmo com os dois, isto acontece porque rejeitamos partes de nós mesmos. Por vezes a cura passa pelo afastamento físico. Ao te afastares fisicamente, e se estiveres atento. Vais começar a ver espelhado na tua relação com o mundo o teu pai ou a tua mãe interna. Eles vivem em ti sentados majestosamente nos teus construtos profundos nas tuas ações instintivas nas tuas feridas no teu corpo no amor que pulsa no teu peito e na energia que te anima a alma. Só quando conseguires identificar onde e quando eles se manifestam no teu cotidiano estarás preparado para começar a fazer as pazes internas. Primeiro contigo mesmo e depois com a tua árvore familiar. Ao início podes apanhar um susto, ao perceberes que és um espelho exato daquilo que criticas neles mas a consciência plantará dentro de ti a verdadeira mudança o despertar levarte-á a um caminho de união. Mas lembra-te que é um processo extremamente lento e solitário. A ferida estará curada quando a presença deles não causar qualquer tensão em ti quando conseguires lidar com eles de forma amorosa e em gratidão pelo presente maravilhoso que é estar vivo.

Você ficou de ligar...


"A noite foi um inferno, desespero de esperar
O passado voltou rasgando, você ficou de voltar
Antes que eu sentisse a falta, antes que faltasse o ar..."

Atos falam por si...

sexta-feira, 3 de julho de 2020

Cuca alemã

Você conhece um pouquinho da história dessa delícia?
Streuselkuchen, é a famosa cuca, um bolo de tabuleiro
com farofa, muito popular no sul do Brasil.
Surgiu na região da Silésia, região que pertence hoje em sua maior parte à Polônia. 
De lá, o streuselkuchen se espalhou por todo o território alemão e, mais tarde, pelo mundo. 
Era considerado um alimento de luxo em Berlim no início do século 20, 
era preparado em tabuleiros retangulares e comido em grande quantidade pelas famílias.
A cuca foi trazida para o Brasil pelos imigrantes, 
até hoje é muito famosa nas padarias alemãs.

Pensando com saudades nos amigos...

Belchior em "Divina Comédia Humana"

Estava mais angustiado que um goleiro na hora do gol
Quando você entrou em mim como um sol no quintal
Aí um analista amigo meu disse que desse jeito
Não vou ser feliz direito
Porque o amor é uma coisa mais profunda que um encontro casual

Aí um analista amigo meu disse que desse jeito
Não vou viver satisfeito
Porque o amor é uma coisa mais profunda que um transa sensual
Deixando a profundidade de lado
Eu quero é ficar colado à pele dela noite e dia
Fazendo tudo e de novo dizendo sim à paixão, morando na filosofia

Eu quero gozar no seu céu, pode ser no seu inferno
Viver a divina comédia humana onde nada é eterno

Ora direis, ouvir estrelas, certo perdeste o senso
Eu vos direi no entanto
Enquanto houver espaço, corpo, tempo e algum modo de dizer não
Eu canto...

Gatos pretos e superstição por Milton Maciel

Trazidos pelos romanos do Egito, onde eram animais sagrados, os gatos foram considerados muito úteis pelos europeus, porque comiam ratos, escorpiões, cobras e muitos outros predadores das plantações.
Mas na Idade Média, em 1233, o papa Gregório IX emitiu a bula “Vox in Rama” em que associou os gatos, especialmente os pretos, a rituais de satanismo e bruxaria. Ter um gato em casa tornou-se comprometedor e, se ele fosse preto, a acusação de bruxaria para mulheres e satanismo para homens virou um risco grande demais.
Isso foi suficiente para que uma onda de eliminação em massa dos gatos acontecesse. Não só os gatos pretos, mas os demais passaram a ser vistos pelos supersticiosos europeus como as fontes de todos os males. Esse morticínio dos gatos piorou muito quando, uns 100 anos depois, em 1347, com a chegada da Peste Negra (bubônica) à Europa, os homens atribuíram, para variar, a culpa aos gatos. Foi um verdadeiro genocídio, diminuindo ainda mais a população já muito rarefeita de felinos na Europa.
A Peste Negra, que mataria 200 milhões de pessoas em 5 anos (1347 a 1352), chegou a bordo de navios que vinham da Ásia. Deles saíram os ratos, que se multiplicaram nas cidades portuárias europeias com uma velocidade vertiginosa, porque nelas não havia mais predadores – os gatos. Acontece que (algo impossível de saber-se à época) a Peste Bubônica é causada pela bactéria yersinia pestis, transmitida pelas picadas das pulgas que vivem nos ratos!
Ou seja, por ignorância religiosa e superstição, os europeus eliminaram em massa justamente os únicos animais que os poderiam ter defendido da morte negra. E ainda satanizaram os gatos pretos para sempre.

Rubem Alves

quinta-feira, 2 de julho de 2020

O que é Mahalo?


Mahalo é um termo da língua havaiana e significa “obrigado”, na tradução para o português. A palavra mahalo, assim como a saudação aloha, é considerada sagrada e de extrema importância para o povo havaiano. Na cultura havaiana, algumas palavras são dotadas de mana, que seria uma definição atribuída ao poder espiritual e divino que cada pessoa possui.

Mahalo representa a gratidão sincera que uma pessoa sente por outra e, para o povo havaiano, deve ser utilizada de maneira sábia e honesta. Etimologicamente, o termo “mahalo” possui um significado mais extenso e profundo do que um simples “obrigado”. O prefixo “ma” significa “dentro”, “hâ” quer dizer “respiração”, e “alo” pode ser traduzido para “presença”, “frente” ou “rosto”. Assim, mahalo significaria “que você esteja dentro da respiração divina”, ou seja, uma espécie de prece ou bênção divina que um indivíduo deseja para o outro.

Não me pediria pra repetir...

"Na casa da bruxa"

Na casa da bruxa tem buda, tem santo,
Tem anjo, tem sílfide, fada, duende, gnomo,
Figa, guia, cigano, patuá e orixá.
Na casa da bruxa, tem parede estufada,
Tem piscina, churrasqueira e ducha,
Um quarto pra receber gente boa,
De tudo tem na casa da bruxa.
Tem vassoura, claro,
Mas também tem rodo e pá.
A bruxa ama arrumação,
Tem um grande caldeirão,
Mas detesta limpar.
Limpa por obrigação.
Na casa da bruxa tem ninho,
um montão de passarinho,
tem mico, cachorro e gambá.
Na casa da bruxa, tem reza, prece, amor no coração;
Ninguém quase sabe que a bruxa não é curandeira
Estudou a vida inteira pra ter diplomas na mão
Só que a bruxa sabe, que mais vale a sabedoria
E a intuição do que a pós graduação.
Aqui, na casa da bruxa, tem planta de montão,
Flor pra todo lado, abraço apertado.
Tem um mural lindo.
Ah... Na casa da bruxa tem sempre a porta aberta...
Mas nem entre sem ser convidado
A bruxa é maluca, vai atirar.
Na casa da bruxa tem muita bruxaria,
Muita fé e magia, sempre pra cura e pro bem
Eu, a dona da casa, bruxa de muita fé,
Acredito em tudo que é do bem,
Tem gente que não entende,
Diz até que sou do mal...
Tenho pena desta gente
Isso não é normal... Não se julga assim...
E na minha casa, na casa da bruxa,
Reside o amor, respeito pela natureza,
Acalanto e protejo a beleza,
Coisas que dou valor.
Porque o amor mora na casa da bruxa,
Mora no meu lar, mora em mim.

Respeite o Código de Trânsito Brasileiro

Helena Montenegro

quarta-feira, 1 de julho de 2020

Você gosta de bruxas?

Sabe aquela mulher que prepara um chá de camomila pra você dormir melhor?
E aquela que te dá conselho, ora berrando, ora sussurrando?
E aquela que medita?

Conhece alguma que gosta de rezar pro anjo da guarda?
Ou alguma que envia reiki, prana, deeksha, bolas de luz, good vibes, passes?
E as que olham pras estrelas e vêem constelações e algo mais, você conhece?

E as que tem afinidades com pedras?
E com águas?
E que andam descalças no mato?

Tem alguma amiga que fecha os olhos quando sente o vento?

E sua mãe tem uma mão ótima pra plantas?
E sua tia faz um chocolate quente que parece que te aquece a alma?
Ah, a sua avó faz sapatinhos de tricô que as tramas parecem pétalas de uma florzinha?

E tem também a colega de trabalho estranha que adora tomar banho de chuva.

Ninguém entende isso... Pois é, tudo bruxa!

Sincero, julho!

Clarice Lispector

“Dizem que a vida é para quem sabe viver, 
mas ninguém nasce pronto. 
A vida é para quem é corajoso 
o suficiente para se arriscar e 
humilde o bastante para aprender.”

Palavra do dia: ora-pro-nóbis

Buda