sexta-feira, 24 de abril de 2020

"Os curadores feridos"


Na mitologia grega existe a história de Quíron, um centauro (criatura com corpo de cavalo e tórax e cabeça de homem). Que era superior aos demais centauros. Enquanto os seus irmãos eram beberrões, indisciplinados e propensos à violência. Quíron era inteligente, civilizado e bondoso. Além de célebre por seu conhecimento e habilidade com a medicina.

Ele fora acidentalmente ferido com uma flecha envenenada lançada por Hércules. Por ser imortal, ele não faleceu por causa desse ferimento, todavia, essa ferida era incurável. E se tornou um sofrimento crônico. 

Tal situação de desconforto fez com que Quíron, a partir da sua própria dor pessoal, pudesse entender a dimensão do sofrimento daqueles que curava. Isso o transformou em um exímio curador e o fez ser considerado o Pai das Terapias Curativas, sendo chamado de "Curador Ferido".

Carl Jung se apropriou dessa imagem para dizer que um terapeuta pode ajudar na cura de pessoas, por ele mesmo ser um doente. Mais tarde um padre chamado Henry Nouwen escreveu um livro com esse título, falando da maneira tão mística que homens e mulheres marcados por suas dores são capazes de ajudar pessoas e suas feridas no processo da cura.

Como terapeutas precisamos encarar nossas dores e limitações, e isso nos fará olhar para o outro com empatia, compaixão, misericórdia e amor incondicional. Não somos blindados ao sofrimento, mas podemos usar das nossas próprias dores existenciais para agir com reverência diante da dor do nosso próximo.

Tempo

                                                       

Bençãos

Eii...
Você já parou para reparar no quanto é momentâneo um nascer-do-sol? 
Você olha, aprecia, admira e já se foi, só no outro dia.

Assim são algumas das chances na sua vida: 
Rápidas, surpreendentes e passageiras. 
Piscou? Perdeu. Cochilou? Já era. 
Não levantou cedo? 
Só no outro dia.
Apegue-se às oportunidades que surgirem, às vontades de mudar. 
Jamais deixe nada passar. 
Se acaso não der certo ao menos você arriscou. 
Se acaso não atingir a sua meta, ao menos tentou.

Você sabe que a vida é rápida, mas quando você aceita
 não arriscar, assume a condição de nunca ter.

Querer não é poder, tem que pensar, agir e fazer, porque a vida 
é esse montão de nascer-do-sol que a gente nunca vê. 
A vida é como tentar pegar fumaça. 
Pode ser divertida e também pode ser sem graça. 
É um ciclo, é aquela história sem fim, um filme que passa.
Mas, que você precisa muito acreditar que toda vez terá um final feliz.

Aprenda a aproveitar a vida...
Viver é assim:
Se nem tudo é descida, nem tudo é subida também. 
A vida deve ser essa balança. Equilíbrio.

Aprecie suas bençãos de cada dia!

"Socorro"

Cura

quinta-feira, 23 de abril de 2020

Lindo texto...

Algumas pessoas estão dizendo que o texto apresentado foi escrito em 1869 pela escritora Kathleen O’Meara (1839-1888). Outras dizem que a real autora é Catherine M. O’Meara, uma advogada criminalista que vive nos Estados Unidos, e que o texto foi publicado em março de 2020...

Dica de saúde (banheiro)

"A Sala das Chaves Antigas" - Elena Mikhalkova

Minha avó uma vez me deu uma dica:
Em tempos difíceis, você avança em pequenos passos.
Faça o que você tem que fazer, mas pouco a pouco.
Não pense no futuro, nem no que pode acontecer amanhã. 
Lave os pratos.
Retire o pó.
Escreva uma carta.
Faça uma sopa.
Você vê?
Você está avançando passo a passo.
Dê um passo e pare.
Descanse um pouco.
Elogie-se.
Dê outro passo.
Depois outro.
Você não notará, mas seus passos crescerão cada vez mais.
E chegará o tempo em que você poderá pensar no futuro sem chorar.

Cedilha

Responsabilidade

quarta-feira, 22 de abril de 2020

Julgamentos por Instituto TeApoio

É por isso que coloco tanta energia para que as pessoas que pensam como eu saibam que não estão sozinhas.

Nós, a geração que vai mudar a forma como crianças são educadas, não estamos sozinhos. E precisamos saber disso.

A maior queixa que escuto de mães e pais que escolhem educar os filhos com uma criação consciente é que lidar com os palpites e julgamentos é um grande desafio.

Machuca ouvir da sogra que a criança vai crescer mimada. 
Machuca saber que o marido acha que uma palmada seria mais eficaz. 
Machuca os olhares das pessoas quando você está apenas acolhendo o choro da sua criança.

Muitas vezes dá a sensação de solidão. E a insegurança bate: “Será que estou fazendo tudo errado?”. Não está. 
Você está fazendo de modo diferente e vivemos numa sociedade bastante avessa à mudanças, especialmente quando elas interferem em estruturas de poder.

Há pesquisas, livros, curso e profissionais especializados que defendem o que você acredita: que é possível educar crianças sem violência. Você não está sozinha!

Como tem sido lidar com os palpites e julgamentos por aí?

Dica

Clarice Lispector

"Renda-se, como eu me rendi.
Mergulhe no que você não
conhece como eu mergulhei.
Não se preocupe em entender,
viver ultrapassa qualquer entendimento"

Resiliência

terça-feira, 21 de abril de 2020

Sobre a vida

"O homem com o chapéu ridículo" de Hilton Gorresen

Quando ele ia saindo, a mulher o interpelou:
– Não me diga que você vai sair pra rua com este chapéu ridículo!
A mulher era daquelas que se incomodava com o que os outros iriam dizer, e falou: o que os outros não vão dizer?
– Tô me lixando para os outros. Quem sabe da minha vida sou eu. 
E continuou despejando tudo aquilo que se fala sobre a independência de comportamento. No fundo, ele sabia que era um frustrado. Tinha um empreguinho em pequena empresa e vivia sendo humilhado pelo chefe, com perspectiva de ser despedido; estava inadimplente no banco, a saúde não andava lá essas coisas... Sua teimosia, muitas vezes ridícula, era uma espécie de protesto. Não podia mudar a realidade que o cercava, mas podia mostrar que não se curvava à opinião alheia.
Quando saiu à rua, caminhando, uma criança, no outro lado, puxou pelo vestido da mãe e falou: 
– Mãe, olha lá um homem com o chapéu gozado!
Esperava que criticassem sua teimosia, para ter o prazer de não abrir mão dela; quanto mais o condenavam, mais implicante se tornava. 
Fazia questão que os outros o olhassem e comentassem, chegava a babar de uma falsa satisfação. Essa revolta surda, particular, era tudo o que possuía. Jogava suas frustrações para baixo do tapete, incapaz de enfrentá-las, remando contra a maré da “normalidade”, assim como alguns funcionários compensam sua mediocridade complicando a vida dos usuários.
Se era normal ser um fanático por clubes esportivos ou por partidos políticos – em que o chefe era como um rei, tudo o que falava transformava-se em verdade inconteste – então ele estava fora. Não era também como esses bobocas que ficam transtornados diante de um artista ou de um jogador famoso, gritando e tendo chiliques. Moda, para ele, era uma besteira transitória; depois de algum tempo tudo que fora moda tornava-se ridículo, como os espartilhos femininos ou a calça boca de sino. Como se vê, um “sem noção”.
Dois adolescentes passaram de bicicleta e deram gargalhadas, apontando para ele. Mandou-os para aquele lugar. O que faria se todos o ignorassem? Sua revolta íntima seria um desperdício.
Assim caminhava, mostrando ao mundo sua independência, sua aversão a modas e costumes. Alguns diriam que era um maníaco.
Nesse dia, quem passasse por determinada rua da cidade teria ouvido um estrondo repentino num cruzamento, gente correndo, vidros espalhados pelo chão. E se perguntasse a alguém sobre o acontecido, teria ouvido como resposta:
– Atropelarem um homem com um chapéu ridículo.

Omissão de socorro

A omissão de socorro pode dar ainda até 1 ano de detenção. 
Se a vítima do acidente sofrer lesão corporal ou morrer, a pena poderá ser ainda maior. 
Preste socorro: é um dever de todos nós!

Respeito

segunda-feira, 20 de abril de 2020

Tempo

"És um senhor tão bonito... 
Tempo, tempo, tempo, tempo... 
Vou te fazer um pedido!
Compositor de destinos...
Tempo, tempo, tempo, tempo... 
Entro num acordo contigo"

Mudanças

"Quase acabamos um com outro" de David Gonçalves

– Você ainda me ama?
A pergunta o sobressaltou, como se uma pedra tivesse atingido a testa em cheio.
O que dizer? Balançou as mãos, desconexas, desamparadas. Carregara por aquela mulher um caminhão de pedras. Amara-a, sim. Destemidamente. Afoitamente. Agora...
Parou, escutando, durante longos segundos, bater o coração. Deu alguns passos no quarto semiescuro, escancarou a janela, empurrou a persiana, e a luz quase o cegou.
Amara-a perdidamente. Conheceram a felicidade. Até que... Maldito vício, maldita droga. Começara com cerveja, cigarros, uísque, maconha, depois cocaína, crack...
– Você é culpado por tudo isso.
Talvez fosse. Abandonara-a e levara os dois filhos, que não podiam crescer no meio do lamaçal.
– Por que eles não vêm me ver? 
Um estava nos Estados Unidos. Outro, no México.
– Esqueceu que eles estão fora do país?
Havia esquecido.
Prosa afiada. Discussões. Ameaças. Unhas e garras. Vamos respeitar, pelo menos, as crianças, ele disse. Que se danem, nem sei por que os pari. Aquilo foi a gota d’água. Deixou a casa. Sei me virar sozinha, você não passa de um estorvo, ela gritou aos berros. Todo mês, depositava-lhe boa soma de dinheiro, que era consumida em pó branco. Ela buscava o clímax sobre clímax. 
Cada qual deve cavar o poço que deseja, até ser soterrado pela própria terra.
– Quase acabamos um com outro – ouviu-a dizer.
Está deitada na cama. Uma camisola amarela que parece puxada de seus ombros e enroscada no antebraço, as pernas abertas, com varizes, os braços jogados para o lado. O quarto está repleto de ecos, gritos, súplicas, promessas brutais.
A droga é um corredor rápido para o matadouro, ele pensa. Podia ter sido diferente? Amara-a tanto. Até que o veneno os separou. Viagem sem volta.
– Feche essa maldita janela – ordenou. – Essa luz me ofusca, minha cabeça vai estourar!
A lâmpada sobre a mesa da cabeceira iluminava o perfil decadente, envolvendo-o num brilho impiedoso. Faces encovadas. As linhas em volta da boca, a pele empapuçada e descorada sob os olhos. Fazia dois anos que não a via. Em dois anos a cocaína e a bebida a fizeram mais velha vinte anos. Mudaram não só o corpo, mas o caráter, transformaram-na numa pessoa desconhecida. A beleza se transformara numa figura reduzida à indiferença de uma idiota. Fala desconexa, esquecia tudo, não se comprometia com coisa alguma. Magoava quem fosse com grosseria. O nariz parecia a duas grutas vermelhas, quase em sangue. Os cabelos, tão bem cuidados antes, estavam gordurosos e despenteados, lambuzados de vários tons de tinta, aplicada de qualquer jeito. Havia lixo jogado pelo assoalho e uma ponta de cigarro havia queimado o edredom e chamuscado o lençol encardido. Os travesseiros – sujos de batom e suor, deixavam à mostra manchas pardas de café. As veias dos braços salpicadas de manchas roxas das agulhadas.
O que fora – uma moça cheia de vida e sonhos, lépida. O que se apresentava – pó e sombra. Em dois anos a droga a fizera mais velha vinte anos.
– Você precisa de cuidados médicos. Não pode ficar sozinha. Isso parece um chiqueiro. Vamos, levante-se, tome banho. Vou levá-la.
Com um movimento súbito, voz trêmula de raiva, ela começou a gritar: Assassino! Monstro! Animal! Como todo mundo, você quer me destruir. Não vou pra lugar algum. Se você não tivesse roubado meus filhos, eu não estaria doente. Fez o que fez com o fim exclusivo de me fazer mal. Você é um sádico. Não vou a lugar algum.
As lágrimas saltaram dos olhos. A tinta preta das pestanas se dissolveu e escorreu em longos fios fuliginosos na pele pálida.
Era triste, doído, mas tinha que ter coragem. Resoluto, foi à porta e pediu que os dois enfermeiros fortes, que esperavam há tempo, entrassem. Houve protestos, xingamentos, um berreiro enorme. Foi amarrada, carregada como fardo vivo e despejada na ambulância. Na frente da casa, vizinhos e curiosos espiavam.
– Não houve nada. Voltem pra suas casas – ordenou.
O sol caía alaranjado sobre as ruas e as casas. Ouvia-a dizer: quase acabamos um com outro. 
Que rumos estranhos, a vida...

Celular

Maduros

domingo, 19 de abril de 2020

Mensagem da Deusa Isis por Janete Sanchez*


Quando você deixa de sentir carência, 
todas as coisas se voltam para você.

Quando deixa de brigar com o mundo, 
todos se aproximam para lhe falar de amor.

Quando você aceita, você transforma.

Quando você se atreve a tentar algo novo, 
somem os condicionalismos e o mundo lhe surpreende.

Quando você se torna maleável como a água, 
torna-se uno com todos os poros da terra.

Quando você começa a olhar para você, desaparece o mundo.

Quando você deixa ir o que não é para você, 
esse vazio atrai o que verdadeiramente lhe pertence.

Quando você se perde, você se encontra.

Quando você decide, essa determinação encontra quem você é, 
e lhe sussurra o que você quer.

Quando você desiste da guerra, você ganha a batalha.

Quando aquieta a sua mente, todo um universo se põe aos seus pés.

Quando você não se apressa, tudo se aproxima de você.

Quando você deixa de querer controlar, 
o mundo se acomoda a você.

Quando você escolhe não reagir, muda o resultado.

Quando você aceita as mudanças e a incertezas, 
você deixa de sofrer.

Quando você se torna humilde, o mundo lhe pertence.

Quando você encontra a si mesmo, a busca termina.

Quando você abraça a sua dor, você se torna amiga de si.

Quando você se torna consciente, aparece a Deusa.

*Formatação do texto para o português: Vilma Capuano

Chás

SOS natureza


A Grande Porção de Lixo do Pacífico, chamada ainda de Grande Depósito de Lixo do Pacífico, Grande Ilha de Lixo do Pacífico ou Grande Sopa de Lixo do Pacífico, tal como descrita principalmente pelo pesquisador Charles J. Moore desde 1997, é uma região do oceano Pacífico. Fonte: Wikipédia (foto meramente ilustrativa)

Livros

Rachaduras

sábado, 18 de abril de 2020

Gratidão

Epicuro

“Para realizar algo em prol da saúde espiritual,
 ninguém é demasiado moço nem muito velho”

Vida saudável

Instituto TeApoio (crianças)

Você sabia que uma criança começa a construir a sua autoimagem 
a partir do olhar do adulto? Pois é. 
É esse adulto, inclusive, que apresenta o mundo para ela.

Isso significa dizer que crianças precisam de atenção e de um olhar amoroso 
sobre elas, para começarem a se enxergar no mundo. 
É por essa razão, que o que você diz para ela também é tão importante.
.
Você ainda consegue se lembrar do que ouvia sobre si quando era criança? 
Se sim, talvez perceba o quanto essas "vozes" aparecem no seu campo interno 
sempre que você está numa situação de conflito, por exemplo. 
.
Faz sentido para você?

Lindo

                                                                 

sexta-feira, 17 de abril de 2020

Pediatras americanos recomendam ler para bebês desde o seu nascimento...

A Academia Americana de Pediatria (AAP) recomendou que os pais leiam para seus filhos do nascimento até pelo menos os três anos para estimular a aquisição da linguagem e outras capacidades comunicativas.
“Ler histórias com regularidade para crianças pequenas desde o seu nascimento estimula de forma ótima seu cérebro e reforça a relação com os pais em um momento crucial de seu desenvolvimento. Em contrapartida, as crianças desenvolvem a linguagem, o aprendizado da leitura e adquirem capacidades sócio-emocionais para o resto de suas vidas”, explicou a AAP.

Esta recomendação se apoia no fato cada vez mais reconhecido pelos neurologistas de que uma parte importante do desenvolvimento do cérebro se dá nos primeiros três anos de vida. A AAP recomenda aos pediatras que, durante suas consultas, promovam com os pais esta aproximação à leitura para recém-nascidos até os três anos de idade, quando as crianças entram no ciclo pré-escolar.

A academia destacou que uma criança em cada três nos Estados Unidos chega à pré-escola sem os conhecimentos necessários para aprender a ler. A academia de psiquiatria lembrou que, a cada ano, 75% das crianças e 80% dos que vivem abaixo do limite da pobreza nos Estados Unidos não atingem um nível de leitura suficiente no quinto ano do ensino fundamental, ou seja, aos oito ou nove anos de idade.

A APP pede a “seus membros que incentivem todos os pais a ler em voz alta textos para seus filhos pequenos, o que pode reforçar a relação entre ambos e prepará-los para adquirir linguagem e as primeiras bases da alfabetização”.

Embora alguns pais com nível superior leiam poesia e façam os filhos ouvir Mozart desde que estão na barriga da mãe, estudos mostram que muitos outros não leem histórias para os filhos com a frequência recomendada pelos cientistas.

Como?

Poluição sonora e perturbação de sossego: saiba quais são os direitos e deveres dos cidadãos

Além de prejuízos à saúde humana e à qualidade de vida, o excesso de ruídos pode causar conflitos entre as pessoas de uma localidade. Mas a lei diferencia os casos de poluição sonora e os de perturbação do sossego alheio.

Poluição sonora é um problema que pode afetar os direitos difusos, pertencentes a todos, inclusive à próxima geração, e envolve três esferas relacionadas à área do meio ambiente: qualidade de vida, planejamento urbano e patrimônio cultural.

De acordo com um estudo publicado pela Organização Mundial de Saúde (OMS), alguns dos possíveis danos causados pela exposição a ruídos são perda de audição e concentração, aumento da pressão arterial, interferência no sono, problemas gástricos, estresse e aceleração cardiovascular. 

A Resolução nº 001/1990 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA) regula os critérios para a emissão de ruídos em atividades comerciais, industriais, sociais ou recreativas, incluindo as de propaganda política. Conforme indica a Resolução, os ruídos considerados prejudiciais à saúde e ao sossego público são estabelecidos pela norma NBR 10.152 - Avaliação do Ruído em Áreas Habitadas, da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). A norma estipula valores, em decibéis, para ambientes como hospitais, escolas, bibliotecas, locais de circulação, residências, restaurantes, igrejas e templos e locais para esporte.

Já a emissão de ruídos produzidos por veículos automotores, ou aqueles no interior dos ambientes de trabalho, obedecem às normas estabelecidas pelo Conselho Nacional de Trânsito (CONTRAN) e pelo órgão competente do Ministério do Trabalho. E fique atento: além das legislações e normas nacionais, cada município possui especificidades a respeito de limites de decibéis e horários.

Como resolver conflitos - Eventos e atividades podem ser favoráveis quando realizados em determinadas áreas, pois promovem a ocupação dos espaços e previnem contra a criminalidade. Mas devem ser realizados sem causar transtornos aos moradores e respeitando os limites de horários. Mesmo assim, algumas pessoas ainda podem ser afetadas pelo barulho, como aquelas que trabalham durante a noite e precisam descansar durante o dia; ou as que usam horários diurnos para atividades de concentração (trabalho ou estudo). Por isso, nos conflitos causados por problemas relacionados à poluição sonora, alguns termos não são negociáveis. O limite de decibéis, por exemplo, é estabelecido por lei e não pode ser modificado. Horários e periodicidade devem ser fixados para eventos que causam barulho excessivo, mas eventos esporádicos podem ter maior flexibilidade nesse sentido.

Nos casos em que a produção de ruídos afeta uma coletividade, prejudicando a qualidade de vida e a relação entre as pessoas de uma localidade, o cidadão pode procurar o Ministério Público. Para fazer uma denúncia, entre em contato com a Ouvidoria do MPSC ou encontre uma Promotoria de Justiça na sua região.

Poluição sonora ou perturbação do sossego? Você sabe a diferença entre poluição sonora e perturbação do sossego alheio? As duas práticas são puníveis pela lei, mas caracterizadas de forma diferente. Enquanto perturbação do sossego alheio é enquadrado como contravenção penal, a poluição sonora é tida como crime ambiental.

O primeiro caso está definido no artigo 42 do Decreto Lei n. 3.688, conhecido como Lei de Contravenções Penais. Perturbar alguém, tanto o trabalho quanto o sossego alheio - com gritaria ou algazarra, exercendo ruidosa, abusando de instrumentos sonoros ou provocando barulho com animais de estimação, é passível de prisão simples e multa.

Quanto à poluição sonora, é determinada pelo artigo 54 da Lei n. 9.605/1998, também chamada de Lei de Crimes Ambientais. Essa lei compreende poluição de qualquer natureza e que possa causar danos à saúde humana ou à de animais, além de destruição da flora. Para caracterizar a produção de ruídos como poluição sonora, deve ser precedida de laudo técnico comprovando a possibilidade de prejuízos à saúde e à qualidade de vida, bem como a frequência da exposição. Em casos momentâneos ou esporádicos, é determinada como contravenção penal. Fonte: https://www.mpsc.mp.br

Bhagavad Gita

Saúde

quinta-feira, 16 de abril de 2020

Bom dia!

Instituto TeApoio (comunicação)

Seria maravilhoso se as crianças pudessem apenas dizer claramente coisas como:
- Estou com ciúmes do meu irmão. Passa mais tempo comigo?
- Quero mais atenção, hoje não estou me sentindo bem.
- Acordei meio mal humorado. Vamos brincar um pouco para ver se eu relaxo?

Mas elas não dizem. Para sermos justos, nem nós, adultos, 
conseguimos ser tão claros assim a maior parte das vezes. Concorda?

Então, não podemos perder de vista que o comportamento da criança é pura comunicação. 
Esse é um dos princípios da prática de uma criação consciente, inclusive.

É necessário entendermos que não há fórmula mágica para a relação entre pais e filhos funcionar bem. 
É necessário entender o que os comportamentos da criança estão comunicando 
e também lançar luz a nossa dificuldade de ouvir também.

Não costuma ser fácil. Mas é possível, com estudo, informação, empenho e dedicação. 
É na relação com a criança que uma mulher se torna mãe, que um homem se torna pai. 
E isso é uma construção diária. 

Ninguém nasce pronto. Nem as mães. Nem os pais.
Faz sentido?

Você sabia?

Nossos erros

quarta-feira, 15 de abril de 2020

"Ode a um dia comum" de Milton Maciel

(Ainda que em tempos de Corona. 2020)

Ontem não aconteceu nada,
Foi só um dia comum.

Ontem nada deu certo;
Porém, nada deu errado.
Se nada teve conserto,
Nada também foi quebrado.

Tive alegrias? Que nada!
Mas nada me incomodou.
Fiquei chateado? Que nada!
No entanto, nada mudou.

Nada de novo na esquina,
Nada fugiu da rotina.
Nada houve de horroroso...
Que dia MARAVILHOSO!!!

Miami, Jan 30, 2012

Coexistência

Tempo pra tudo (Eclesiaste 3, 1-8)

"Tudo neste mundo tem seu tempo;
cada coisa tem sua ocasião.
Há um tempo de nascer e tempo de morrer;
tempo de plantar e tempo de arrancar;
tempo de matar e tempo de curar;
tempo de derrubar e tempo de construir;
Há tempo de ficar triste e tempo de se alegrar:
tempo de chorar e tempo de dançar;
tempo de espalhar pedras e tempo de ajuntá-las;
tempo de abraçar e tempo de afastar;
Há tempo de procurar e tempo de perder;
tempo de economizar e tempo de desperdiçar;
tempo de rasgar e tempo de remendar;
tempo de ficar calado e tempo de falar.
Há tempo de amar e tempo de odiar
tempo de guerra e tempo de paz."

Batata doce

Bonito

terça-feira, 14 de abril de 2020

...

"Ainda que eu falasse a língua dos homens.
E falasse a língua dos anjos, 
sem amor eu nada seria..."

Entenda certas verdades

Paixão sem controle de David Gonçalves

De manhã, impecável, Alfredo se pôs diante do espelho. Ainda um belo homem, embora grisalho: elegante, sem barriga, cinquentão.
O estilo é tudo, disse, sentando-se para o café. Ah, que saudades dos tempos que lia os jornais e revistas impressos... Jornais e revistas haviam desaparecido. Agora, navegava na internet, no Instagram, no Facebook, nos blogs, nos sites, nos e-mails. Não era a mesma coisa.
Entre tantos recados, um e-mail o atiçou: “Meu bom amigo Alfredo, com certeza, você não se lembra de mim. Procure na memória: Letícia. Estou na cidade. gostaria de encontrá-lo. Meu endereço...”
Letícia? Letícia? De repente, entre brumas, saltitou a imagem dela, e o coração começou a bater com força. Entre tantas mulheres, lembrava-se, fora ela quem amara profundamente. Mulher de cabelos negros, olhos verdes, encantadora. Era casada com um fazendeiro de soja. Levara-a de repente para a fazenda e lá a encerrara, enciumado.
Agora, aquele e-mail. Respondeu que iria vê-la à noite. O café amargou na garganta, o dia se alongou cheio de banalidades. Parece que o fogo do amor contido explodia por todos os poros. Por sobre grossas camadas de cinzas, a brasa se avivava e acendia o fogaréu.
– Jantaremos juntos esta noite, com bom vinho.
De noite, polidamente elegante, apertou a campainha do apartamento. O coração batia aos trancos, como num primeiro encontro. A porta se abriu. Uma velha senhora de cabelos brancos, gorda, lhe estendeu as mãos.
– Você continua o mesmo. O tempo não fez estrago.
– É você, Letícia?
Abraçou-a. Estava envelhecida. Perdera o corpo de princesa e os olhos vivazes.
– Ah, meu bom amigo, a vida não foi fácil, enfiada naquele fim de mundo. Sente-se, vamos conversar.
O desgosto a consumira. O ciúme doentio do marido a deixara acabada. Anos sem botar os pés fora da fazenda. Por todos os lados, só via campos de soja. Vivera anos encarcerada naquele mundo que não lhe pertencia. Vivera de boas lembranças, do tempo que sentira o verdadeiro amor brotar em sua vida. Lastimava-se por ter submetido à vontade do marido. Ah, como é odioso, cruel, aguentar alguém sem amar. Certa vez, fugira de casa, num ônibus de linha, só com a roupa do corpo, mas o marido a achara numa pensão de uma cidade vizinha. Deus do céu! A vergonha de voltar para o lar odioso e aguentar a falação de gente que não a compreendia. Enfim, tudo havia terminado. O marido ciumento morrera de repente, um infarto fulminante, e ela e a filha estavam de volta ao mundo dos vivos.
– Clarice, venha cá – chamou.
Entrou na sala uma jovem graciosa, com seus 18 anos. Tinha a cabeleira negra e os olhos verdes como os da mãe quando jovem. O coração de Alfredo começou a dar murros no peito. Tinha vontade de abraçá-la, beijá-la, apertá-la. Era a cópia da mãe.
O jantar transcorreu com frases banais, lembranças forte mas comedidas. Diante da beleza de Clarice, a mãe parecia uma fotografia esmaecida.
Despediram-se. Alfredo voltou para casa um tanto abatido. Sentia-se desconfortável: a paixão pela moça o devorava. Custou a dormir. Sonhou coisas absurdas. A mãe envelhecida, sem atrativos. A filha, ah a filha! Tão bela, tão princesa, tão viva e graciosa! Estava perdidamente apaixonado pela filha.
De manhã, estava um trapo. Mirando-se no espelho, viu-se envelhecido. Sentou-se para o café e, sem se lembrar dos velhos jornais e revistas, ficou futricando sem interesse na internet. Lá estava, entretanto, outro e-mail de Letícia:
“Querido, foi tão bom revê-lo. Fiquei contente e, ao mesmo tempo, desolada. Depois que você saiu, chorei tanto. Não tive coragem de contar-lhe o segredo que há entre nós. Clarice é sua filha!”
Alfredo sentiu o sangue gelar e um gosto de pregos enferrujados travou sua língua.

Pensão alimentícia

Amar

segunda-feira, 13 de abril de 2020

Fique bem!

Leia

Caros amigos, olhem que legal: eu estava em frente ao meu armário, diante dos meus livros, e aí resolvi perguntar a alguns dos grandes escritores brasileiros o que eles estão achando dessa crise. Olhem o que eles responderam:

Drummond - E agora, José?

Olavo Bilac - O medo é o pai da crença

Monteiro Lobato - Quem mal lê, mal ouve, mal fala, mal vê

Manoel Bandeira - Vou-me embora para Pasárgada

Rubem Alves - Ostra feliz não faz pérolas

Ruy Castro - O mal-humorado é alguém sem imaginação

Machado de Assis - Divindade não destrói sonhos, Capitu, somos nós que não fazemos acontecer

Luís Fernando Veríssimo - O mundo é como um espelho que devolve a cada pessoa o reflexo de seus próprios pensamentos. A maneira como você encara a vida é que faz toda diferença

José de Alencar - O amor, porém, é contagioso...

Vinicius - De tudo ao meu amor serei atento

Guimarães Rosa - Viver é um rasgar-se e remendar-se

Euclides da Cunha - Viver é adaptar-se

Clarice Lispector - Nāo se preocupe em entender. Viver ultrapassa qualquer entendimento

Jorge Amado - Se viver não é fácil, conviver é um desafio permanente.

Cecilia Meireles - O vento é o mesmo, mas a resposta é diferente em cada folha

Cora Coralina - Fiz a escalada da montanha da vida removendo pedras e plantando flores.

Atenção... Dar bebida alcoólica a menores de 18 anos é crime!

Miasma e Larvas Astrais por Re Azevedo

● Miasma: Na medicina existe essa mesma nomenclatura e significa: sujeira, a putrefação de corpos, alimentos, etc. No mundo espiritual o miasma está relacionado com a nossa ética, comportamento, padrão de pensamentos e no trato com as pessoas que convivemos. 

Existe um termo na espiritualidade que se chama miasma deletério, ele nada mais é, do que um estado de padrão muito baixo. A densidade do local onde se acumula os miasmas é muito grande, o que faz uma pessoa em seu estado mais equilibrado passar mal, sentir dores no corpo, falta de ar, dores de cabeça, entre outros sintomas.

O miasma mexe diretamente com a nossa aura, então, se o padrão for negativo esses miasmas são negativos. Se o padrão for positivo, esse miasma será positivo.

O miasma é uma plastificação dos nossos atos e pensamentos e grudam na atmosfera em que vivemos: nossa casa, nossos móveis e até em objetos pessoais. É muito comum em casas onde tem dependentes químicos, depressivos e brigas familiares, terem o miasma deletério, e o acúmulo de miasmas fica tão grande, forte e presente na nossa vida que se criam as larvas espirituais.

● Larvas Astrais: Como vimos, as larvas espirituais se formam com o acúmulo muito grande de miasmas. A densidade do ambiente é tão grande que elas nascem e se propagam no ambiente, seja na nossa casa, ambiente de trabalho, escolas ou seja qualquer lugar aonde tem pessoas com padrões muito baixos.
A sua aparência é terrível, eles ficam grudados nas paredes, nos móveis e são sempre de texturas muito pegajosas e de cores desagradáveis, um vermelho de sangue podre ou um verde de aparência estranha. Essas larvas nunca tem uma cor ou uma densidade agradável aos olhos de quem vê, é como se tivessem larvas e minhocas misturadas (para exemplificar) e pode-se considerar esse estado mais nocivo para nós, seres humanos.

Essas larvas têm a capacidade de intensificar aquilo que já está ruim. Ou seja, uma casa que tem muitas brigas ou discussões simples, se tiverem essas larvas, o conflito pode se intensificar gravemente, a ponto de ter uma agressão, seja física ou verbal, pois as larvas se desprendem das paredes ou dos lugares onde estão grudadas e transitam no ambiente como um vírus de gripe, por exemplo, nos sugestionando a expor o nosso lado mais sombrio.

Como podem perceber, esses parasitas são extremamente graves ao nosso convívio e pode nos trazer, não só problemas espirituais, mas como doenças ao nosso corpo físico. Geralmente, um “ataque de miasma” pode comprometer nosso ouvido, rins, pescoço, cóccix, virilha, coluna cervical ou nossos ombros.

Por favor, peço que tomem cuidado com essas informações, uma pessoa por exemplo, que não bebe água, com certeza vai ter algum problema de rim e isso não significa que a pessoa teve contato com algum miasma, pois pode ser consequência de falta de cuidado com sua própria saúde. 
Por outro lado, é muito difícil lidar com certos temas, pois muitas vezes nos vemos tentados a jogar a culpa no lado sombra da espiritualidade para nos redimir como pessoas e tirar o peso das nossas culpas e limitações. Afinal, estamos aqui para aprender e errar faz parte do nosso processo de evolução; do contrário, não faria sentido estarmos encarnados nesse plano.

Por estarmos conectados uns aos outros nas interações sociais, às vezes, as energias negativas aparecem e não sabemos sua fonte, então, vai aqui algumas dicas para a nossa compreensão:

1) Desequilíbrio emocional, depressão, pessimismo, emoções de raiva, dor, vingança, etc.

2) Pessoas que frequentam nossa casa, de forma regular ou não, que estão em sintonia com as más vibrações, ao entrar em nossas casas que são nosso local sagrado, elas podem sim, deixar o ambiente mais pesado, mais negativo.

3) Por espíritos desencarnados, sejam eles obsessores, vampiros ou ainda em confusão mental. Como estão desequilibrados emocionalmente e espiritualmente, eles passam por nossos ambientes propagando energias mais baixas.

4) Envio de pensamentos negativos ao nosso próximo de inveja, cobiça, mágoa ou raiva para que ele seja mal sucedido, entre outros desejos de vingança.

5) Trabalhos de magia negra.

Eco

domingo, 12 de abril de 2020

Bem assim...

Paciência - Lenine

"Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede um pouco mais de alma
A vida não para

Enquanto o tempo acelera e pede pressa
Eu me recuso faço hora vou na valsa
A vida tão rara

Enquanto todo mundo espera a cura do mal
E a loucura finge que isso tudo é normal
Eu finjo ter paciência

O mundo vai girando cada vez mais veloz
A gente espera do mundo e o mundo espera de nós
Um pouco mais de paciência

Será que é o tempo que lhe falta pra perceber
Será que temos esse tempo pra perder
E quem quer saber 
A vida é tão rara (tão rara)"

Racismo X Injúria racial