terça-feira, 14 de agosto de 2018

Agressividade

Qual pai/mãe que já não foi abordado pela educadora ora porque o filho foi agredido pelo colega, ora porque o filho agrediu o colega? Ficamos com o coração destroçado. Não é uma situação incomum e, se no primeiro caso há um sentimento de revolta e indignação (“Como é possível aquela criança ter um comportamento destes?” ; “Que pais permitem isto?”) no segundo um sentimento de tristeza apodera-se de nós (“Como é possível o meu filho ter uma atitude destas?” ; “O que estou fazendo errado?”)

Para compreender o comportamento da criança é importante esclarecer que, normalmente, entre um e quatro anos de idade, a criança é egocêntrica, acredita que o mundo existe e funciona em função dela e das suas necessidades. O comportamento agressivo faz parte do desenvolvimento e acontece porque os pequenos ainda não conseguem comunicar perfeitamente as suas emoções, os seus sentimentos e há pouco controlo sobre os impulsos. Respostas como morder, bater, arranhar,... costumam ser as alternativas para manifestar sentimentos de frustração e/ou raiva. Ao agredir a criança pode estar a tentar compreender as consequências deste ato ou, ainda, estar a pedir ajuda para lidar com sentimentos que para ela são difíceis de gerir. É um conflito interno!

No entanto, cabe-nos a nós (pais e todos os que lidam com crianças) intervir no sentido de ajudar os pequeninos a compreender os seus sentimentos e gerir as suas emoções. Há que orientar de forma consistente e positiva, sem nunca ignorar e/ou aceitar tais atitudes, mesmo sabendo que é uma fase do desenvolvimento. É importante mostrar/explicar que agredir os outros não é bom e não é admissível.

Educar não é fácil mas é o caminho de um mundo melhor!

Valter Hugo Mãe

"Ser o que se pode é a felicidade. 
A felicidade é a aceitação do que se é 
e do que se pode ser"

segunda-feira, 13 de agosto de 2018

Recado


Tradução: Garotos podem ser: sensíveis, cuidadosos, quietos, gentis, artísticos, sonhadores, 
medrosos, afetuosos e vaidosos. E não deixe ninguém lhe dizer o contrário!

A teoria da bolinha de papel por Marcio Kühne

Abordar questões sociais em ambientes acadêmicos, que geralmente tendem a criar tumultos verbais, é uma tarefa um tanto quanto delicada. Mas não foi um problema para um professor de ensino médio. Inicialmente, o professor distribuiu folhas de papel para cada um de seus alunos. Na sequência, pediu para que as amassassem e lhes disse que nessa atividade todos estariam representando a população do país. Em seguida, colocou um cesto de lixo na frente da turma, próximo ao quadro. E falou que, nesse país, todos teriam a mesma oportunidade para subir de nível na sociedade e melhorar sua condição financeira. Para isso, eles teriam que arremessar a bolinha de papel e acertar o cesto. Mas não poderiam levantar de seus lugares. Obviamente que a galera do fundão não gostou da ideia, dizendo que a atividade não era justa, pois as pessoas sentadas à sua frente teriam maiores chances de acertar a lixeira. Mas o experimento continuou. As bolinhas foram lançadas e, como foi previsto, a maior parcela de estudantes que acertaram o objetivo estava mais próxima ao cesto. Poucos foram os alunos sentados no fundão que tiveram êxito em seu arremesso. Então o professor lhes disse "quanto mais próximo estiver do cesto, melhor serão os resultados, é assim que o privilégio funciona, vocês notaram que os únicos que reclamaram foram justamente os que estavam afastados?" E continuou: "Por outro lado, quem está na frente da sala é menos propenso a ter consciência do privilégio em que se encontra. Tudo o que podem ver são 3 metros entre eles e seu objetivo".

O professor concluiu dizendo que a educação é um privilégio, por isso, 
utilizar esse conhecimento adquirido para alcançar grandes objetivos deve ser
tão importante quanto ajudar aqueles que não tem o mesmo acesso. 

Autismo

Lua e Flor - Oswaldo Montenegro

Eu amava
Como amava algum cantor
De qualquer clichê
De cabaré, de lua e flor

Eu sonhava como a feia
Na vitrine
Como carta
Que se assina em vão

Eu amava
Como amava um sonhador
Sem saber porquê
E amava ter no coração
A certeza ventilada de poesia
De que o dia, amanhece não

Eu amava
Como amava um pescador
Que se encanta mais
Com a rede que com o mar
Eu amava, como jamais poderia
Se soubesse como te encontrar

domingo, 12 de agosto de 2018

Assim é a vida...

Em Jaraguá do Sul... Ana Paula da Silva

Dica de saúde: Você já ouviu falar do preservativo feminino?

Metade - Oswaldo Montenegro

Que a força do medo que tenho
Não me impeça de ver o que anseio
Que a morte de tudo em que acredito
Não me tape os ouvidos e a boca
Porque metade de mim é o que eu grito
Mas a outra metade é silêncio

Que a música que ouço ao longe
Seja linda ainda que tristeza
Que a mulher que amo seja pra sempre amada
Mesmo que distante
Pois metade de mim é partida
Mas a outra metade é saudade

Que as palavras que falo
Não sejam ouvidas como prece, nem repetidas com fervor
Apenas respeitadas como a única coisa
Que resta a um homem inundado de sentimentos
Porque metade de mim é o que ouço
Mas a outra metade é o que calo

Que essa minha vontade de ir embora
Se transforme na calma e na paz que mereço
Que essa tensão que me corrói por dentro
Seja um dia recompensada
Que o espelho reflita em meu rosto um doce sorriso
Que eu me lembro ter dado na infância
Porque metade de mim é a lembrança do que fui
Mas a outra metade, não sei

Que não seja preciso mais do que uma simples alegria
Pra me fazer aquietar o espírito
E que o teu silêncio me fale cada vez mais
Porque metade de mim é abrigo
Mas a outra metade é cansaço

Que a arte nos aponte uma resposta
Mesmo que ela mesma não saiba
E que ninguém a tente complicar
Porque é preciso simplicidade pra fazê-la florescer
Porque metade de mim é plateia
A outra metade é canção

E que a minha loucura seja perdoada
Pois metade de mim é amor
E a outra metade também

sábado, 11 de agosto de 2018

Olá

"Elvis - Best Tribute Show" no Teatro da Liga

(9)

Olhar De Tela - Oswaldo Montenegro

Teu olhar de tela
sempre perguntando o que eu pensava
e no filme eu também acreditava
em me salvar no final

A paz como vizinha
eu queria mas me dava mal
a loucura sempre foi minha rainha
e eu não vi o teu sinal

Os Beatles na vitrola enchiam de paixão
as tardes de domingo e sal
a gente faz de conta e sempre diz que não
mas só o amor é que é fatal

Desenha na aquarela
a face sincera do teu sonho
meus amigos separados me falaram
que o amor anda mal

Aí seja sincera
eu não to propondo baixo astral
mas já não acho a professora mais bonita
e o meu pai o maioral
E você tem horror à minha vocação
de James Dean, cafona e normal.

sexta-feira, 10 de agosto de 2018

Sempre em boa companhia...

Neste domingo...

(8)

Saúde mental

Mudanças em pequenas atitudes podem transformar o jeito 
que encaramos a vida e tornar a rotina mais tranquila.

quinta-feira, 9 de agosto de 2018

Projeto Viva Turismo Joinville

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6ª ExpoInovação

6ª ExpoInovação de 14 a 16 de agosto no Teatro Juarez Machado 

A 6ª ExpoInovação tem como principal objetivo fortalecer o desenvolvimento do ecossistema de inovação e econômico em Joinville e região por meio de palestras, painéis de discussão e demais atrações sobre temas que estão em alta no mundo da inovação e tecnologia.

(7)

Reflexão: Você faz parte dos 5%? por Marcio Kühne

"Os pequenos detalhes deixam grandes marcas"

Depois de tentar, educadamente, por várias vezes, conseguir a atenção dos alunos para a aula, certo professor universitário disse: "Desde que comecei a lecionar, e isso já faz muitos anos, descobri que, de cada cem alunos apenas cinco fazem realmente alguma diferença no futuro. Apenas cinco se tornam profissionais brilhantes e contribuem de forma significativa para melhorar a qualidade de vida das pessoas. Os outros 95% servem apenas para fazer volume; são medíocres e passam pela vida sem deixar nada de útil. O interessante é que esta porcentagem vale para todo o mundo. Se vocês prestarem atenção notarão que, de cem professores, apenas cinco são aqueles que fazem a diferença. De cem garçons, apenas cinco são excelentes; de cem motoristas de táxi, apenas cinco são verdadeiros profissionais; de cem conhecidos, quando muito, cinco são verdadeiros amigos, fraternos e de absoluta confiança. E podemos generalizar ainda mais: de cem pessoas, apenas cinco são verdadeiramente especiais. É uma pena não termos como separar estes 5% do resto, pois se isso fosse possível eu deixaria apenas os alunos especiais nesta sala e colocaria os demais para fora. Assim, então, teria o silêncio necessário para dar uma boa aula e dormiria tranquilo, sabendo ter investido nos melhores. Mas, infelizmente não há como saber quais de vocês são estes alunos. Só o tempo é capaz de mostrar isso. Portanto, terei de me conformar e tentar dar uma aula para os alunos especiais, apesar da confusão que estará sendo feita pelo resto. Claro que cada um de vocês sempre pode escolher a qual grupo pertencerá. Obrigado pela atenção e vamos à aula de hoje". O silêncio se instalou na sala e o nível de atenção foi total.

Se você deseja pertencer ao grupo dos que realmente fazem a diferença, procure ser especial em tudo o que faz. Desde um simples bilhete que escreve, às coisas mais importantes, faça com excelência. Não importa o que você faz, mas como faz. Seja alguém que faz a diferença. Alguém que com sua ação torna a vida das pessoas melhores.

quarta-feira, 8 de agosto de 2018

Por Miryan Lucy de Rezende

"O mês de agosto tem muito a ensinar. Porque agosto é mês jardineiro, é dentro dele, berço do inverno, que as sementes dormem. Aguardam seu tempo de brotar. Agosto é guardador da boa-nova, preparador de flores. Agosto é quando Deus deixa a natureza traduzir visivelmente o tempo das mutações.

Mude, diz agosto, em seu recado de sementes. Aceite, diz agosto, com seu jeito frio de vento que levanta poeira e a faz avermelhar o céu. Compartilhe, diz agosto. Agasalhos, sopas quentinhas, cafés com chocolate, abraços mais apertados – eles também aquecem a alma e aninham o corpo. Distribua mais afetos, que inverno é acolhimento, é tempo de preparar setembro. 

E, de setembro, todos sabemos o que esperar. Esperamos a arrebentação das cores, que com seus mais variados nomes vêm em forma de flores. Aceite as esperas, mas coloque floreiras na janela. Só quem vive bem os agostos é merecedor da primavera!"

Você sabia? Fruta fresca X Fruta seca


# Fruta fresca (in natura). Maior saciedade devido ao maior volume.

# Fruta seca, desidratada, reduz o volume de água, portanto, ficam mais concentrados: os açúcares, os nutrientes e calorias. As frutas secas são saudáveis, mas calóricas, e devem ser consumidas com moderação. Exemplos: uva-passas, banana, caju, figo, maçã, morango, ameixa.

Festival Aldeia de todos os Cantos - IV Edição Cultura Popular

(6)

...

"Aquele que pergunta é tolo por cinco minutos, 
mas aquele que não pergunta 
permanece tolo para sempre"

terça-feira, 7 de agosto de 2018

Ministério da Saúde informa...

Você é do tipo "formiga"? Costuma comer muitos doces?

Se tem filhos ou sobrinhos pequenos, incentiva-os a comer aquele docinho dizendo algo como "ah, mas é só um pouquinho..."?

É fundamental evitar dar açúcar para crianças menores de 2 anos porque, quando elas se acostumam com muito açúcar, seu paladar, ao longo da vida, vai pedir alimentos mais doces ou mais adoçados. Sim: o consumo de doces é um costume possível de evitar. 

É importante ressaltar que estamos falando do açúcar que não vem da natureza. O açúcar refinado é um exemplo. Outros tipos também se disfarçam bem em alimentos ultraprocessados – como comida congelada, temperos, salgadinhos, pães industrializados... além de, claro, refrigerantes, sucos de caixinha, xaropes e muito mais.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) incentiva a redução do consumo do açúcar. A recomendação é que ele faça parte de apenas 10% de tudo que é consumido no dia. A dica é simples: prefira alimentos preparados da forma mais natural possível (tomando cuidado, inclusive, com os ingredientes industrializados). O excesso do consumo do açúcar ao longo da vida aumenta o peso corporal. O excesso de peso e a obesidade estão relacionados a 26 doenças e, além disso, são responsáveis por mais de 60% das ocorrências do diabetes.

Pensando...

Começa amanhã... Festival Gastronômico

(5)

Chega de saudade - Toquinho

Vai minha tristeza, e diz a ela
Que sem ela, não pode ser
Diz-lhe numa prece, que ela regresse
Porque eu não posso mais sofrer
Chega de saudade a realidade é que sem ela
Não há paz, não há beleza
É só tristeza e a melancolia
Que não sai de mim, não sai de mim, não sai...
Mas se ela voltar, se ela voltar
Que coisa linda, que coisa louca
Pois há menos peixinhos a nadar no mar
Do que os beijinhos que eu darei na sua boca
Dentro dos meus braços os abraços hão de ser
Milhões de abraços,
Apertado assim, colado assim, calado assim,
Abraços e beijinhos e carinhos sem ter fim
Que é pra acabar com esse negócio
De você viver sem mim
Não quero mais esse negócio de você longe de mim
Vamos deixar desse negócio de você viver sem mim

segunda-feira, 6 de agosto de 2018

Papo de Ciclista

Neste Papo de Ciclista promovido pelo Pedala Joinville teremos os cicloturistas Carletto, GilCiclista, Poffo, Antonio Inacio, Nilzio e Lopes nos presenteando com o relato da aventura da cicloviagem Joinville a Gramado em uma rota exclusivamente feita pelo interior dos estados de SC/RS com o incrível visual da nossa Serra Geral e seus Canions.

Conselho cantado

Roda de Conversa com Sandra Guimarães

(4)

Mulheres de Atenas - Chico Buarque

Mirem-se no exemplo
Daquelas mulheres de Atenas
Vivem pros seus maridos
Orgulho e raça de Atenas

Quando amadas, se perfumam
Se banham com leite, se arrumam
Suas melenas
Quando fustigadas não choram
Se ajoelham, pedem imploram
Mais duras penas; cadenas

Mirem-se no exemplo
Daquelas mulheres de Atenas
Sofrem pros seus maridos
Poder e força de Atenas

Quando eles embarcam soldados
Elas tecem longos bordados
Mil quarentenas
E quando eles voltam, sedentos
Querem arrancar, violentos
Carícias plenas, obscenas

Mirem-se no exemplo
Daquelas mulheres de Atenas
Despem-se pros maridos
Bravos guerreiros de Atenas

Quando eles se entopem de vinho
Costumam buscar um carinho
De outras falenas
Mas no fim da noite, aos pedaços
Quase sempre voltam pros braços
De suas pequenas, Helenas

Mirem-se no exemplo
Daquelas mulheres de Atenas:
Geram pros seus maridos
Os novos filhos de Atenas

Elas não têm gosto ou vontade
Nem defeito, nem qualidade
Têm medo apenas
Não tem sonhos, só tem presságios
O seu homem, mares, naufrágios
Lindas sirenas, morenas

Mirem-se no exemplo
Daquelas mulheres de Atenas
Temem por seus maridos
Heróis e amantes de Atenas

As jovens viúvas marcadas
E as gestantes abandonadas
Não fazem cenas
Vestem-se de negro, se encolhem
Se conformam e se recolhem
Às suas novenas, serenas

Mirem-se no exemplo
Daquelas mulheres de Atenas
Secam por seus maridos
Orgulho e raça de Atenas

domingo, 5 de agosto de 2018

Acontece hoje... 1° Espaço Mommy

Nelson Mandela

"Ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor de sua pele ou por sua origem, ou sua religião. 
Para odiar, as pessoas precisam aprender... 
E se podem aprender a odiar, podem ser ensinadas a amar, pois o amor chega 
mais naturalmente ao coração humano do que o seu oposto. 
A bondade humana é uma chama que pode ser oculta, jamais extinta" 

Festival Gastronômico

evento.

(3)

Caçador de mim - Milton Nascimento

Por tanto amor, por tanta emoção
A vida me fez assim
Doce ou atroz, manso ou feroz
Eu, caçador de mim
Preso a canções
Entregue a paixões
Que nunca tiveram fim
Vou me encontrar longe do meu lugar
Eu, caçador de mim

Nada a temer
Senão o correr da luta
Nada a fazer
Senão esquecer o medo
Abrir o peito à força
Numa procura
Fugir às armadilhas da mata escura

Longe se vai sonhando demais
Mas onde se chega assim
Vou descobrir o que me faz sentir
Eu, caçador de mim

Nada a temer
Senão o correr da luta
Nada a fazer
Senão esquecer o medo
Abrir o peito à força
Numa procura
Fugir às armadilhas da mata escura

Vou descobrir o que me faz sentir
Eu, caçador de mim

sábado, 4 de agosto de 2018

"O mundo e agosto" de Jura Arruda

Diz-se que o mês de agosto é um mês difícil. Enumeram-se eventos tristes ou catastróficos que nos dão a impressão de que se trata mesmo de um mês agourento. Lá fora, nesse início de agosto, a paisagem que minha janela emoldura está nublada, casas e árvores esmaecidas pela névoa densa apenas suportam suas lúgubres existências. Noutras paragens deve estar igual, mesmo o hemisfério norte deve passar por um verão modorrento, envolto em cansaços febris e inquietudes trágicas.
No rádio, Chico suplica: “Ó menina vai ver nesse almanaque como é que isso tudo começou. Diz quem é que marcava o tic-tac e a ampulheta do tempo disparou”. Ouço e questiono tudo no mundo. Quem inventou o calendário que meteu um agosto no meio do ano, no meio da gente? Será que a dor do mundo é cíclica e volta todo ano na mesma época? É a numerologia ou a força do nome que faz de agosto o que agosto aparenta ser?
Chico se calou no rádio. Agora é silêncio que se escuta. E no silêncio, recolho o orvalho das últimas perdas. Não ocorreram em agosto, vieram em maio e julho. Agosto não tem nada a ver com isso. Repenso a humanidade, leio-releio um sem-número de teorias e dou conta da sequência de acontecimentos que desencadeam outros. Não há um padrão, não é o calendário que determina as coisas. Cada vez mais acredito que tudo parte de nós e de como nós enxergamos o mundo.
Se em agosto houve, na história, suicídios, início de uma guerra mundial, mortes de personalidades, bombardeios no Rio, também em agosto, os EUA passou a permitir o voto dos negros e o Congresso brasileiro revogou o Ato Institucional no 5, pondo fim a um dos períodos mais obscuros da história do Brasil.
Não, definitivamente não é o mês de agosto o culpado pelas desgraças mundiais, mas as decisões de pessoas ou de grupos de pessoas que usam o livre-arbítrio para fazerem suas escolhas e gerarem consequências. Que há o acaso eu não tenho dúvidas, mas não é tão determinante como se pensa. Nem somos nós joguetes nas mãos do destino. Gosto de acreditar que cabe a mim determinar meus caminhos e, quando isso não é possível, cabe a mim decidir o que fazer diante do ocorrido. Sempre haverá um caminho a seguir, uma decisão a tomar, um renascer possível. E isso pode ou não acontecer em agosto.
Prepare seus patuás, seu terço, sua mandala e tudo que fortaleça sua crença, não por ser agosto, mas por ser a gosto do homem que grande parte das tragédias humanas acontecem.
(Crônica publicada no jornal A Notícia, em 03/08/2018)

Amanhã... Festa da Colheita Mildau

Mafalda

Interlúdio especial com Claudia Todorov e Alexandre Dietrich – canto e piano


Dia 07 de agosto, às 19h, na Sala Mozart da Sociedade Harmonia Lyra
Ingressos (inteira R$ 20,00 e meia R$ 10,00) na secretaria da Harmonia Lyra, 
Rua XV de Novembro, 485 (de segunda a sexta das 9h às 11h45 e das 14h às 17h45).

(2)

A gente se apaixona pela forma como nos tratam por Marcel Camargo

Num primeiro momento, somos atraídos pela pessoa em vista de sua aparência, da harmonia entre seus traços, seus gestos, seu sorriso. O belo chama a atenção em todos os setores de nossas vidas, sejam momentos, sejam objetos, lugares ou pessoas. No entanto, ponto pacífico, a beleza por si só não se sustenta caso não se acompanhe de essência, daquilo que não vemos, mas é essencial.
Na verdade, o tempo somente deixa que fique em nós aquilo que nos toca o coração e a alma, de uma forma única e especial, e isso não tem nada a ver com roupas de grife, móveis vitorianos ou olhos azuis. Tanto é que, não raro, acabamos achando bonitas, com o passar do tempo, muitas pessoas que de início não nos chamaram a atenção por sua aparência.
Isso porque o amor é uma coisa de dentro, algo que atravessa o que há lá fora, adentrando pelos poros, instalando-se dentro de nós, sem avisar, sem ser visto a olho nu. Nosso íntimo é assim mesmo, depende de atitudes, daquilo que sentimos, do que nos fazem sentir, para muito além dos olhos. O que nos toca fundo não é manipulado com os dedos, mas com o envolvimento afetivo que paira além das aparências.
O mais importante, nisso tudo, é sabermos com segurança aquilo que procuramos, bem como o que não queremos para nós. Se estivermos conscientes de que não poderemos receber menos do que merecemos, de que temos muito a compartilhar, a dividir, a somar, dificilmente traremos para junto de nós quem só suga, quem mente, quem não retorna nada. É preciso ver além do que os olhos enxergam para perceber o que o outro tem a oferecer em termos de verdade, de vontade de estar junto.
Precisamos levar sempre em conta a passagem do tempo, dos anos, que levam embora a rigidez dos músculos, a firmeza da pele, a força da coluna, além de muitos dos sonhos que acabam não se realizando. Porém, e isso não há de se negar, aquilo que for verdadeiro, os sentimentos profundos, a amizade, a cumplicidade e a ternura, isso ninguém nos rouba, nem o tempo, nem a morte.

sexta-feira, 3 de agosto de 2018

Museu de Imigração vai sediar curso de português para haitianos

A partir deste sábado, dia 04 de agosto, o Museu Nacional de Imigração e Colonização de Joinville (MNIC) vai abrir espaço para a realização do curso de língua portuguesa para haitianos. Durante as aulas, que vão ocorrer sempre aos sábados, das 17h às 19h, os alunos vão aprender vocabulário, gramática e praticar conversação.

A iniciativa é uma parceria da ONG Esperans Vivan (Esperança Viva) e do MNIC, e tem o objetivo de ajudar os imigrantes haitianos que vivem em Joinville, apresentando o novo idioma.

“Como haitiano, conheço a dificuldade que os imigrantes têm para aprender a língua e conseguir trabalho. O curso vai ensinar o mais básico para ajudar o imigrante a conseguir emprego. Depois, ele segue aprendendo junto com os brasileiros”, explica o criador da ONG e idealizador do curso, Guilove Augustin.

O curso de português para haitianos é gratuito e não é necessária inscrição antecipada. Para participar das aulas, basta o aluno se dirigir ao auditório do Museu Nacional de Imigração e Colonização, que fica na rua Rio Branco, 229 (Rua das Palmeiras). A capacitação também oferece espaço aos professores e profissionais que desejarem colaborar ministrando aulas de forma voluntária.

...

Horácio

"A adversidade desperta em nós capacidades que, 
em circunstâncias favoráveis estariam adormecidas"

Nova temporada da Orquestra Prelúdio... "Mestres do Barroco"

(1)

Sei lá... A vida tem sempre razão - Toquinho

Tem dias que eu fico pensando na vida
E sinceramente não vejo saída.
Como é, por exemplo, que dá pra entender:
A gente mal nasce, começa a morrer.

Depois da chegada vem sempre a partida,
Porque não há nada sem separação.
Sei lá, sei lá, a vida é uma grande ilusão.
Sei lá, sei lá, só sei que ela está com a razão.

A gente nem sabe que males se apronta.
Fazendo de conta, fingindo esquecer
Que nada renasce antes que se acabe,
E o sol que desponta tem que anoitecer.

De nada adianta ficar-se de fora.
A hora do sim é o descuido do não.
Sei lá, sei lá, só sei que é preciso paixão.
Sei lá, sei lá, a vida tem sempre razão.

quinta-feira, 2 de agosto de 2018

Semana Mundial de Amamentação

Feira do Príncipe neste domingo

Dia 05 de agosto (domingo), das 10h às 16h

Programação:
- 10h às 11h: ConversAfiada (jazz e música brasileira).
- 11h às 11h30: coral infantil e infantojuvenil do Colégio Adventista.
- 12h às 13h: Elvis Presley Cover; Circo Lúdico.
- 13h30 às 14h: Orimar Hess e Ana Hess.
- 14h30 às 15h30: banda Aluga-se com tributo a Raul Seixas.
- 14h às 16h: projetos do SIMDEC: Intervenção circense do Circo Lúdico com os palhaços Pirulito e Merreca (Projeto Alegria na Praça 2); Tudo Vira Dança (Essaé Cia. de Teatro-Dança).

* Todo o dia: Circuito de Bem-Estar e Saúde com serviços gratuitos para todo o público (SPA de mãos, massagem relaxante, depilação de buço e nariz, glicemia, aferição de pressão e acuidade visual e aconselhamento auditivo).

"Simplesmente Elis" no Teatro da Liga

Ministério da Saúde informa sobre Parto Humanizado


Muito se fala sobre humanização do parto, mas poucos compreendem bem o que isso significa. Não se trata de um tipo de parto, mas, sim, as suas características. É o respeito à mulher e à família em formação, em um momento tão especial de suas vidas. É o respeito ao bebê, que tem direito a um nascimento sadio e harmonioso.

Interplast 2018

Construção - Chico Buarque

Amou daquela vez como se fosse a última
Beijou sua mulher como se fosse a última
E cada filho seu como se fosse o único
E atravessou a rua com seu passo tímido

Subiu a construção como se fosse máquina
Ergueu no patamar quatro paredes sólidas
Tijolo com tijolo num desenho mágico
Seus olhos embotados de cimento e lágrima

Sentou pra descansar como se fosse sábado
Comeu feijão com arroz como se fosse um príncipe
Bebeu e soluçou como se fosse um náufrago
Dançou e gargalhou como se ouvisse música

E tropeçou no céu como se fosse um bêbado
E flutuou no ar como se fosse um pássaro
E se acabou no chão feito um pacote flácido
Agonizou no meio do passeio público
Morreu na contramão, atrapalhando o tráfego

Amou daquela vez como se fosse o último
Beijou sua mulher como se fosse a única
E cada filho seu como se fosse o pródigo
E atravessou a rua com seu passo bêbado

Subiu a construção como se fosse sólido
Ergueu no patamar quatro paredes mágicas
Tijolo com tijolo num desenho lógico
Seus olhos embotados de cimento e tráfego

Sentou pra descansar como se fosse um príncipe
Comeu feijão com arroz como se fosse o máximo
Bebeu e soluçou como se fosse máquina
Dançou e gargalhou como se fosse o próximo

E tropeçou no céu como se ouvisse música
E flutuou no ar como se fosse sábado
E se acabou no chão feito um pacote tímido
Agonizou no meio do passeio náufrago
Morreu na contramão atrapalhando o público

Amou daquela vez como se fosse máquina
Beijou sua mulher como se fosse lógico
Ergueu no patamar quatro paredes flácidas
Sentou pra descansar como se fosse um pássaro
E flutuou no ar como se fosse um príncipe
E se acabou no chão feito um pacote bêbado
Morreu na contramão atrapalhando o sábado

Por esse pão pra comer, por esse chão pra dormir
A certidão pra nascer e a concessão pra sorrir
Por me deixar respirar, por me deixar existir
Deus lhe pague

Pela cachaça de graça que a gente tem que engolir
Pela fumaça e a desgraça que a gente tem que tossir
Pelos andaimes pingentes que a gente tem que cair
Deus lhe pague

Pela mulher carpideira pra nos louvar e cuspir
E pelas moscas bicheiras a nos beijar e cobrir
E pela paz derradeira que enfim vai nos redimir
Deus lhe pague

quarta-feira, 1 de agosto de 2018

Nesta quinta... Federico Piancatelli

Federico Piancatelli estará palestrando á respeito da experiência
de vida dele morando em Le Marche (uma região da Italia)

Evento infantil Espaço Mommy acontece domingo em Joinville

Neste domingo, dia 05 de agosto, das 13h às 18h, acontece no restaurante Carmenere Grill em Joinville, a primeira edição do Espaço Mommy. O evento reúne num só lugar produtos, serviços e informações para o setor de gestante, bebê e crianças de 0 a 5 anos de idade. Durante a tarde, diversas atrações culturais voltada para o público infantil e adulto vão acontecer. Terão bate-papos, desfile, apresentações de dança e a presença de personagens animados além dos produtos e serviços destinados ao vestuário, decoração, saúde e entretenimento dos pequenos e das mamães gestantes. O evento conta com o apoio da Revista Babies, Arte Maior e Anima Luz e a entrada é gratuita. 

Segundo uma das organizadoras, Raquel Duarte, do Spaço Mãe e Bebê, a ideia do Espaço Mommy é proporcionar uma tarde agradável, sendo que tudo está sendo preparado com muito carinho por uma série de marcas da cidade. “Teremos mais de 30 expositores que vão estar oferendo produtos exclusivos e tirando dúvidas sobre alguns serviços. Além disso teremos a presença dos personagens Masha e o Urso e a Dra. Brinquedos e também haverá um chá revelação ao vivo onde será descoberto o sexo do filho da médica Vanessa Engelmann”, explica. Confira a programação abaixo:

13h – Abertura
13h30 – Masha e o Urso (Apresentação e Sessão de Fotos)
13h45 – Apresentação Slingdance Spaço Mãe e Bebê
14h - Apresentação Ballet Spaço Mãe e Bebê
14h15 – Desfile Sling
14h30 – Aulão de musicalização Arte Maior
15h20 – Apresentação Coral Infantil Arte Maior
15h50 – Dra. Brinquedo - (Apresentação e Sessão de Fotos)
16h- Desfile
17h – Chá Revelação Dra. Vanessa Engelmann

Agende-se:
O quê: 1º Edição do Espaço Mommy
Quando: 05 de agosto, domingo
Horário: Das 13h às 18h
Onde: Restaurante Carmenere Grill - Rua Dona Francisca, 7173 - Zona Industrial Norte, Joinville
Quanto: Entrada gratuita

Mostra "A margem - um olhar sobre o rio"


O que a mostra quer fazer? Mostrar, tudo ou quase tudo que o Rio Cachoeira é para a cidade e para a bacia hidrográfica. Ele precisa ser percebido e pertencer a cidade e aos moradores. A mostra terá 14 participantes com suas fotografias, vídeos, instalações e performance com um olhar para a beleza da fauna, da flora, da paisagem limpa ou até degradada pela ação do tempo e do homem. “A margem – um olhar sobre o rio”, é uma mostra com uma proposta única: “Eu sou o Rio Cachoeira” prazer.

Ryane Leão

Dicas para evitar a insônia (2)

Um girassol da cor de seu cabelo - Milton Nascimento

Vento solar e estrelas do mar
A terra azul é a cor de seu vestido?
Vento solar e estrelas do mar
Você ainda quer morar comigo?

Se eu cantar não chore não
É só poesia
Eu só preciso ter você
Por mais um dia
Ainda gosto de dançar
Bom dia
Como vai você?

Sol, girassol, verde, vento solar
Você ainda quer morar comigo?
Vento solar e estrelas do mar
Um girassol é a cor de seu cabelo?

Se eu morrer não chore não
É só a lua
É seu vestido cor de maravilha nua
Ainda moro nesta mesma rua
Como vai você?
Você vem?
Ou será que é tarde demais?

O meu pensamento tem a cor de seu vestido?
Ou um girassol que tem a cor de seu cabelo?